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Trafaria - terra de pescadores

A cache by Blue Trekkers Send Message to Owner Message this owner
Hidden : 10/10/2007
Difficulty:
2 out of 5
Terrain:
2 out of 5

Size: Size: small (small)

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Geocache Description:


Trafaria - terra de pescadores



A história da Trafaria

Antiga povoação piscatória situada na margem esquerda da foz do rio Tejo, Trafaria foi desanexada da freguesia da Caparica a 7 de Outubro de 1926, e elevada a sede da freguesia por Dec. Lei, passando à categoria de vila em 9 de Julho de 1985. Em 2001, esta freguesia tinha cerca de 5940 habitantes.
Ao que tudo indica a origem da Trafaria remonta a um pequeno aglomerado de pescadores, sendo hoje aliás uma das actividades da população da Trafaria, se bem que em número reduzido.

Muito embora ainda não esteja bem definida a origem da etimologia da palavra Trafaria, várias hipóteses têm sido levantadas por alguns historiadores e investigadores.

Frei João de Sousa, na sua obra "Vestígios da Língua arábica em Portugal", afirma que a palavra Trafaria é oriunda do vocábulo árabe Tarifa que significa “cousa extrema", final ou ú1tima.

Outra hipótese é alvitrada por A. Baldaque da Silva que, em seu entender, Trafaria foi em tempos o principal porto de pesca da margem Sul, sendo a principal arte piscatória no Tejo, nessa época, a Tarrafa.
Como este meio de pescar era muito lucrativo, vinham bastantes Pescadores de Setúbal apanhar pescado para este local, os quais, com o seu sotaque característico de carregar no "R", diziam: - Vamos A Tarrafa à ria" daí, segundo ele, a origem de Trafaria.

Conseguindo conservar o seu aspecto de terra de gente humilde e trabalhadora ao longo dos anos, Trafaria era considerada, em tempos passados, como uma das mais importantes zonas de veraneio e lazer da outra margem do Tejo.

No ano de 1901, a rainha D. Amélia (esposa do rei D. Carlos I) deslocou-se à Trafaria com o objectivo de inaugurar a primeira colónia balnear que existiu em Portugal.

Possuidora de uma agradável praia, esta viria, porém, a decair na preferência dos veraneantes em meados dos anos 40, altura em que as praias do mar da Costa de Caparica passaram a ser mais atractivas e preferidas.

Em 1565 (7 de Agosto), o cardeal D. Henrique, mandou edificar na Trafaria um Lazareto destinado às quarentenas.

O forte da Trafaria

Situado entre o extremo oeste da arriba e o pequeno ribeiro da Raposeira, este edifício militar foi erigido em meados de 1683, durante o reinado de D. Pedro II. Não sendo possuidor de grande história militar, desempenhou, contudo, para além de fortificação de defesa da costa marítima da barra do Tejo, as funções de Lazareto, hospital de quarentena até ao ano de 1820, altura em que foi desocupado. Beneficiando entre os anos de 1829 a 1831 de obras de reparação, o forte da Trafaria passaria a presídio militar até ao fim das lutas liberais. Mais tarde foi novamente reocupado pelo Estado e, durante o reinado de D. Manuel II, sofre sucessivas obras de adaptação a presídio militar. É nessa altura que a sua ermida, dedicada a Nª Sª da Saúde, é restaurada, não se tomando mais em salão de culto. Encontrando-se, presentemente, em constante degradação, conservando, porém, ainda o seu aspecto exterior. Mais tarde, sob administração da Marinha, o forte passaria a desempenhar funções de presídio militar, transitando, depois, para a tutela do Exército.

O incêndio de Janeiro de 1777

Entre os vários eventos históricos que ocorreram nesta pitoresca povoação do concelho de Almada, conta-se o celebre incêndio da Trafaria, em 23 de Janeiro de 1777. Corriam em 1776 rumores de guerra entre Portugal e a Espanha, verificando-se um grande recrutamento por parte do Governo. Nessa época consta-se que a Trafaria representava um importante centro de refúgio de malandragem e desertores que procuravam escapar aí à Lei. Ao saber desse facto, o Marquês de Pombal mandou sob sua ordem e mando o famoso intendente Pina Manique, com 300 soldados, ao cair da noite, cercar e pôr fogo à povoação e prender todos os fugitivos. Este acto de grande crueldade, continua, ainda hoje, passados tantos anos, envolto em muitas contradições históricas.


A Cache

A cache vai leva-lo num passeio pela Trafaria, incluindo a recentemente requalificada zona ribeirinha, onde pode encontrar os mais famosos restaurantes da zona.

1º ponto (micro) – Marginal da Trafaria
Deste local pode contemplar a baía da Trafaria e todas as embarcações de pesca tradicional aí existentes. Infelizmente, e apesar da pressão dos habitantes, os silos ainda laboram provocando imensa poluição acústica.

Ponto final (small) – Forte da Trafaria
Depois de atravessar uma parte da vila (seguindo pela estrada que começa na rotunda do terminal de barcos, virar na 3ª à esquerda) e de passar pela igreja antiga (destruída no incêndio de Janeiro de 1777), encontrará a cache numa zona com vista privilegiada do interior do forte e de toda a zona ribeirinha de Lisboa. Do forte pode facilmente distinguir-se a arquitectura da prisão politica.

O conteúdo inicial da cache é o logbook, lápis, stashnote, alguns presentes e duas geocoins. Como o tamanho da cache é pequeno tenham em atenção que só suporta pequenos objectos nas trocas.

Additional Hints (Decrypt)

1ª zvpeb - fragn-gr ab nygb r ncerpvn n ivfgn - znf cebphen cbe onvkb;
svany - rager bf qbvf, qb ynqb qb znvbe (zrfzb nb ynqb qb gevyub cevapvcny)
1fg zvpeb - fvg ng gur gbc naq rawbl gur ivrj - ohg frnepu oryybj;
svany - orgjrra gur gjb, arne gur ynetre bar.

Decryption Key

A|B|C|D|E|F|G|H|I|J|K|L|M
-------------------------
N|O|P|Q|R|S|T|U|V|W|X|Y|Z

(letter above equals below, and vice versa)



 

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