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GC11N1N

Traditional CacheVila Romana de Freiria [São Domingos de Rana]

A cache by MakoShark2     Hidden: 3/24/2007

Size: Size: Small (Small)     Difficulty: 1 out of 5     Terrain: 2 out of 5 (1 is easiest, 5 is hardest)


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In Lisboa, Portugal

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Vila Romana de Freiria, São Domingos Rana, Cascais, Lisboa.

In english please (automatic translation)...

Situada na freguesia de São Domingos de Rana a segunda maior do concelho de Cascais, a localidade de Freiria conserva ainda algum cariz rural enquanto as indústrias e urbes se avizinham perigosamente. É numa destas encostas abrigadas mas soalheiras que durante o primeiro século (DC) Titus Curiatus Rufinus encomendou à divindade local Triborunnis a sua Vila Romana. Pelas ruínas é possível deduzir que esta vila fora espaçosa e esplêndida, estando incorporada numa quinta auto-suficiente com numerosos edifícios de trabalho e albergues para escravos e criados.

Segue a descrição artística do IPAR sobre o valioso achado arqueológico que o local de Freiria alberga nas suas terras (texto original).

"Foi o arqueólogo Vergílio Correia Pinto da Fonseca (1888-1944) quem reportou primeiramente a existência de vestígios de ocupação romana nesta zona do concelho de Cascais, depois de ter encontrado uma sepultura junto a uma pedreira. Houve, contudo, que esperar pelo ano de 1973 para que a uilla construída no século II d. C. fosse estudada sistematicamente pelos arqueólogos Guilherme Cardoso e José d'Encarnação, permitindo, entre outros aspectos, confirmar uma permanência humana no local desde o Calcolítico, atestada, por exemplo, em fragmentos de cerâmica campaniforme e nalguns elementos da Idade do Bronze.

Os anos oitenta trouxeram a descoberta da a domus e do celeiro, este último localizado a sudeste (e ao qual estaria associada a parte inferior de um moinho), e cujos paralelos monumentais, em termos ibéricos, parece ser apenas possível reencontrar na villa de Monroy, nas proximidades de Cárceres. Foi ainda encontrado um lajeado a circundá-lo, bem como uma vasta camada de telhas, eventualmente pertencente a uma passagem coberta que estabeleceria a ligação entre a villa fructuaria, composta do celeiro e do lagar, e a área residencial, constituída pela domus e pelo complexo termal.

 

O resultado assim obtido interessou as entidades oficiais mais directamente envolvidas na prossecução dos trabalhos, cujo apoio financeiro e logístico permitiram concentrar a investigação na área da villa fructuaria. Escavou-se, então, um lagar para obtenção de azeite, como parece testemunhar um peso de sarilho semelhante aos usados nestas estruturas. E foi inserido nesta construção agrícola que se detectou um forno de cozer pão, depois de ter sido destituído da sua função inicial, após o século IV. De par com a pars urbana, a pars rustica seria abastecida de água proveniente de um "tanque-represa" com base revestida a opus signinum erguido junto à ribeira que corre nas proximidades.

A investigação conduzida nas termas permitiu identificar o hipocausto e dois tanques revestidos a opus signinum, ao mesmo tempo que se determinava a ligação entre o domus e o frigidarium. Quanto à domus, propriamente dita, ela revelou uma estrutura bastante delicada, com átrio, peristilo e impluvium circundado de "espelhos de água", assim como determinados pavimentos (incluindo o de um provável triclinium) cobertos de mosaicos policromos de motivos geométricos e paredes decoradas com estuques pintados. Mas, tal como sucede noutros exemplares desta tipologia arquitectónica, a sua estrutura inicial foi alvo de algumas remodelações pontuais, fruto do decorrer dos tempos e das novas necessidades quotidianas que se impunham. Pela análise dos fragmentos cerâmicos recolhidos até ao momento, foi possível identificar duas dessas fases construtivas, ocorridas entre os séculos I e VI d. C.

Relativamente ao espólio associado, encontraram-se vários componentes decorativos, dentre os quais uma carranca com forma canídea e um quadrante solar, para além de um conjunto de fragmentos de cerâmica comum e de terra sigillata, de agulhas, alfinetes de osso, sovelas de ferro, de um molde de cerâmica e de dois "tesouros" de moedas de diferentes cunhagens. Finalmente, foi encontrada uma ara consagrada à divindade indígena Triborunnis por um dos primeiros proprietários da uilla, Titus Curiatius Rufinus.

O valor intrínseco deste arqueosítio foi entretanto revestido de maior grandeza com a descoberta de uma necrópole na margem oposta, constituída pelo ustrinum e por mais de duas dezenas de enterramentos com urnas de incineração de inumação, estas últimas sem qualquer espólio, sendo, no entanto, de destacar a presença de uma lucerna decorada com a figura da deusa Diana numa das sepulturas de cremação".

À direita, levantamento topográfico feito por António Oliveira.

Definições:

  • Ara: Altar ou mesa de adoração.

  • Domus: Casa ou edifício principal da Uilla.

  • Frigidarium: Quarto reservado ao arrefecimento das águas termais.

  • Impluvium: Cisterna ou tanque que recebe as águas pluviais do telhado.

  • Opus Signinum: Mistura de cimento obtida pela trituração de tijolo e pequenas pedra.

  • Villa Fructuaria, Pars Fructuaria: Sector da Uilla constituída pelo armazém ou celeiro.

  • Villa Rustica, Pars Rustica: Sector da Uilla, constituída pelo lagar, fornos, etc.

  • Villa Urbana, Pars Urbana: Sector da Uilla, constituída pela residência e facilidades inerentes.

  • Terra Sigillata: Tipo de decoração (ou cerâmica onde é aplicada) que confere brilho ao barro.

  • Triclinium: Área da casa que serve de sala de jantar.

  • Uilla: Vila Romana composta pelo Domus, Villa Urbana, Villa Rustica e, Villa Fructaria.

  • Ustrinum: Crematório comum de indivíduos de condição social modesta ou inferior.

A cache encontra-se nas imediações da cerca que veda o acesso à estação arqueológica. Trata-se de um container pequeno que poderá albergar facilmente uma GeoCoin e a maioria dos Travel Bugs.

O conteúdo inicial:

  • Stashnote.
  • Logbook.
  • Lápis e afia.
  • Réplica engarrafada do Mayflower.


Considerações importantes:

  • Grande parte da zona das termas sul e suas estruturas circundantes são perfeitamente visíveis pelo lado sul do cercado.
     
  • A cerca poderá ter sido vandalizada por ignorantes cujo valor histórico e arqueológico deste sítio é lhes tristemente indiferente.
    Não deverão sobre qualquer pretexto entrar na zona delimitada pelo cercado (quer esteja este intacto ou não)!
     
  • A propriedade é privada (de particular) e por isso qualquer incursão no espaço fechado cai no litígio da invasão de propriedade.
     
  • Deverão ter especial cuidado nas vossas "pesquisas" de terreno, pois cada fragmento deste lugar poderá encerrar um valor patrimonial histórico inestimável.
     
  • Observem atentamente o container da cache antes de a abrir, não é necessário retirar fisicamente a cache do seu local.
     
  • Deixem a cache bem dissimulada.


Boas Caches!

 

free counters

Actualizações:

  • 26/08/2007 - Alteração de Background e, inserção de tradução automática.
  • 14/09/2007 - Associação de região (distrito), inserção de log de actualizações e, mudança de Hint.
  • 10/09/2009 - Acréscimo do contador de visitantes.
  • 30/09/2009 - Alteração da Dificuldade, Terreno, Atributos e Hint.

 

 


8 user(s) watching this cache.

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Additional Hints (Decrypt)

Decryption Key

A|B|C|D|E|F|G|H|I|J|K|L|M
-------------------------
N|O|P|Q|R|S|T|U|V|W|X|Y|Z

(letter above equals below, and vice versa)

FHO FVYVPVF.(Decrypted Hints)

Find...

background #2

Levantamento Topográfico

Logged Visits (197 total. Visit the Gallery (57 images))

Found it179     Didn't find it8     Write note4     Temporarily Disable Listing1     Enable Listing1     Publish Listing1     Needs Maintenance1     Owner Maintenance1     Update Coordinates1     

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 February 9 by fjpm777 (264 found)
#264
14h21

Mais uma feita durante a hora de almoço com um colega q estava com pressa.
Fomos de jeep ate ao pe dela embora com a lama ainda andou um pouco de lado.
O esconderijo era obvio ate para o meu colega muggle.
Deu para ter um deslumbre das ruinas.
Obrigadinha pela cache.
FTQ

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 February 1 by rataxpt (124 found)
# 114

Num final de tarde ameno lá fui fazer esta cache que estava na mira há algum tempo.
Após um passeio de cerca de 400m até ao GZ, no meio do silêncio com tudo muito verde lá dei com o container no seu lugar.
A zona encontra-se muito verde, por esse motivo tive dificuldade em identificar as ruinas.

TFTC


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 January 30 by cara44 (322 found)
## 305 ##

Fantástico. Ainda pensei em ir perto das ruínas mas achei melhor não pois como está tudo vedado poderia estar a cometer alguma ilegalidade.

TFTC

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 January 27 by marulhar (502 found)
Desconhecia por completo a existência destas ruínas romanas aqui em São Domingos de Rana. OPC

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Photo Estrada romana

 January 11 by jonyteam (71 found)
#58

Esta cache já podia ter sido feita no meu primeiro dia no geocaching, mas o GPS nessa altura na ajudou e a experiencia também nao, o amarelinho na segunda vez nao se enganou.

é pena que este local esteja um pouco abandonado pelas entidades competentes.

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Current Time: 2/10/2010 12:12:12 AM (GMT-08:00) Pacific Time (US & Canada) (8:12 AM GMT)
Last Updated: 2/9/2010 12:01:41 PM (GMT-08:00) Pacific Time (US & Canada) (8:01 PM GMT)
Rendered: From Database
Coordinates are in the WGS84 datum


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