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Obrigado a quantos a visitaram e prestigiaram esta ESCOLA.

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António Arroio

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Hidden : 2/18/2009
Difficulty:
2 out of 5
Terrain:
1.5 out of 5

Size: Size: small (small)

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Geocache Description:


Engenheiro e crítico português, António José Arroio nasceu a 19 de Fevereiro de 1856, no Porto. Concluiu o curso de Engenharia pela Academia Politécnica do Porto, em 1878, tendo posteriormente trabalhado na construção dos caminhos-de-ferro da Beira Baixa, da Beira Alta, do Sul e do Sudoeste. Entre 1881 e 1890, foi encarregado dos serviços de recepção de material do estrangeiro do Ministério das Obras Públicas, o que o levou a viajar pela Europa e a estabelecer-se em Bruxelas durante quatro anos. Entre 1890 e 1926, desempenhou o cargo de inspector do Ensino Elementar Industrial e Comercial e, em 1926, integrou o Conselho de Obras Públicas, tendo-se aposentado dois anos depois. Para além disso, foi vogal da Comissão Portuguesa na Exposição Universal de Paris, em 1900, e foi um dos sócios fundadores da Liga de Educação Nacional. António Arroio manteve uma forte actividade como conferencista e como crítico nos sectores da música, da literatura, da pintura e da escultura. António Arroio faleceu a 25 de Março de 1934, em Lisboa. Nesse mesmo ano, atribuíram o seu nome à recém-criada escola industrial, a Escola Industrial António Arroio de Artes Aplicadas.

A par da Escola Soares dos Reis, no Porto, é o único local de ensino público, do nível secundário, direccionado específicamente para as artes visuais. Inicialmente sedeada num edifício situado na Rua Almirante Barroso (junto ao então liceu Camões) que havia sido construído para a escola de cerâmica António Augusto Gonçalves (fundada em 1924) que naquela se veio a fundir. Dirigida por Falcão Trigoso, a formação ministrada (em cinco anos) contemplava as áreas profissionais de cerâmica, cantaria, cinzelagem, talha, desenho litográfico, lavores femininos, e ainda habilitação às escolas de belas artes. Com a reforma do ensino técnico de 1948, a escola passou a designar-se Escola de Artes Decorativas António Arroio e sob a direcção de Rogério de Andrade, e pouco depois (a partir de 1953) de Lino António, foram introduzidos novos planos de estudo, podendo os alunos sair diplomados nos cursos da secção preparatória às belas artes, de desenhador gravador litógrafo, de pintura decorativa, de escultura decorativa, de cerâmica decorativa, de cinzelagem e de mobiliário artístico. Mercê do forte incremento da frequência escolar, o espaço do edifício veio a revelar-se exíguo, havendo que desdobrar o ensino por uma secção (que funcionou na Escola Preparatória Manuel da Maia em 1964/65 e na Escola Industrial Marquês de Pombal entre 1965 e 1970), e simultaneamente, tratar do projecto de um novo edifício. Com a conclusão, em 1970, das novas instalações situadas na rua coronel Ferreira do Amaral, a escola mudou-se finalmente para o edifício que ainda hoje ocupa.

Esta é a MINHA escola, como nenhuma outra foi.

Seria impossível não gostar deste log:

April 6 by play mobil (1217 found)

200904061515 "A simplicidade. Só o que é útil é bonito. O fútil é desagradável." Vítor da Silva, meu Professor de Artes Gráficas. Há coisa de trinta anos, um aluno qualquer armado em artista, subiu a um escadote e pintou espontaneamente sobre a porta principal da escola um AMO-TE com um "A" de anarca, e o graffiti ali se deixou ficar até hoje, resistindo a obras remodelações e reconfigurações. Acham isto normal? É claro que não. A António Arroio não é uma escola normal! Conheci várias escolas, umas melhores do que as outras, mas nenhuma como aquela. É complicado para qualquer "Arroiano" explicar o que tem aquela escola de diferente das outras em concreto, mas o mais notável de tudo era uma estranha cumplicidade criativa entre alunos, docentes e até o pessoal auxiliar, mesmo à revelia das normas, um direito à diferença tão enraizado e natural que não se dava pela "diferença", e essa maneira de estar na escola, de viver a escola como um espaço de criação, será provavelmente o factor que mais marca a António Arroio. A envolvência era tal que a escola acabava por sermos nós mesmos, e isso fazia com que nos sentíssemos parte integrante dela. Um todo. Ninguém ficava de fora. Era impossível. Também lá aprendi que "Loukura é Formosura". Quando lá cheguei em 1980 o @MO-TE era o original e estava pintado na parte da platibanda hoje ocupada pelo painel de azulejos do professor Querubim Lapa e aquilo era uma espécie de Staatliches Bauhaus à Portuguesa. Nunca mais me consegui desligar dela. O meu maior e mais antigo amigo é professor naquela escola e uma boa fatia das minhas relações têm algum tipo de ligação com ela. Voltar lá de surpresa quase trinta anos depois e ser acolhido pelo velho Matias com tanto calor e simpatia, foi no mínimo uma prova inequívoca de que eu não "inventei" a António Arroio. Ela é mesmo assim. Caminhar por aqueles corredores desertos numa tarde de férias da Páscoa a deixar exorcizar uma infinidade de detalhes que guardo como se fossem um grande tesouro, foi algo verdadeiramente íntimo e deslumbrante. O Vítor da Silva e resmungar que "os apara-lápis eram uma invenção da industria para vender mais lápis", o baldar-me a aulas minhas para ir assistir às aulas de História d'Arte da Natalina noutras turmas (as aulas dela esgotavam plateias), o Manel que em vez de dar aulas de filosofia levava com elas (ele próprio o cultivou em nós e estamos gratos por isso), as tardes a pintar paredes na "Alameda das Ganzas", as bicas prolongadas e eloquentes no Louvre, os matraquilhos no "Jardim da Celeste", tudo isso e muito mais da António Arroio, fizeram de mim uma pessoa muito melhor, e é por isso que lhe estou eternamente reconhecido e a trago no coração, e faço minhas as palavras do owner quando diz "Esta é a MINHA escola, como nenhuma outra foi". É a pura verdade. Ocorre-me citar aqui este pequeno texto de uma professora para uma aluna da escola. Poderá porventura parecer algo naïf, mas traduz muito bem o espírito "Arroiano": "Aquele Amo-te que está pintado à porta da nossa escola é uma mensagem que só quem vive ou viveu na António Arroio consegue compreender. Naqueles corredores há uma melodia que só nós conseguimos ouvir. Naquelas salas há uma luz que só nós conseguimos ver. Naquelas oficinas há texturas que só nós conseguimos sentir. Naqueles canteiros há flores e árvores que na Primavera enchem o ar com cheiros que são só nossos. Porque aquela escola é um lugar diferente. Talvez por isso é que ninguém quer sair de lá...mesmo os antigos alunos voltam sempre para uma visita." in "uccello", de Ana Martins, ucelo.blogspot.com, docente de História de Arte, 2008. Eu também voltei, ou talvez não... Talvez uma boa parte de mim nunca tenha de lá saído. Muito obrigado por me fazeres lá voltar. Foi absolutamente único!

https://www.facebook.com/photo.php?v=4325456687044

Additional Hints (Decrypt)

Zntaégvpn, 1.20z / Zntargvp, 1.20z

Decryption Key

A|B|C|D|E|F|G|H|I|J|K|L|M
-------------------------
N|O|P|Q|R|S|T|U|V|W|X|Y|Z

(letter above equals below, and vice versa)



 

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