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Traditional Cache

Castelo de Beja

Hidden : 5/6/2007
In Beja, Portugal
Difficulty:
1.5 out of 5
Terrain:
1 out of 5

Size: Size: small (small)

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Geocache Description:


Castelo de Beja
Beja Castle
A cidade de Beja implanta-se num morro com 277 m de altitude, dominando a vasta planície envolvente. A sua fundação remontará à Idade do Ferro existindo pouca informação disponível sobre esta época.

Durante o Império Romano teve o nome de Pax Julia, e terá sido fundada ou por Júlio César ou por Augusto. Foi capital do Conventus Pacensis e administrou juridicamente uma das regiões que constituíam a província da Lusitânia (as outras duas capitais eram Santarém e Mérida). Foi também uma Civitas, ou seja, cidade responsável pela administração de uma região (tratava-se de áreas mais ou menos equivalentes aos nossos distritos) e Colonia. Sem dúvida estamos na presença de uma cidade elementar no funcionamento da grande máquina administrativa que foi a regionalização romana. Como tal, estava equipada com um conjunto de edifícios muito importantes. O espaço por excelência onde se tratava a administração jurídica provincial era o Fórum, do qual também fazia parte o templo dedicado ao culto imperial. No caso de Beja, o Fórum localizava-se junto à actual Praça da República, como testemunharam as escavações realizadas por Abel Viana quando se construiu o actual depósito de água (na altura foi identificada uma enorme estrutura que se interpretou como parte das fundações do templo imperial). A importância dos diversos achados que se têm verificado em vários sítios da cidade confirmam-nos a existência de outros edifícios, tais como o teatro, anfiteatro, o circo, as termas, etc., embora a localização para estes espaços continue na esfera das hipóteses. Certamente que a cidade romana sofreu alterações ao longo do tempo, os seus principais espaços adaptar-se-iam às novas regras e modas que sopravam de outros pontos do império.

Durante o período de domínio visigodo manter-se-ia como uma das principais cidades do Ocidente, continuando a ser um centro administrativo regional e cabeça de bispado. Desta fase, ficou-nos a pequena, mas importante, Igreja de Santo Amaro, onde está instalado o Núcleo Visigótico do Museu Regional, cuja colecção é constituída por peças provenientes da cidade e do campo. O povo germânico terá contribuído para a conservação e manutenção dos espaços públicos e privados.

A cidade é referida pelos autores árabes, não só pela sua importância mas também pelos belos edifícios que possuía, assim como pelas vias grandes e bem conservadas que a ela levavam. No entanto é a partir deste momento que a configuração da cidade sofrerá as mais profundas alterações: a sua forma ortogonal vai-se alterando e ganhando uma forma radial. Infelizmente da cidade muçulmana pouco sabemos: os vestígios são mínimos, encontrando-se, desta época, apenas uma ou outra inscrição funerária e alguns artefactos. A cidade entra em declínio sensivelmente a partir do século XI: não é mais o centro administrativo e religioso, perdendo prestígio a favor de cidades que ganhavam cada vez maior importância, como era o caso de Évora.

A Reconquista fez-se sentir de forma muito violenta. As muralhas foram completamente destruídas, a cidade quase deixou de existir. Mas o Foral de D. Afonso III é muito claro: havia que repovoar a cidade e reconstruir as suas muralhas; a cidade ficaria dotada com um novo sistema defensivo, constituído pelo castelo com torre de menagem e novo pano de muralhas. A Torre de Menagem constitui um dos melhores exemplos da arquitectura militar portuguesa. Divide-se interiormente em três andares, cujas salas são decoradas. Na sua parte exterior realçam-se a janela geminada, a janela de ferradura de tradição mudejar e um balcão circundado de matacães. Salienta-se a particularidade desta torre ser construída em mármore.

Com a fundação do Ducado de Beja projecta-se uma nova fase. Os primeiros Duques de Beja, Infantes de Portugal, vêm residir para a cidade alentejana, onde fundam o Convento de Nossa Senhora da Conceição. Junto a este edifício surge o Palácio dos Duques de Beja (Palácio dos Infantes), que terá sido um bom exemplo da arquitectura mudéjar. Como reflexo deste novo impulso, à sua volta iriam surgir novos conventos e palácios que marcariam a diferença entre a Beja velha e destruída e um novo espaço que surgia. O momento áureo deu-se, sem dúvida, com a ascensão de D. Manuel I a rei. Assiste-se à reabertura de um novo espaço, a Praça D. Manuel I, para onde se deslocam os Paços do Concelho, que haviam funcionado junto à Igreja de Santa Maria e promove-se também a construção do primeiro Convento-Hospital de Nossa Senhora da Piedade ou da Misericórdia no lugar da antiga Gafaria. Este trabalho de recuperação teria continuidade com o Infante D. Luís III, Duque de Beja, que foi o patrono da construção da Igreja da Misericórdia, cuja loggia constitui um dos expoentes máximos da arquitectura do Renascimento em Portugal. Neste período a cidade respirou um novo ar com a promoção a que assistia. A classe dirigente local não acompanhou, contudo, este processo progressista. Beja voltaria a desenvolver-se muito lentamente, esquecida na planície alentejana. As obras que marcam a cidade são pontuais, vivendo-se momentos pequenos de falsas esperanças ao desenvolvimento que nunca chega.

Entre 1834 e 1868, a cidade cede ao espírito liberal: extintos os conventos, demoliram-se dois, quase de imediato, os de Santa Clara (séc. XIV) e do Carmo (séc. XVI), o Hospício de Santo António (séc. XV, actual Teatro Municipal Pax Julia), Portas de Aljustrel, Porta Nova de Évora e Porta de S. Sisenando. O segundo processo destrutivo a que assistimos dá-se infelizmente, na transição dos séculos XIX para XX. A hecatombe modernista, de origem bejense, cai sobre a cidade sacrificando muitos dos edifícios monumentais que possuía, caso, entre outros, das Portas Romanas de Mértola e da capela dos Anjos (1876), da capela da Guia e das portas romanas de Avis, palácio Ducal dos Infantes, capela de Santo António e mais de metade do convento da Conceição (1895), seguidos do convento da Esperança (1897), Casa dos Corvos (1897), Calvário e Igreja de S. João (1919-1920). Contudo, para comprovar a riqueza do seu património cultural, ainda hoje a cidade merece uma visita despreconceituada e atenta às duas dezenas de monumentos peculiares que lhe restam, sem esquecer que, no fundo, a história de qualquer cidade é a história das pessoas que desde há muito lhe ditaram a evolução. Portanto, o Convento de Nossa Senhora da Conceição (actual Museu Regional), reduzido à Igreja, Claustro e sala do Capítulo, a igreja de Santa Maria, a torrinha branca (antiga almenara?) e a tipologia vernácula e erudita de outros edifícios que os acompanham, constituem um apêndice, ainda assim singular, da monumentalidade religiosa, civil e militar que, apesar de sacrificada ao progresso, teima em fazer valer a sua autenticidade histórica, esta, sim, indestrutível.

The city of Beja implants into a hill with 277 m in altitude, dominating the vast plains surrounding. Its foundation remounted to the Iron Age in which there is little information available about this age.

During the Roman Empire, the city got name Pax Julia, and was founded by Julius Caesar or Augusto. It was the capital of Conventus Pacensis managing legally one of the regions that were the province of Lusitania (the other two capitals were Santarém and Merida). It was also a Civitas, witch means city responsible for the administration of a region (it was areas roughly equivalent to our districts) and Cologne. Certainly we are in the presence of a city elementary in the operation of large administrative machinery which was the Roman regionalization. As such, it was equipped with a set of very important buildings. The space par excellence where the administration it was the provincial legal forum, which was also part of the temple dedicated to the imperial cult. In the case of Beja, the Forum is located near the current Praça da República, as witnessed the excavations carried out by Abel Viana when they built the current deposit of water (at the time was identified a huge structure that was interpreted as part of the foundations of the Imperial Temple). The importance of the various findings that have occurred in various places in the city confirmed to us the existence of other buildings, such as the theater, amphitheater, the circus, the spa, etc.. Although the location for these spaces continue in the sphere of the assumptions. Certainly, the Roman city has changed over time, its main areas it would adapt to the new rules and fashions that came from of other points of the empire.

During the period of Visigoth domain, Beja maintains to be as one of the main cities in the West, continuing to be a center and regional administrative head of bishops. From this time, small but important, remains the Church of Santo Amaro, where it is located Visigothic Nucleus of the Regional Museum, whose collection consists of pieces from the city and the countryside. The German people have contributed to the preservation and maintenance of public spaces and private. The city is mentioned by Arabs authors, not only for its significance but also by the beautiful buildings that had, as well as those of large and well preserved that it took. Yet it is from this point that the configuration of the city will suffer the most profound changes: the shape form changing from orthogonal to radial. Unfortunately from the city's Muslim time our knowledge is to little: the traces are minimal and, from this time, one or other affiliation, and some funerary artifacts. The city enter into significantly decline from the XI century: it is no more the administrative and religious center, losing prestige in favour of cities that earned increasing importance, as the case of Évora.

The Reconquest was felt in a very violent form. The walls were completely destroyed, the city almost ceased to exist. But the Intents of D. Afonso III was clear: there was that repopulate the city and rebuild their walls, the city would be equipped with a new defensive system, consisting of the castle tower, with cloth to keep and new walls. The Tower of Keep is one of the best examples of military architecture ports. It is divided internally into three floors, where rooms are decorated. In its outer part to enhance twinned window, the window of a horseshoe of mudejar tradition and a desk surrounded of rocks. It is a peculiarity of this tower is built in marble.

With the foundation of the Duchy of Beja projected a new phase. The first Dukes of Beja, Infantes of Portugal, come live for the city in Alentejo, in which they based the Convent of Our Lady. Next to this building is the Palace of the Dukes of Beja (Palace of the Infantes), which was a good example of architecture Mudejar. As a reflection of this new momentum, around it would arise new convents and palaces that will mark the difference between the old and destroyed Beja and a new space that grows up. The golden moment has been, without doubt, with the rise of D. Manuel I to King. There is the reopening of a new space, the Square D. Manuel I, where to move the Town Hall, who had worked at the church of Santa Maria and promotes is also the construction of the first Hospital-Convent of Our Lady of Piety or the Mercy in place of the former Gafaria. This work of recovery would continue with the Infante D. Luis III, Duke of Beja, who was the patron of the construction of the Mother Church, whose loggia is one of the exponents of the architecture of the Renaissance in Portugal. In this period the city got a new air with a new promotion. The local ruling class did not follow, however, this process forward. Beja again develop very slowly, forgotten in the Alentejo plains. The works that mark the city are off, living up small moments of false hope development that never comes.

Between 1834 and 1868, the city assigns to the liberal spirit: extinct the convents, two was demolished, almost instantly, Santa Clara (fourteen century) and Carmo (sixteen century), the Hospício of St. António (century XV, actual Municipal Theatre Pax Julia), Aljustrel Gates, Evora New Gate and S. Sisenand Gate. Unfortunately, the second destructive process we have seen was in the transition of the nineteenth century to twenty century. The modernist carnage with a bejense, falls on the city scarifying many of the monumental buildings that had, like, among other things, the Roman Gates of Mértola and the chapel of the Angels (1876), the chapel of Guia and the Roman Gates of Avis, Ducal palace of Infantes, chapel of St. António and more than half of the convent of Conceição (1895), followed by the convent of Esperança (1897), Casa dos Corvos (1897), and Calvary and Church of St. John (1919-1920). However, to demonstrate the richness of its cultural heritage, the city still deserves a visit without any preconcert and to the two dozen peculiar monuments that it remains, without forgetting that, basically, the history of any city is the story of people that dictate him for a long time on its evolution. Therefore, the Convent of Nossa Senhora (now Regional Museum), reduced the church, cloister and the Chapter Room, the church of Santa Maria, the white little tower (former almenara?) and the vernacular and erudite typology of other buildings that are attached, even so single, monumentality of religious, civil and military that, despite sacrificed to progress, persists in asserting its historical authenticity, that this one, yes, indestructible.
A cache encontra-se dentro do recinto do Castelo! O Horário é o seguinte: Abril - Outubro 10H00 - 13H00 14H00 - 18H00 Novembro - Março 09H00 - 13H00 14H00 - 17H00 The cache is located within the grounds of the Castle! The timetable is as follows: April - October 10H00 - 13H00 14H00 - 18H00 November - March 09H00 - 13H00 14H00 - 17H00

Additional Hints (Decrypt)

Pnagb qn rfcynanqn.
Pbeare bs gur greenpr.

Decryption Key

A|B|C|D|E|F|G|H|I|J|K|L|M
-------------------------
N|O|P|Q|R|S|T|U|V|W|X|Y|Z

(letter above equals below, and vice versa)

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Last Updated: on 4/15/2014 3:45:02 PM Pacific Daylight Time (10:45 PM GMT)
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