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Daniel C: Deixei de achar piada ao conceito desta cache, pelo que a vou arquivar. Obrigado a todos os que a visitaram.

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Traditional Geocache

Twin Towers - Idiossincrasia de um subúrbio

A cache by Daniel C. Send Message to Owner Message this owner
Hidden : 7/6/2008
Difficulty:
3 out of 5
Terrain:
1 out of 5

Size: Size: other (other)

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Geocache Description:

Esta é uma nano-cache magnética! Deverão levar caneta/lápis para assinar o logbook. Como alternativa, podem enviar-me uma fotografia do container para depois efectuarem o log. Obrigado.

This is a magnetic nano cache. You will need to bring a pen/pencil to sign the logbook. Alternatively, you can send me a photo of the container in order to claim your find. Thank you.


Idiossincrasia de um subúrbio

 

Subúrbios. Amálgamas de betão caoticamente dispersas por montes e vales, planícies e planaltos, constrangendo inexoravelmente a urbe-capital, qual cinturão coriáceo e áspero que é símbolo indelével de uma opressão que ninguém contesta e que, portanto, passa incólume e impune. Crescem os blocos paralelepipédicos de habitações como míscaros selvagens, como tumores indiferenciados de pequenas (por vezes de grandes) células – não importa a histologia destes órgãos inanimados, o essencial é reter a analogia, até porque, sendo nós elementos constituintes de tais massas tumorais de cimento e rotina, é-nos impossível olhar de fora para dentro e perceber a matéria de que somos feitos e que nos une em redor de uma metrópole, em torno de uma vida imutável.

 

É, portanto, essencial olharmos por dentro na vã tentativa de discernirmos a nossa índole, a nossa idiossincrasia. Mas o interior é igualmente indiscernível. É uma tela impressionista de matizes rápidos e desleixados, um Renoir sem a cor ou um Lautrec sem os lupanares – ou com eles, sub-repticiamente ocultados em becos sem cor. É uma paleta variegada e vibrante de vida e, concomitantemente, um emaranhado de rabiscos griséus e monótonos. É tudo e é nada. É um paradoxo em si mesmo.

 

Cingindo-nos a estes subúrbios de que temos vindo a discorrer, há uma interrogação que surge: qual a linha-mestra que os define, que os orienta, que os rege? É uma questão metafísica, sem resposta certa ou errada, sem derradeira e definitiva conclusão, porque a miríade de origens que se reúnem em redor de Lisboa causa uma indefinição cultural que desvirtua as localidades, impossibilitando que as mesmas adquiram personalidades próprias e vincadas. Numa infrutífera tentativa de lhes outorgarem calor humano e bênção divina, consagram-nas a santos. São João disto, Santo Antão daquilo, Santa Iria daqueloutra, São Julião do Fulano, São Domingos do Beltrano, Santo Amaro de Sicrano. Atribuem-lhes oragos e gentílicos, como se um sanjoanense assim o passasse a ser só porque, devido a uma contingência da teia do tempo e do espaço, abandonou um dia o Minho, o Alentejo ou as Beiras para procurar residência nos subúrbios e labor na urbe. A sua personalidade está, porventura, além-Tejo, mas o seu corpo espraia-se junto ao estuário desse mesmo rio. E até o próprio nome do santo e da terra passa a ser um acidente de relevo como o daqueles montes que se erguem no horizonte da outra margem, ou uma sombra de um passado perdido nas páginas macilentas e rasuradas do tempo e do acaso…

 

Talvez o rio possa ser espelho de nós, já que a resposta ao que somos, ao que vivemos e a tudo isto que nos rodeia não mora connosco. Olhamos portanto para o Tejo, observando demoradamente o reflexo que as águas límpidas, numa estóica cavalgada para o mar, devolvem aos olhos de quem as contempla. Devolvem-nos betão e tráfego e ruído e quotidiano e tudo e nada. Triste sina a nossa. Procurámos lavar os olhos numa água que já está conspurcada com tudo aquilo que a envolve. Fosse o Tejo um diáfano cristal ao invés de um espelho fiel e cruento…

 

E a idiossincrasia do subúrbio mantém-se insondável, labiríntica, esfíngica. Porque o subúrbio é uma entidade que respira e que asfixia, que cria e que destrói, que se renova e que não muda, que é caduca e perene. Porque somos tudo isso sem dar conta de tal realidade.

 

E por tudo isto, é essencial parar e absorver a paz, sorver a liberdade, haurir de cada terra o seu quê de identidade. É isto que vos proponho com esta cache.

 

 

Twin Towers

A existência de "Torres Gémeas" é algo frequente em todo o mundo. Há exemplos mediáticos como o das Petrona Towers (em Kuala Lumpur, Malásia) ou as tristemente célebres torres do World Trade Center em Nova Iorque.

Cá em Portugal, temos as galerias Twin Towers em Lisboa ou, na zona do Parque das Nações, as torres São Rafael e São Gabriel, por exemplo.

Em São João da Talha, um dos muitos subúrbios aparentemente desprovidos de uma idiossincrasia própria (já falei deles no texto anterior, se é que tiveram paciência para o ler...), existem umas Torres Gémeas que dominam a vila. Com 12 andares cada, a sua posição de destaque permite que sejam visíveis a quilómetros de distância, marcando indelevelmente a paisagem da região. É possível até identificá-las claramente a partir da Ponte Vasco da Gama, no sentido Alcochete - Lisboa!

 

A cache

Esta cache está colocada num pequeno e agradável espaço verde junto às Torres de São João da Talha, verdadeiros ex-libris (não pela beleza arquitectónica, mas pela imponência em relação às construções circunvizinhas) da vila. São estas Torres que dão uma certa individualidade a São João da Talha, permitindo distinguir a vila de todo o restante amontoado de betão.

A partir de agora, não haverá desculpa para o facto de não conseguirem identificar São João da Talha! eheh

Recomenda-se discrição na procura, já que há prédios em redor. As coordenadas têm um erro máximo de 5 metros.

 

In english - an easy cache located in a small park, in the suburbs of Lisbon. Photos will be added later.

Additional Hints (Decrypt)

An cnegr qr geáf.

Decryption Key

A|B|C|D|E|F|G|H|I|J|K|L|M
-------------------------
N|O|P|Q|R|S|T|U|V|W|X|Y|Z

(letter above equals below, and vice versa)



 

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Last Updated: on 1/10/2018 2:46:14 AM (UTC-08:00) Pacific Time (US & Canada) (10:46 AM GMT)
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