A referência escrita mais antiga que se conhece desta Freguesia
consta no foral de Leiria, de 1142, onde surge com a grafia de
‘Alvardos’. Segundo tradição local, o topónimo provém
de Albardos, do árabe “al barde”, com o significado de
coisa fria ou áspera. Nesta conformidade, “Alvados”
significará “terra fria”.
Apesar de existirem várias referências documentais ao lugar de
Alvados, a data da instituição da Freguesia é apontada para o
período entre 23 de Abril de 1555 e 18 de Agosto de 1559, tendo
sido incorporada no bispado de Leiria em 1585. Até aí, pertencia à
freguesia de Assentiz.
Outras referência indicam ainda a topónimo do termo
“Albardar”. Conta-se, que D. Afonso Henriques teria
pernoitado com as suas tropas neste lugar, hoje chamado Alvados. O
rei, de passagem por estas terras, recebeu, a certa altura,
notícias sobre os mouros, seus inimigos, e deu ordem para
“albardar” (pôr albardas nos animais), rumo a Arrimal
(povoação também pertencente ao concelho) e assim se começou a
chamar a esta povoação Albardos.
Alvados foi ocupado durante a 2ª Invasão francesa, no inverno de
1810/1811 por um destacamento francês, o qual terá estado
aquartelado numas casas da família dos Afonsos, no lugar da
Portela. Também segundo tradição oral, D.Fuas Roupinho terá nascido
no lugar de Casas dos Matos, numa casa cujas ruínas ali se
encontram.
Actualmente no mesmo lugar onde nasceu D. Fuas Roupinho pode
encontrar-se um agradável espaço para Turismo Rural com o mesmo
nome - Casa dos Matos - e onde os Geocachers poderão pernoitar numa
visita a Alvados. Como opção, a recente pousada da juventude de
excelentes condições, poderá ser uma escolha mais económica.
No que diz respeito ao património local de Alvados destaca-se a
sua Igreja Matriz, uma das mais antigas da diocese de Leiria/
Fátima com o seu cruzeiro, os moinhos de vento, a lagoa com
excelente parque de merendas e as grutas de Alvados, descobertas em
1964 por um grupo de trabalhadores das pedreiras de calcário da
Serra dos Candeeiros.

Esta cache pretende dar a conhecer um pouco da Freguesia de
Alvados levando-nos ao centro da Aldeia à Igreja de Nossa Senhora
da Consolação, um dos seus principais patrimónios. Templo de uma só
nave, com tecto em madeira de três planos e abóbada na capela-mor.
A Igreja é detentora de um dos mais valiosos e antigos espólios de
talha dourada fina da diocese de Leiria/ Fátima, os seus altares,
ao estilo barroco, datados do século XVII e recentemente
recuperados, são certamente merecedores de uma visita antes de
loggar a cache.
No altar-mor, ladeando o trono, em dois nichos, pode
encontrar-se a imagem do orago e da Santísima Trindade. A Virgem é
uma escultura de pedra, quinhentista, ainda com estofo antigo.
Nos Altares laterais existem outras imagens adquiridas pela
freguesia nos últimos 4 séculos, do lado direito destaca-se a
imagem mais recente da padroeira e do lado esquerdo o Sagrado
Coração de Jesus.
O dia 2 de Fevereiro é o dia dedicado à Nossa Senhora da
Consolação, ou Nossa Senhora das Candeias, é também considerado o
dia da freguesia. Sugiro que tentem fazer esta cache neste dia e se
deliciem com as tradições da aldeia. Neste dia, a imagem da
Padroeira sai em procissão às ruas da freguesia para que esta possa
ser abençoada. À Senhora das candeias agradecesse assim a colheita
de azeita do ano que passou, e pede-se a bênção para que, a candeia
que agora começa a nascer nas oliveiras se transforme em boa
azeitona.
A cache é de dificuldade muito baixa, não vale a pena destruir nada, é um container
micro, sem material de escrita, por favor, levem algo para
escrever. Para prolongar a longevidade da cache, por favor não
divulguem fotos do container ou spoiler.