Igreja Matriz de Caminha Origem: Wikipédia, a
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A Igreja Matriz de Caminha ou Igreja Matriz de Nossa Senhora da
Assunção, situa-se em Caminha, Viana do Castelo,
Portugal.
Igreja paroquial dedicada a Nossa Senhora da
Assunção, um dos edifícios religiosos mais
vastos e importantes do norte de Portugal. Foi levantada no
interior da antiga cerca medieval da vila, onde teria existido uma
pequena capela românica; desta ainda restam um pórtico
(obstruido) e uma cachorreira reusada do lado norte.
As obras foram iniciadas em 1488 pelos biscainhos Tomé de
Tolosa e Francisco Fial, ao quais se seguiram outros mestres de
origem biscainha e galega, os mais importantes sendo João de
Tolosa e Pero Galego. A construção foi lenta, tendo
terminado em 1556 com a torre da fachada principal; como resultado
o templo apresenta uma complexa combinação de estilos
e influências.
O edifício foi totalmente edificado com granito da
região. A estrutura geral repete a planta de três
naves, a central mais elevada, frequente em igrejas góticas
do norte Portugal, embora incorporando elementos manuelinos e
renascentistas. As naves estão separadas por arcos de volta
inteira assentes em colunas cilíndricas; acima dos arcos, na
nave central, corre um valioso friso de azulejos policromados
quinhentistas.
Elementos manuelinos e platerescos predominam na estrutura e
decoração externa da cabeceira, aparentada com as da
Sé de Braga e de Santa Maria Mayor de Pontevedra. Ambos os
portais são renascentistas. O portal principal, a poente e
bastante erodido, está encimado por uma rosácea. O
portal meridional, atribuído a João de Tolosa,
apresenta a decoração escultórica mais
elaborada e a iconografia mais complexa de todo o conjunto.
No interior merece realce o riquíssimo tecto de alfarge
que cobre as três naves, em madeira de castanho, considerado
como umas melhores obras de carpintaria artística do
país. Da autoria de Francisco Muñoz, entalhador
galego natural de Tui, foi concluido em 1565. A sua
decoração, com forte influência mudéjar,
também incorpora elementos magrebinos e mesmo indianos,
não tendo paralelo em Portugal. Foi cuidadosamente
restaurado entre 1941 e 1943.
A Capela dos Mareantes (1511), a mais vasta e sumptuosa da
igreja, abre-se sobre a nave lateral esquerda por um amplo arco
clássico, considerado como a primeira obra documentada do
Renascimento em Portugal. O altar da capela de Nossa Senhora do
Rosário, na absidíola esquerda, está encimado
por uma Árvore de Jessé em talha barroca, obra de
Manuel Pinto Vilalobos (1704). Na capela do Santíssimo, na
absidiola direita, destaca-se um grande tabernáculo em talha
dourada representando cenas da Paixão, da autoria de
Francisco Fernandes (1674). O púlpito em granito do lado do
Evangelho e os frisos de azulejos das naves laterais também
merecem realce.
A platibanda manuelina que encimava o conjunto foi muito
danificada por uma tempestade em Janeiro de 1636, que também
destruiu parte da torre sineira. A igreja foi bombardeada por
tropas espanholas durante a Guerra da Restauração. O
edifício foi drasticamente restaurado durante a
década de 1930, tendo sido removidas várias capelas
laterais e completamente destruidos o coro-alto,
órgãos, e a maioria dos elementos decorativos
barrocos. Uma parte do tecto do coro alto foi reaproveitada para
cobertura do Salão de Actos da Câmara Municipal, onde
ainda se encontra.
A igreja foi classificada como monumento nacional em 16 de Junho
de 1910.
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