Cacilhas
Cacilhas, uma das portas de entrada
na cidade, guarda os mais antigos vestígios humanos de
Almada e tradições populares e religiosas a
não perder.
As burricadas (Julho) são um
bom exemplo, recordando uma das formas de subsistência da
população - o transporte de passageiros. No
início do séc. XX, os passeios de burro atraiam a
pequena e média burguesia, nomeadamente de Lisboa, que
desembarcava no Largo de Cacilhas, o ponto de partida dos
circuitos. Para "montar" os animais eram precisam cilhas - a
"faixa de tecido ou correia larga que passa por debaixo da barriga
das cavalgaduras para segurar a sela ou a carga" - e por isso
era usual ouvir-se ali o grito: "dá cá cilhas". Da
expressão surge o nome da freguesia.

Outro ponto de
atracção turística é a procissão
de N.ª S.ª do Bom Sucesso, uma das três
manifestações religiosas do concelho. Faz-se desde o
terramoto de 1755, ano em que as águas do Tejo, em
fúria, terão sido acalmadas pela imagem da santa, que
foi levada pelos pescadores até às margens do
rio.
Uma visita à
estação arqueológica da Quinta do Almaraz (marcação prévia)
é aconselhada a quem quiser conhecer as
ocupações mais antigas do concelho. Permite conhecer
um povoado indígena da Idade do Bronze (séc. VIII
a.C.), ocupado mais tarde por um entreposto comercial
fenício, com um povoado da Idade do Ferro (séc. VII
a. C.), que atestam as ancestrais ligações das gentes
ao rio.
O Jardim do Rio é outro
polo de atracção da
freguesia, especialmente para quem gosta de um lugar sossegado
à beira rio, onde apenas se ouve o zunir do vento e o
bulício das águas. Para largar âncoras neste
espaço, é preciso percorrer o Cais do Ginjal, uma
antiga zona industrial, à beira Tejo.
Pontos de Interesse:
Chafariz
Data de 1874 o antigo Chafariz de
Cacilhas, que apesar de já não existir, a Junta
pretende recordar através da construção de uma
réplica. A sua colocação está prevista
no Plano de Pormenor de Cacilhas, no âmbito do projecto
Almada Nascente. O primitivo fontanário foi mandado
construir pelo então presidente da Câmara Municipal de
Almada, Bernardo Francisco da Costa. Fazia chegar ao Largo de
Cacilhas a água fresca de uma mina, localizada no Ginjal,
sendo um dos pontos de encontro da população. O
Chafariz de Cacilhas desaparece já no século XX, com
a introdução do novo sistema de abastecimento de
água canalizada até aos domicílios.

Farol
Este ex-libris da freguesia foi instalado no Largo
Alfredo Dinis em 1886. Orientava os movimentos náuticos
entre as duas margens do Tejo, guiando os barcos através da
neblina, através do seus sistema de luz e som. Em 1978, o
farol foi retirado do seu lugar e enviado para os Açores,
mais concretamente para a Ilha Terceira. Com a sua
desactivação, em 2000, o Município de Almada
foi contactado pelo Ministério da Defesa, que mostrou
interesse no regresso do farol à sua origem. Já foi
aprovada uma minuta de protocolo entre o referido ministério
e a CMA, que prevê a transferência, a
recuperação e a instalação deste
importante elemento patrimonial de Cacilhas. A
localização definitiva do farol depende da
decisão do Governo quanto ao terminal do Metro Sul do Tejo
em Cacilhas, que implica uma reestruturação
urbanística associada ao Plano Pormenor de Cacilhas e ao
projecto Almada Nascente.
Fábrica Romana de Salga de
Peixe
Enterrada - R. Carvalho
Freirinha
Este conjunto fabril do séc.
I. d.C encontra-se classificado como
Imóvel de Interesse Público, pelo decreto n.º
26-a/92, de 1 de Junho. Trata-se de estação
arqueológica constituída por tanques de várias
dimensões - cetárias - construídos com
pedras revestidas e/ou ligadas por opus signinum (espécie de cimento).
Servia para conservar o pescado
transformado. Os romanos faziam-no usando duas técnicas
específicas: a salga (ou salsamenta) e a pasta de peixe (ou
garum). As estruturas
dispunham-se, normalmente, em ferradura ou L, rodeando um
pátio interior.
No exacto local das cetárias recuperaram-se vestígios
romanos anteriores à implantação da
fábrica. Junto ao local, ter-se-à desenvolvido um aglomerado
populacional habitado pelos trabalhadores que nele laboravam.
Investigações arqueológicos permitiram
descortinar uma ocupação anterior do espaço,
datável da Idade do Ferro.
Actualmente, esta
estação arqueológica está enterrada e
coberta pela calçada, para garantir a sua
protecção.
Forte
de Santa Luzia
Lgo. de Cacilhas - Actual Quartel
da GNR
Desconhece-se a data de
construção do Forte de Santa Luzia, que mantém
ainda funções de aquartelamento da Guarda Fiscal.
Sabe-se apenas que esta edificação, com o nome da
padroeira de Cacilhas, sofreu alterações durante o
séc. XVII e foi reedificada no reinado de D. Pedro II.
Há conhecimento de que se
encontraria artilhado em 1711 e assim permaneceria em 1833. Foi
desarmado entre 1833 e 1873. Durante as lutas liberais, disparou
sobre forças miguelistas em fuga para Lisboa, após
ocupação pelos liberais. Junto ao forte foi morto
Teles Jordão.
Em 1838 surge representado num
plano hidrográfico de Cacilhas. A esplanada é
apresentada como uma muralha robusta onde se abrem seis
canhoneiras, mas este núcleo de artilharia foi demolido em
1896. A planta é de forma trapezoidal e uma das faces, a do
lado Oeste, encostava-se ao edifício que serve actualmente
de posto à Guarda Fiscal. Hoje são ainda
visíveis os dois torreões do forte.
Em meados do séc. XIX,
servia de alojamento a alguns oficiais reformados e veteranos.
Igreja
de N.ª Sra. do Bom Sucesso
R. Cândido dos
Reis
A Igreja de Nª. Sra. do Bom
Sucesso foi construída em 1759, no antigo local do templo
evocativo a Santa Luzia, mais pequeno, que foi completamente
destruído pelo terramoto de 1755.
De estilo Pombalino, com uma só nave, tem as paredes
revestidas a azulejos (branco/azul) até um terço de
altura. Na fachada principal destacam-se, duas torres de sino e
janela ao centro sobre portal. Com um relógio em cada torre
(um de sol e outro mecânico, com mostrador), possui ainda um
terceiro, electrónico.
Estaria no local onde existiu o
Hospital dos Lázaros, segundo o Padre Luís Cardoso (
InDi. Geográfico, T. I e II *). No ano de
1820, a Irmandade da Igreja de N.ª Sra. do Bom Sucesso
reconstruiu, no local da capela, casas de dois pisos.
Quinta
Fergusson
R. Elias Garcia - Propriedade
privada
Como foi sempre propriedade de
famílias inglesas, ficou conhecida por Quinta das
Inglesas. A propriedade onde se situa este palacete do
séc. XIX, também se designa por Portões de
Ferro.
Este conjunto habitacional, que
resultou provavelmente de uma
alteração/ampliação de um
edifício mais antigo, pertenceu entre outras
famílias, aos Fergusson, os
gerentes da fábrica de cortiça Henry Bucknall & Sons, Lda, situada no Caramujo. Dentro dos seus
limites estão ainda os jardins e arvoredo anexos.
Estação Arqueológica da
Quinta do Almaraz
Tv. do Castelo
Os técnicos do Museu
Municipal de Almada descobriram, em 1987, na Quinta do Almaraz, uma Importante estação
arqueológica, classificado como de Interesse Público,
em 24 de Maio de 2003.
Atesta a existência de um
povoado, estrategicamente localizado e rodeado de fosso e muralhas,
cujo auge de ocupação remonta aos séculos VIII
e VII a. C..
Funcionava como um importante
entreposto comercial, apoiado por um porto natural (Cacilhas), onde
se produziriam e trocariam objectos das mais variadíssimas
proveniências, trazidos e comercializados por mercadores
fenícios.
Cacilhas
Cacilhas, one of the doors of the
entrance of the city, guards one of the most antique human trails
of Almada and some popular/religious
traditions that you can’t miss.
The
“burricadas” (in July) are
a good example, remembering one of the ways that people used to
live – the passenger transportation. In the beginning of the
XX century, the bourgeoisie was attracted by the donkeys, a way of
transportation. Specifically, of Lisbon, that arrived in the “Largo
of Cacilhas”, the starting point
of the circuits. To ride the animals, it was necessary a
“cilha” – the
fabric band or the large leather strap that passes under the belly
of the horse, in order to hold the load - so it was usual to
hear "dá
cá cilhas". From this expression
comes the name of the village.
Another interesting
point it’s the “ Procissão de N.ª S.ª do
Bom Sucesso”, one of the three religious
manifestations of the council. It’s
popular since the 1755’s earthquake, when the waters of
the Tagus
River, angrily, were calmed
down by the image of the saint, that was
taken through the fishermen to the sides of the river.
A visit to the
archaeological station of the “Quinta do Almaraz
“ (you need to make a reservation
anticipatorily) is advised to those that want to meet the oldest
places of the council. You can meet a
aboriginal people that lived in the bronze Era. (VIII century.
b.C.),
occupied, later, by a Phoenician commercial warehouse commercial,
with a people of the Iron Era (VII
century b.C), that
proves the ancestral connections of the people of the
river.
The
“Jardim do Rio” (Garden of the
River) is another point of interest,
especially to those that like a quite place near the river, where
you can only listen the wind and the water. To meet this place,
it’s necessary to walk through the “Cais do Ginjal”,
an old industrial zone, near the
Tagus
River.
Texto adaptado de almadadigital.pt e jfcacilhas.com / Text adapted
from almadadigital.pt and jfcacilhas.com
A Cache
Esta cache irá levar-vos a um moinho
que existe em Cacilhas. Milhares de pessoas passam ali perto
diariamente, serão certamente poucas as que sabem da sua
existência.
O moinho fica no topo do morro, pelo que será
possível apreciar a vista, Lisboa, Montijo e Barreiro, o
Tejo, a ponte Vasco da Gama e até a Serra da
Arrábida. Se olharem com atenção irão
também ver a igreja de N.ª Sra. do Bom Sucesso,
não tem muito que enganar, a igreja é azul.
Poucas serão as caches com tantos transportes
públicos, barco, autocarro e num futuro (esperemos
próximo) o metro, pelo que recomendo que o acesso seja feito
de transportes públicos. Mas se quiserem podem ir de carro
quase até cima da cache.
O acesso recomendado é pelas escadinhas que começam
aqui (N 38º 41.198 W 9º 8.855).
Deixem a cache bem fechada sff.
The Cache
This cache will take you to an old windmill in Cacilhas. Thousands
of people pass nearby daily, but probably only a
few people know of its existence.
The windmill is located on the top of the hill, so it will be
possible to enjoy the view, Lisbon, Montijo e Barreiro, the river
Tagus, the Vasco da Gama bridge and even the Arrábida
Mountain. If you look closely you will also see the “N.ª
Sra. do Bom Sucesso Church”, it’s not difficult, the
church is blue.
Not many caches have some many public transportation, ferry, bus,
and in a future (hopefully, a close one) tram. But if you want you
can take the car almost to the cache.
The recommended access is by the stairs that start here (N 38º
41.198 W 9º 8.855).
Please leave the cache well closed.