
Acesso com babés e crianças:
Access with babies and kids: |
Fácil na vila, mas desaconselhado no exacto
local da cache
Easy in the village, but hard in the exact cache place |

A vila de Óbidos guarda a memória de
séculos, onde as casas caiadas de branco com cunhais pintados
de azul ou amarelo e de traços medievais são rodeadas por
uma extensa muralha.
O vasto património de arquitectura
religiosa e os vestígios históricos e monumentais
encontrados nesta zona testemunham a história da vila de
Óbidos ao longo de séculos de existência.
Os primeiros vestígios de
ocupação humana remontam ao neolítico mas a vila
terá sido fundada pelos Celtas, no ano 308 AC. Do século
I, a cidade de Eburobrittium, prova a permanência
romana. Entre o século V e VIII, os visigodos são o povo
dominante e, até ao século XII, os árabes marcaram
presença com a edificação ou reedificação
do castelo.
Óbidos foi conquistada aos Mouros em 1148
por D. Afonso Henriques. Mais tarde, em 1210, D. Afonso II ofereceu
a povoação a D. Urraca, sua esposa, como presente de
casamento. Em 1282 foi a vez de D. Dinis a oferecer a D. Isabel,
pela mesma razão. Desde então, até 1834, Óbidos
tornou-se parte do dote de todas as rainhas portuguesas.
Em 1498, a Rainha D. Leonor fundou nesta vila a
Misericórdia.
A rainha D. Catarina ordenou a
construção do aqueduto, com 3 quilómetros de
extensão, a fonte pública da Praça de Sta. Maria e
ainda outras fontes por toda a vila, em 1573
Esta povoação teve o papel de
importante porto fluvial até ao Sec. XVI, altura em que o rio
ficou assoreado, o que inviabilizou doravante a sua
navegabilidade.
Em 1661 Josefa de Óbidos pintou cinco telas
dedicadas a Sta. Catarina de Alexandria, na Igreja de Sta.
Maria.
A Batalha de Roliça, em que os exércitos de
Napoleão sofreram a sua primeira importante derrota durante a
Guerra Peninsular, desenrolou-se na periferia desta Vila, em
1808.
Para os visitantes, esta pequena vila
fortificada assemelha-se ao cenário de um filme sobre a
época medieval. Tem sido cuidadosamente preservada e os seus
habitantes têm orgulho em manter a imagem arquitectónica
dos tempos mais antigos.
As antigas muralhas foram sendo restauradas ao longo dos
tempos e o próprio castelo, magnífico monumento
sobranceiro ao casario da vila, foi cuidadosamente adaptado para
ser utilizado como uma fascinante Pousada.
No interior da porta sul, apropriadamente
chamada “Porta da Vila”, por ser a mais importante,
encontra-se a capela-oratório de Nossa Senhora da Piedade,
Padroeira da Vila, com um varandim barroco e impressionantes
painéis de azulejos do Sec. XVIII com motivos alegóricos
à Paixão de Cristo.
A Igreja de Sta. Maria, situada na praça
com igual nome, além de toda sua importância
histórica é também o local de repouso do Conde de
Dijon, D. João de Noronha, e da sua mulher D. Isabel de Sousa,
cujos sepulcros foram finalizados em 1525 por Nicolau
Chanterenne.
No lado oposto da Praça de Sta. Maria
encontra-se um pelourinho, em estilo manuelino, adornado com uma
rede de pesca, simbolizando o esforço que os pescadores locais
empreenderam, tentando em vão salvar o filho de D. Leonor da
morte por afogamento.
Esta vila é também conhecida por ter sido o lar da
famosa pintora do Sec. XVII, Josefa de Óbidos. Josefa nasceu
em Sevilha, filha de pai português, também pintor,
natural de Óbidos. Seu pai trouxe-a para a terra dos seus
antepassados quando ela perfez 6 anos, tendo ali permanecido
durante o resto dos seus dias. Independentemente da alta qualidade
do seu trabalho, o facto de ser mulher e ao mesmo tempo ter
conseguido atingir bastante notoriedade na sociedade da época
fez de Josefa de Óbidos uma excepcional artista, relembrada
nos anais da história. Ao lado da igreja de Sta. Maria existe
um pequeno museu onde estão expostas algumas das suas muitas
obras que chegaram até aos nossos dias.




Óbidos,
a town founded in 308 B.C. by the Celts, was taken from them by the
Romans in the lst Century, building the Eburobrittium
town, nearby the actual village. In the 5th Century was occupied by
the Visigoths and in the 8th by the Moors.
In 1148 Dom Afonso Henriques recaptured the town
from the Moors. Later in 1210 the King Dom Afonso II made a wedding
present of the town Óbidos to his new wife Dona Urraca. In
1282 King Dom Dinis and Queen Dona Isabel spent their nuptials in
Óbidos and the town was once again given as a wedding present
to the Queen. Since then Óbidos became part of the dowry to
all Portuguese Queens until 1834.
In 1498 Queen Leonor founded the Misericordia
(Almshouse) in Óbidos.
In 1573 Queen Catherine ordered the built of the
aqueduct, the public fountain in St. Mary's Square and the
surrounding fountains.
The town was a leading trading port until the
16th Century, when the river access silted up and destroyed its
previous importance.
In 1661 Josefa d'Óbidos painted "The Mystical Wedding
of St. Catherine" retable for the Church of St. Mary.
The Battle of Rolica, where Napoleon had his
first defeat in the Peninsular Wars, was waged on the outskirts of
town, in 1808.
To the visitor this charming small and fortified
town is suggestive of a medieval film set. It has been carefully
preserved and its inhabitants take careful pride in maintaining the
architectural image of days gone by.
The ancient town walls have been restored over
the centuries and the castle itself has been carefully turned into
a charming Pousada.
The southern gate, appropriately known as
“Porta da Vila”, has impressive 18th Century blue tiles
line the walls within.
The St. Mary's Church, besides its historic
importance, is also the resting-place of the Count of Dijon, D.
João de Noronha and his wife D. Isabel de Sousa whose tombs
were finely sculpted c. 1525 by Nicolau Chanterenne. On the
opposite side of the square to the church is a Manueline pillory
adorned with a fishing net that symbolizes the efforts of the local
fishermen who unfortunately failed to save the Queen Leonor son
from drowning.
The town was also the home of a distinct painter
of the 17th Century. Josefa de Óbidos as she is commonly known
was born in Seville but her Portuguese father who was also a
painter brought her back to Óbidos when she was six where she
remained for the rest of her life. Not withstanding the high
quality of her work the fact that she as a woman of that time and
was given public commissions and accepted in society makes Josefa
de Óbidos an exceptional artist in history. The small museum
alongside the main church has a few of her many remaining
works.
Bibliografia /
References:
http://www.cm-obidos.pt
http://www.orelhas.pt/canais/distrito/obidos/index.asp
http://portugal-info.net/costaprata/obidos.htm
http://www.galenfrysinger.com/obidos.htm



A cache:
A
cache está escondida na zona do castelo.
Primeiro passeiem pela vila, depois procurem a cache!
E mais não digo ;-)

The cache:
The cache is hidden near the castle.
First take a walk through the village, then search for the
cache!
I'll say no more ;-)


