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A olhar p'ra Santiago Multi-cache

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beldroegas: O ponto final sofreu alterações!
A cache desapareceu.....
Agradecemos a todos que visitaram a cache e esperamos que tenham gostado!
Boas cachadas!

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Hidden : 05/06/2008
Difficulty:
1.5 out of 5
Terrain:
1.5 out of 5

Size: Size:   micro (micro)

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Geocache Description:


A Olhar p´ra Santiago

Esta cache não está nas coordenadas publicadas
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Esta cache tem como objectivo guiá-lo através da cidade de Santiago do Cacém, parando em alguns locais onde pode visitar alguns dos monumentos da cidade e observar algumas das melhores vistas sobre Santiago do Cacém e a Costa Azul.

1º Ponto

A visita começa no Passeio das Romeirinhas e, aí, pode observar o Castelo de Santiago e a Igreja Matriz e, ainda, o Parque Urbano do Rio da Figueira.
Aqui chegados e, depois de sentar no pequeno jardim aí existente, a observar as vistas, é tempo de procurar as coordenadas que o vão levar até ao 2º ponto desta cache.


Segue-se uma breve introdução sobre cada um destes locais, caso pretenda visitar os mesmos, o que recomendamos. Pode aproveitar e piquenicar no Parque do Rio da Figueira.

Castelo de Santiago do Cacém

A construção do castelo remonta originalmente à ocupação muçulmana desta zona do Alentejo, situação sob a qual permanece até 1158, altura em que D. Afonso Henriques - auxiliado pelos cavaleiros templários - o conquista e o entrega à própria milícia de Cristo.

Em 1190, o califa almóada Al-Mansur apodera-se do castelo cristão, facto apenas contrariado em 1217, quando D. Afonso II o reconquista e o entrega aos cavaleiros da Ordem de Santiago, a quem já antes tinha sido doado (1186).

Entre os anos de 1310 e 1336, a vila e o castelo estiveram na posse da princesa bizantina D. Vataça Lascaris, por força de uma troca efectuada entre esta e o mestre da ordem, circunstância que resultou na troca da comenda que a princesa detinha em Vila-lar (Castela), com os domínios desta vila. No entanto, após a sua morte, que ocorreu no ano de 1336, o castelo e vila regressaram de novo à tutela do mestre da Ordem de Santiago.

Na revolução de 1383-85, muitos castelos transtaganos foram ocupados pelos exércitos do rei de Castela, ofensiva que foi contrariada pelas tropas de D. Nuno Álvares Pereira, que em pouco tempo os expulsou do Alentejo e recuperou as praças de armas que tinham caído em seu poder. De entre estas figurava a de Santiago do Cacém.

A partir de inícios do século XVI, o castelo começa a perder a antiga função defensiva para que fora dotado, facto que acelerou a sua degradação. Em 1605 este já não era habitado, o que o degradava ainda mais, circunstância que levou a que no ano de 1700 já se encontrasse em adiantado estado de ruína. Desta maneira, em 1838, a Câmara Municipal escolheu o seu interior para receber o cemitério municipal.

A actual tipologia do castelo apresenta a forma de um paralelogramo envolvido por nove torres e cubelos - a décima foi destruída em 1796, quando se reedificou a igreja matriz - acedendo-se ao seu interior pela única porta subsistente, onde se pode observar um conjunto brasonado que ostenta a cruz da bandeira ou estandarte da Ordem de Santiago, a cruz espatária e um escudo de cavaleiro com as cinco quinas do reino. O interior do castelo é dominado pelas ruínas do antigo espaço da alcaidaria ou alcaçar, construção com origem nos séculos XIII/XIV e que foi remodelada nos séculos XV/XVI - espaço onde também se encontra escondida uma tulha cerealífera medieval.

A partir dos anos 30 do século XX o castelo sofreu grandes restauros efectuados pela Direcção dos Serviços dos Monumentos Nacionais. Estas mesmas proporcionaram-lhe a actual configuração que conhecemos.

Está classificado como Monumento Nacional desde 1910.

Igreja Matriz de Santiago do Cacém

A maior parte dos autores actuais afirma que o templo foi construído pelos cavaleiros espatários no decurso do século XIII, eliminando as hipóteses que os autores antigos atribuíam à fundação pagã do templo - fenícia, grega ou romana -, que era fundamentada pela iconografia apresentada pelas arcadas das naves.

Na primeira metade do século XIV o templo foi provavelmente beneficiado a expensas de D. Vataça Lascaris, donatária bizantina que deteve a comenda de Santiago do Cacém entre 1310 e 1336. No ano de 1530, aquando da comendadoria de Alonso Peres Pantoja, o templo recebeu uma profunda intervenção. No entanto, passados alguns séculos a igreja acabou por ser alvo de duas novas intervenções: uma ocorrida em 1704, no tempo de D. Pedro II, e outra entre 1796 e 1830, esta última devida ao terramoto de 1755. A intervenção modificou a orientação da igreja - a entrada passou a fazer-se então pelo local onde estava a capela-mor - e as dimensões que até então detinha.

No final do século XIX, concretamente em 1895, a igreja foi palco de um incêndio, que provocou alguns estragos, sendo seguido de um outro em 1912, que levou à transferência da paróquia para a igreja da Misericórdia. Em 1933, o arcediago António Rebelo dos Anjos, precavendo-se contra futuras destruições e incêndios, mandou renovar o interior - principalmente a capela-mor e os altares laterais - e o exterior da igreja. O exterior do edifício destaca-se pelas imponentes linhas barrocas tardias, dirigidas por uma orientação verticalista que privilegiou a marcação externa das três naves, e pelo movimentado frontão, de forte cariz cenográfico - com referências aos atributos do apóstolo Santiago. No alçado lateral sul destaca-se um portal gótico dos séculos XIII/XIV, denominado de Porta do Sol, onde prevalece uma figuração zoo-fitmórfica. No interior podem-se observar as abóbadas manuelinas da antiga capela-mor e das naves laterais ou as arcadas quebradas, com a sua hermética iconografia cristã. A par destes elementos podem também ser vistos os altares laterais, os azulejos do século XVII e o famoso alto-relevo gótico representando Santiago Matamouros, obra de escultura do século XIV, muito provavelmente oferecida por D. Vataça Lascaris.

A igreja está classificada como Monumento Nacional desde 1910. A Direcção Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais tem vindo nos últimos anos a beneficiar esta igreja com sucessivas obras de conservação e restauro.

Foi o desejo de dar a conhecer um espólio secular, entrosando com a história da igreja matriz, que levou a Câmara Municipal e a Diocese de Beja a unirem esforços para a organização do núcleo museológico do Tesouro da Colegiada que abriu as suas portas ao público no dia 25 de Julho de 2002.

Aqui podemos observar, para além do relicário do Santo Lenho, as obras de arte e um espólio notável destinados a servir sobretudo cerimónias litúrgicas.

Horário:
• De terça a sexta-feira das 10.00h às 12.00h e das 14.00h às 17.00h
• Sábados e Domingos das 14.00h às 17.00h
• Encerra à segunda-feira e feriados.

Parque Urbano do Rio da Figueira

Antiga quinta senhorial do capitão-mor J.J. Salema de Andrade Guerreiro de Aboim, foi por este legado aos 2.º Condes de Avillez, tornando-se já no final do século XX propriedade do município.

Este espaço foi objecto de um estudo municipal que o tornou num parque urbano. Constitui um dos bons exemplos de integração de uma estrutura verde num aglomerado urbano.

Zona verde de ocupação dos tempos livres e de lazer, onde se pode desfrutar de um contacto directo com a Natureza e com o prazer que ela nos oferece.

Possui diversas infra-estruturas desportivas (tanques de natação, circuito de manutenção, campos de jogos: voleibol, basquetebol, andebol e badmington), e constitui um notável exemplo de valorização, reconstituição e defesa do património arquitectónico e natural.

O complexo das Piscinas Cobertas Municipais, enquadra-se nesse espaço.

O seu jardim, parque infantil e parque de merendas, constituem um autêntico pulmão verde para quem os frequenta, atraindo anualmente centenas de pessoas para desfrutarem deste magnífico espaço natural.

A dinâmica de valorização de espaços verdes e de lazer, tem vindo a ser levada a cabo pela Câmara Municipal de Santiago do Cacém com o intuito de beneficiar e preencher de forma saudável os tempos livres de munícipes e visitantes.
Horário:
• 3ª Feira a Domingo - 08:00 - 21:00 H (Verão)
• 3ª Feira a Domingo - 08:00 - 18:00 H (Inverno)


2º Ponto

Ermida de S. Sebastião

A capela de S. Sebastião foi construída no século XVI, apresentando como características arquitectónicas principais a nave única, a sacristia adossada à capela-mor e a cúpula hemisférica na cobertura da ousia. Com o terramoto de 1755 a capela ficou arruinada, tendo permanecido durante anos sem ser reconstruída, devido ao seu fraco rendimento. No século XX sofreu obras de restauro e reconstrução que lhe deram, sobretudo, a actual configuração da fachada.

A localização que apresenta - visto que se ergue numa elevação fora da cidade -, deve-se, seguramente, à necessidade de assegurar uma protecção eficaz contra as pestes que ciclicamente grassavam em Portugal e que também atingiam esta região.

Terminada esta visita, e com novas coordenadas na mão, pode agora partir à descoberta do 3º ponto desta cache.

3º Ponto

Nesta etapa final da cache, com certeza que se vai demorar um pouco, pois não vai deixar de visitar as Ruínas Romanas de Miróbriga.

Ruínas Romanas de Miróbriga

Classificado como imóvel de interesse público desde 1940, afecto ao Instituto Português do Património Arquitectónico e Arqueológico desde 1982, o sítio arqueológico de Miróbriga situa-se nas proximidades da cidade de Santiago do Cacém.

A primeira notícia que se conhece sobre as ruínas de Miróbriga data do século XVI: o humanista André de Resende a elas se referiu como sendo uma povoação outrora chamada Merobrica.

No século XIX foram objecto de escavações, promovidas pelo Bispo de Beja, D. Frei Manuel do Cenáculo.

Nos anos quarenta do século XX, iniciaram-se trabalhos de pesquisa sistemáticos, orientados pelo Dr. João da Cruz e Silva, investigador natural de Santiago do Cacém.

D. Fernando de Almeida efectuou em Miróbriga diversas campanhas de escavação desde 1959 até à década de 70. Interpretando como templos os vestígios arqueológicos detectados no Fórum, D. Fernando de Almeida defendia a tese de que Miróbriga seria um santuário com as necessárias infra-estruturas de apoio aos peregrinos: um complexo termal, habitações e um hipódromo destinado às festividades aí realizadas.

Investigadores de uma equipa luso-americana que aí trabalhou de 1981 a 1985 perfilham a opinião de que Miróbriga seria habitada, pelo menos, desde a Idade do Ferro, tendo as características comuns às cidades provinciais romanas. Dotada de um Fórum com um templo dedicado ao culto imperial, situado no centro da praça e um outro templo, possivelmente dedicado a Vénus, o aglomerado urbano possuía ainda uma zona comercial - "tabernae", que se desenvolve a sul do Fórum, e uma hospedaria. As termas, compostas por dois edifícios de cronologias diferentes, apresentam os compartimentos usuais destas construções: zona de entrada, zona de banhos frios - "frigidarium" e zona aquecida - "caldarium e tepidarium". O pavimento das salas era coberto de mármores, sendo as zonas quentes aquecidas pelo sistema de hipocausto, por onde circulava o ar quente.

Calçadas construídas de xisto atravessam o aglomerado e uniam os vários núcleos urbanos. Relativamente perto das termas pode ver-se uma ponte de um só arco de volta inteira.

A cerca de um quilómetro do sítio arqueológico de Miróbriga encontram-se as ruínas do único hipódromo até hoje identificado em Portugal.

Destinado a corridas de carros puxados por dois ou quatro cavalos, o hipódromo media 370x75 metros. Era dividido ao meio pela "spina" e possuía uma meta em cada extremidade. Não se encontraram vestígios de bancadas, que deveriam ser construídas em madeira.

Encontra-se em pleno funcionamento o Centro de Acolhimento e interpretação, construído pelo IPPAR.

O Centro possui uma exposição permanente sobre o sítio, organizada de forma temática, assim como uma sala para acolhimento de grupos. O percurso da visita encontra-se devidamente sinalizado.

Acesso pela EN 120 que, a partir de Santiago do Cacém sai em direcção Grândola/Lisboa.

Parque de Estacionamento para ligeiros e autocarros.
Horário:
• Terça a Sábado:
- 9:00 - 12:30 h
- 14:30 - 17:30 h
• Domingo:
- 9:00 - 12:00 h
- 14:30 - 17:30 h
• Encerra à segunda-feira e feriados de 1 de Janeiro, Domingo de Páscoa, 1 de Maio e 25 de Dezembro

O acesso à cache final pode ser feito fora do horário das Ruínas de Miróbriga pois a cache não se encontra no seu interior.

A Cache:
É uma micro cache que apenas contém o logbooK, caneta e a stash-note.
POR FAVOR NÃO PUBLIQUE FOTOS DO CONTAINER!

Divirtam-se e espero que apreciem a cidade de Santiago do Cacém!!!

Additional Hints (Decrypt)

1º Cbagb - An áeiber.
2º Cbagb - Gnzoéz an áeiber.
Svany - Craqhenqn! AÃB RFGÁ AB ZHEB!

Decryption Key

A|B|C|D|E|F|G|H|I|J|K|L|M
-------------------------
N|O|P|Q|R|S|T|U|V|W|X|Y|Z

(letter above equals below, and vice versa)