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Querias mais Ruínas, não querias? [Torres Vedras]

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Hidden : 11/14/2008
In Lisboa, Portugal
Difficulty:
1 out of 5
Terrain:
2 out of 5

Size: Size: small (small)

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Geocache Description:


 Querias mais Ruínas, não querias?

Há uns anos encontrei no meio das coisas do avô do almeidara uns manuscritos antigos sobre um convento enterrado e escondido na areia. Restavam apenas Ruínas. Um monte de Ruínas emparelhadas em consequência de constantes reconstruções. Li Penafirme. Eu conhecia Penafirme, fiquei curioso e não me contive: surripie uma série de folhas e fui investigar.

Devem-me ter, no entanto, faltado uma série de folhas. Os registos históricos eram vagos e confusos. O tempo saltava de construção em construção, de reconstrução em reconstrução e, principalmente, a origem do que em tempos teria sido o Convento era dúbia.

Estava a tornar-se giro isto. E antes mesmo de tentar perceber onde mais exactamente seriam as ruínas, reuní algumas linhas que me pareceram mais dignas de registo a ver se entendia quantas ruínas existiam afinal.

Aqui vão:

As Ruínas do Convento de Penafirme
Se bem que algumas fontes afirmassem que o mosteiro tinha sido construído neste local ermo de Penafirme devido aos constantes ataques que os monges sofriam dos muçulmanos da vila de Torres Vedras e que havia sido edificado em honra de Santa Rita (derivando talvez daí o nome da actual praia), parece ser mais certo confiar na tradição fomentada a partir da Chronica da Ordem dos Eremitas de Santo Agostinho que aponta a data de 840 para a fundação do mosteiro de Penafirme, feito atribuído a Ancirado, um eremita alemão, que pondo-se em fuga de Santarém, devido aos ataques dos muçulmanos, ali teria vindo parar.

Durante o séc XII, XIII e XIV houve espaço para algumas reconstruções, doações da Camara de Torres Vedras e do Rei D. Dinis, até que em meados do século XVI, apesar da comunidade não ultrapassar as sete unidades, muito provavelmente em 1547, iniciava-se a construção do novo mosteiro, junto do antigo. Todavia, os trabalhos prolongar-se-iam por quase um século, uma vez que em 1642, ainda decorriam as obras do edifício, apesar da nova igreja ter sido sagrada a 15 de Agosto de 1638. Por esta altura o mosteiro era um reflexo da pobreza em que viviam os religiosos: era mais pequeno que um mosteiro de padres capuchos com celas muito pequenas e tectos muito baixos, o claustro tinha um só andar, a igreja era pequena, e somente esta e a sacristia tinham cobertura. É então que em 1735 se dá a fundação da 3ª edificação, sob o impulso do provincial frei António de Sousa, da Casa de Távora.

Depois de 1755, após o terramoto, e com o avanço das águas provocado pelo mesmo, o convento acaba por sucumbir e torna-se inabitável. É transferido para 2.5 Km para o interior. O convento que passou a ser um seminário utilizou na sua construção pedras do antigo convento. Em 1834, depois da extinção das ordens religiosas, é comprado em hasta pública em Lisboa por José Avelino Nunes de Carvalho, negociante da vila.

Dumas construções para outras foram sendo umas destruidas para aproveitamento dos materiais de construção para as próximas. Delapidações mais recentes, aliadas à utilização nem sempre respeitosa deste espaço, à erosão e ao depósito de entulho nas suas imediações, vieram deteriorar ainda mais o já pouco que resta do antigo convento. Isto apesar de, desde 1990, este conjunto ter sido classificado como Imóvel de Interesse Público.

Bem, grande confusão. Restava-me confirmar afinal quantas ruínas haviam... fui lá. Mas perdi-me. É fácil nos perdermos, há muita areia. Olha, deixei lá uma caixa com um livro de registos para quem queira ir visitar e pouco mais.

foto por ericeirapirates
Photo by ericeirapirates

Tivesse eu deixado isto nas mãos do avô do almeidara e com certeza hoje as coisas estavam mais esclarecidas. E muito provavelmente já o nosso Indiana Jones teria explorado as ruínas em condições e descoberto quantos conventos e mosteiros ali houveram e porquê e para quê e como e de quem.... como tão bem já nos tem habituado.

Entretanto, peguei em todos os manuscritos que havia surrupiado e entreguei-os ao IHRU (Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana) onde acho que fizeram um estudo um bocadinho mais aprofundado que o meu.

É uma questão de procurar aqui o monumento com o n.º de IPA PT031113010019.

Visionamentalizar mais info aqui

The Ruins of the "Convento de Penafirme" 

The ruins of the "Convento de Penafirm" or of the "Convento De Nossa Senhora da Graça de Penafirme", built between 1597 and 1638, was destroyed by the invasion of water floods consequence of the earthquake of 1755, situated in the sand dunes, next to the Sorraia riverbed, 700 metres from the Santa Rita beach and 4 km from Santa Cruz. This property was classified by the IPPAR in the category of Religious Architecture and Convent style through two state laws: the state law 29/90 DR 163 of the 17th July 1990 and the state law 45/93 DR 280 of the 30th November 1993.

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