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Bitaro: Esta geocache foi arquivada por falta de uma resposta atempada e/ou adequada perante uma situação de falta de manutenção.
Relembro a secção das Linhas de Orientação que regulam a manutenção das geocaches:

O dono da geocache é responsável por visitas à localização física.

Você é responsável por visitas ocasionais à sua geocache para assegurar que está tudo em ordem para funcionar, especialmente quando alguém reporta um problema com a geocache (desaparecimento, estrago, humidade/infiltrações, etc.), ou faz um registo "Precisa de Manutenção". Desactive temporariamente a sua geocache para que os outros saibam que não devem procurar a geocache até que tenha resolvido o problema. É-lhe concedido um período razoável de tempo - geralmente até 4 semanas - dentro do qual deverá verificar o estado da sua geocache. Se a geocache não estiver a receber a manutenção necessária ou estiver temporariamente desactivada por um longo período de tempo, poderemos arquivar a página da geocache.

Se no local existe algum recipiente por favor recolha-o a fim de evitar que se torne lixo (geolitter).

Uma vez que se trata de um caso de falta de manutenção a sua geocache não poderá ser desarquivada. Caso submeta uma nova será tido em conta este arquivamento por falta de manutenção.

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Bitaro
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Ponte Ferroviária [Trofa - Lousado]

A cache by dcsa Send Message to Owner Message this owner
Hidden : 4/16/2010
Difficulty:
3.5 out of 5
Terrain:
3 out of 5

Size: Size: regular (regular)

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Geocache Description:


Ponte Ferroviária Trofa-Lousado

 

 

 

"Um feito da engenharia portuguesa que prestigiou a classe"

 

"A Natureza não só limita a duração da vida do reino animal e vegetal, mas também a tudo o mais. Assim, por mais duro e resistente que o aço e o ferro possam ser, as suas funções, quando em serviço, acabam com o decorrer do tempo, por ser afectadas, acabando por isso de merecer confiança na sua segurança. Foi o que veio a acontecer com a ponte ferroviária da linha do Minho, sobre o rio Ave, situada entre a cidade da Trofa e a freguesia de Lousado. Vamos descrever a história, contando os factos: corria a década de 30 do século XX.

A ponte em referência contava já 60 anos, pois havia sido posta ao serviço ferroviário em 20 de Maio de 1875, quando da inauguração da linha do caminho-de-ferro, Porto-Braga. Sessenta anos seria tempo bastante para tirar propriedades de resistência ao aço e ao ferro. Daí que a sua segurança começasse, naturalmente, a causar dúvidas. Conscientes dessa realidade, os maiores responsáveis pelos serviços de circulação rodoviária, entenderam, por bem, e responsavelmente, que era chegada a hora da sua substituição. Assim, empenharam-se desde logo, sem perda de tempo, na feitura de um projecto para a nova ponte. Feito e aprovado, foi imediatamente entregue às oficinas ferroviárias de Ovar, sendo aí, com relativa brevidade, executado. À medida que a nova ponte ia sendo idealizada peça-a-peça, ia no local próprio sendo construído um estrado, onde a nova ponte havia de ser construída, com a conjugação das peças, e outro estrado onde havia de ser colocada a velha ponte, depois de retirada do seu local. Logo que as oficinas de Ovar deram por concluídas as peças que haviam de formar a ponte, começaram a encaminhá-las para o seu destino, a fim de se iniciar a sua construção.

Todos os trabalhos de montagem estiveram a cargo e sob a orientação do Eng. Frederico Alragão, chefe de obra dos Serviços de Obras Metálicos e de Armando Rio, mestre encarregado da obra. O tempo ia, naturalmente, rolando e com ele o empreendimento ia sendo completado. Estava-se já no dia 6 de Fevereiro de 1937, dia em que todo o serviço de montagem da ponte foi dado por concluído, faltando somente colocá-la no seu devido lugar. Eram exactamente onze horas e quarenta e cinco minutos, quando foram iniciados os trabalhos para a sua transição.

Foi uma operação espectacular, feita de modo impecável. Pois em apenas trezentos e cinquenta e oito segundos (menos de 6 minutos) ficou assente e fixada no seu devido lugar, dando imediatamente passagem, sem que pudesse correr o menor perigo a todos os comboios. Esta admirável operação, não causou o mínimo de inconveniente à normal circulação dos comboios e constituiu motivo de justificada admiração a todos os presentes que tiveram a possibilidade de a ela assistir.

Estiveram presentes quase todos os engenheiros afectos à C.P., técnicos de Via e Obras, Directores Gerais, todo o pessoal das antigas oficinas ferroviárias de Lousado e muitas centenas de pessoas, vindas dos mais diversos e distanciados lugares. A rapidez e a segurança com que esta operação foi feita, constitui, na verdade, um verdadeiro êxito da engenharia portuguesa, com o qual todos nos devemos orgulhar. Esta nova ponte tem sessenta e cinco metros de comprimento e pesa cento e cinquenta toneladas.

          

Antes de descrever as cerimónias inaugurativas do Caminho-de-Ferro Porto-Braga, a 20 de Maio de 1875, gostaria de transcrever na íntegra (até servindo de reflexão e de ponderação aos políticos de hoje) o ofício nº 199, de Abril de 1875, escrito pelo Governador Civil de Braga ao Presidente da Câmara da mesma cidade, que dizia, textualmente o seguinte: ”Sua Majestade El-Rei comunica que dispensa todos os festejos oficiais e quaisquer manifestação de regozijo que possam dar lugar e motivos de despesas por ocasião da sua assistência à inauguração do caminho-de-ferro do Minho”. Esta responsável e patriótica recomendação traduz bem o supremo cuidado em evitar despesas supérfluas. Seria bom que todos meditassem nesta sensata e justa preocupação do rei D. Luís.

Sirvo-me de um jornal diário do Porto para descrever esse memorável dia e essa histórica inauguração, cujo texto dizia o seguinte:

“Para o Porto e para Braga, as duas principais cidades do Norte do Reino, foi o dia de ontem (20-05-1875) dia de festa e motivos havia para isso, porque davam um abraço fraterno, unia-as a locomotiva portadora da boa-nova do século XIX do evangelho que serve de lema às nações civilizadas. O Porto que, em ocasiões tais, não sabe nem pode mentir a história do seu passado grandioso, em todas as suas manifestações, alvorou-se com a aurora do dia de festa nacional tão solene e marchou em peso ao sítio onde um prelado abençoava e benzia as máquinas em cujas entranhas referve a vontade de tudo vencer, onde comparecia o Chefe de Estado que não se impunha, por desnecessário, o gládio vitorioso do seu imortal Avô, se alia de todas as alegrias deste bom povo, onde, finalmente, se viam as hierarquias, porque monarca e súbditos obedeciam a um mesmo impulso.

Saudar uma nova era para o Norte do Reino. Festas assim expandem-nos o coração e entusiasmam-nos até às lágrimas.

O povo, embora vexado com contribuições onerosas e talvez ameaçado de outras mais pesadas ainda, tudo esquece em uma hora de alegria e, como criança que é eleva-se com o ruído da locomotiva que arfa, com o silvo que é respiração sinal de vida, com este sei quê que se insinua nas almas e se agita, o risonho festival dá por uma hora de alegria, anos de sofrimento. Mas não mintamos, não era só o Porto que saudava o dia de ontem; eram as aldeias, eram os mais pobres povoados, porque destas e daquelas corriam os habitantes a apinhar-se em torno da estação de Pinheiro (Campanhã). Era Braga que vestiu as suas melhores galas e ajoelhou também ante auras do progresso. Desde manhã, as imediações da estação achavam-se ocupadas por inúmeras pessoas que, a pé e em trens americanos, para ali se transportavam”.

Outros órgãos de informação relataram a inauguração do caminho-de-ferro Porto-Braga do seguinte modo: “Dentro do recinto da estação do Pinheiro (Campanhã) estavam autoridades civis, religiosas e militares, cônsules, titulares e mais convidados. Às 10 horas chegaram à estação Suas Majestades, precedidas pelos ministros de Guerra, Obras Públicas, Fazenda e Estrangeiros, damas da Rainha, oficiais de ordem e uma escolta de cavalaria fazendo-lhe guarda de honra um esquadrão de cavalaria 6. Dom Luiz vestia farda de almirante e Dona Maria Pia um vestido de seda azul. Logo que Suas Majestades tomaram lugar na tribuna, o reverendo prelado procedeu à bênção da máquina n.º 1 “Porto” que tinha na frente as armas portuguesas e ao lado as bandeiras de Portugal e da Itália. Em seguida foram benzidas, conjuntamente, as máquinas números 2 e 3, respectivamente “Braga” e “Ave”.

Terminada a bênção, a banda da Guarda Municipal tocou o hino de El-Rei. Às 11 horas e 45 minutos, partiu o comboio puxado pela máquina nº 1 (Porto) no meio de aclamações de enorme multidão. Meia hora depois, partiu outra máquina puxando dezasseis vagões, em que eram transportados os corpos gerentes das sociedades de socorros, oficiais de guarnição, representantes da imprensa e muitos convidados. Em Rio Tinto, uma banda de música aguardava a chegada, sendo Suas Majestades saudadas por muito povo presente.

Na estação de Ermesinde, encontravam-se doze camponeses que recitaram um soneto, sendo, seguidamente, distribuídos exemplares com as letras dos mesmos. Em São Romão do Coronado, tocou uma banda de música e a concorrência de pessoas era extraordinária. Na estação da Trofa, também se encontrava uma filarmónica que, à chegada do comboio, tocou o hino real, estando muita gente a aclamar o Rei, a Rainha e a sua comitiva. Na estação de V.N. de Famalicão, que se encontrava ricamente engalanada, foi o comboio real aguardado por três bandas de música que, simultaneamente, tocaram à chegada, tendo a população presente vitoriado a máquina e os seus ocupantes.

O Presidente da Câmara Municipal, Sr. Barão da Trovisqueira, fez as honras da casa, lendo uma mensagem dirigida ao augusto monarca, dizendo, em seu nome e dos munícipes, que representava a alegria que sentiam, não só do caminho-de-ferro passar por aquela terra, mas também pela presença de Suas Majestades, Rei e Rainha de Portugal. Seguidamente o comboio partiu em direcção a Nine, onde nessa estação o aguardava uma banda de música e muito povo, que saudou entusiasticamente Suas Majestades e os seus acompanhantes. Novamente a máquina rebocadora do comboio real apita, anunciando o início da nova marcha. Desta feita, o seu destino era a estação de Tadim. Porém, durante este pequeno percurso, viria a acontecer um imprevisto, do qual resultou a paragem do comboio na freguesia de Arentim. Contemos então o que se passou: com o traçado da linha ferroviária, entre Nine e Braga, não contemplava a freguesia de Arentim, com a dotação de uma estação, os seus habitantes sentiam-se prejudicados e até marginalizados. Por esse facto, haviam apelado, através das suas forças vivas, a quem de direito no sentido de verem a sua terra dotada com a referida estação ferroviária. Porque as suas petições, justas que tinham a consciência de ser, nunca haviam merecido da parte do poder o tratamento que julgavam razoável, só lhes restava a esperança de pedir, pessoalmente, ao Rei quando aí passasse. Foi o que fizeram. Construíram um coreto, colocaram-no no local onde entendiam que devia ser edificada a estação, contrataram uma banda de música e, quando o comboio real se aproximava, puseram a banda de música a tocar o hino real e toda a população da freguesia fazia sinal de paragem ao comboio. Quando este parou, o pároco dirigiu-se ao monarca e depois de lhe contar o que se passava, solicitou-lhe em nome de todos os habitantes de Arentim a construção de uma estação. O Rei assumiu imediatamente a solicitação do pároco, ordenando, que desde aquele momento, todos os comboios tivessem aí paragem e se construísse sem demora o edifício para a estação. Assim surgiu a estação de Arentim. Depois deste inofensivo episódio, não contido no programa, mas resolvido a contento dos peticionários, seguiu o comboio em direcção a Tadim, onde a sua chegada, foi muito vitoriada e recebida entusiasticamente pelo povo da terra que tinha enfeitado, fidalgamente, a estação, com a presença de uma banda de música, que saudou os monarcas e seus acompanhantes, com o toque do hino do Rei. Após esta manifestação de regozijo, partiu o comboio com destino a Braga, onde era aguardado festivamente, como revelou o jornal bracarense “O Comércio do Minho”, na sua edição de 22 de Maio de 1875, dizendo:

“Foi extraordinariamente festejada a abertura dos caminhos-de-ferro. O estoirar de numerosos foguetes em vários pontos da cidade e os sons festivos de sete bandas de música saudaram o despertar do dia 20 de Maio, doravante memorável nos anais bracarenses. Estas manifestações repartiram-se por várias vezes durante o dia. À uma hora da tarde chegou à gare o comboio conduzindo Suas Majestades. Esperavam os augustos visitantes a Câmara Municipal, autoridades civis e militares, funcionários e outras pessoas de distinção. A guarda de honra era feita pelo Regimento de Infantaria 8 e por um esquadrão de Cavalaria. Formado o cortejo, seguiu pela Rua Formosa, Praça da Alegria e Rua Nova de Sousa para a Sé, onde foi cantado o “Té-Deum”, findo o qual se seguiu pelo Largo do Paço, Rua do Souto, Campos de Santa Ana, Rua dos Capitalistas, Campo de D. Luís I, Porta de São Francisco e Praça Municipal e Paços do Concelho, onde foram os ilustres visitantes recebidos com todos os requintes. E a crónica descritiva continuava transcrevendo, o que se havia passado.”

Neste momento, outra ponte ferroviária, paralela a esta, já se encontra construída. Esta foi construída para serviço da via dupla, Ermesinde-Braga. Foi edificada no decorrer dos anos 1999 e 2000. Porém, esta ainda se encontra inactiva, em consequência da segunda via ainda estar por concluir.”

Lousado, 13-05-2001

                                    António Máximo

 

 

( No memento que fui colocar a cache estavam lá trabalhadores da REFER a fazer a abertura da ponte, como actualmente a Trofa esta a sofrer um desvio da linha, deixando esta de atravessar o centro. Julgo que a nova linha passará na ponte nova.)

(Bibliografia: Ponte Pênsil da Barca da Trofa, Napoleão Sousa Marques)

 

Vista do Rio Ave de cima da Ponte (by gabrielfernandes)

 


A Cache:


A cache não se encontra nas coordenadas indicadas, chegando ai vai encontrar informação que o leva até a cache.Peço que ao fazerem o log não levem os objectos que se encontram na cache, apenas aqueles que estão na caixa a parte.

 

Estávamos no ano de 1875 quando o terrível vilão Bob Bad Wayne chega a Portugal, esperando roubar os diamantes da compra dos comboios americanos.

Pertencente ao clã dos Eassy Boys, Wayne consegue executar tal crime fugindo das autoridades pelo meio da multidão.

É na Ponte de Ferro sobre o Rio Ave que é intersectado, e em fogo cruzado este tenta uma fuga arriscada atirando-se ao rio.

Consta-se que a sua bagagem terá ficado algures junto a ponte. Quanto a Wayne nunca mais foi avistado. Muitos dizem que não sobreviveu a queda sendo o seu corpo levado pela corrente.

Muitos tentaram encontrar os diamantes mas até hoje ninguém o conseguiu. Boa sorte !


Coloquem a cache no mesmo sitio como a encontraram, façam o CITO e divirtam-se!

 

Esta cache encontra-se enquadrada no“Projecto GeoGare - A ver passar os comboios”

Additional Hints (Decrypt)

[1º Ponto] Rager n "rfcnqn" r n cnerqr.
[Cache final] "Haqre gur ebpxf"

Decryption Key

A|B|C|D|E|F|G|H|I|J|K|L|M
-------------------------
N|O|P|Q|R|S|T|U|V|W|X|Y|Z

(letter above equals below, and vice versa)



 

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