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Cruz dos Santos Mártires - Curvaceiras

A cache by afelizardo Send Message to Owner Message this owner
Hidden : 09/30/2010
Difficulty:
2.5 out of 5
Terrain:
1.5 out of 5

Size: Size:   micro (micro)

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Geocache Description:


Cruz dos Santos Mártires

 

 

Este local fica na freguesia de Paialvo, onde outrora fora "invadido" por Romanos que martirizaram os Cristãos que já ali habitavam. Segundo reza a história, no local onde se encontra esta Cruz existia uma pedra, que foi levada para a Quinta da Beselga, onde foram martirizados um grupo de Cristãos que percorria um caminho que ligava várias Aldeias desta zona. Este local foi zona de Romarias e de missas campais durante muitos anos pela população de Curvaceiras em homenagem aos Cristãos ali mortos pelos Romanos.

  

Depois  de uma pesquisa pela internet e por alguns habitantes das Curvaceiras , o que consegui saber sobre a Cruz e a pedra dos Santos Mártires foi a divulgada no texto em cima, depois da cache ter sido publicada, um Geocacher escreveu no log alguma informação que achei que seria útil para continuar a divulgar os lugares com história que estão esquecidos pelo nosso país.

O texto que se segue foi-me enviado pelo geocacher cerejo48 ao qual agradeço a sua atenção.

 

 

“Desde tenra idade que me lembro de ouvir contar aos mais idosos, nas Curvaceiras, a História

da cidade da Bezelga! Essa mesma história perde-se nas brumas dos tempos!

 Penso que não exista documentação escrita, mas sim na sua transmissão oral que passava de geração em geração, como se de uma herança se tratasse, daquelas gentes das Curvaceiras! Hoje parece que, até isso se perdeu!

             Ouvi a história pela primeira vez a meus padrinhos, Maria Júlia e Francisco, que já eram na altura de idade avançada, e que lhes tinha sido contada pelos seus bisavós!

Meu pai, vindo da América, com uma mente mais aberta e modernizada, conhecedor que foi desses contos, chegou a fazer pesquisa e filmes que o ajudariam nessa conclusão. Apenas a carolice dele, e de mais alguns, pelo gosto do conhecimento, prevaleceram na crença de tais factos. A cidade da Bezelga existiu e para isso existiam as provas que o evidenciavam. A Fonte, ainda existente, mas tapada pelo silvedo, a Pedra cilíndrica que, não sei porque carga d’água foi parar  à tal quinta, as minas que creio ainda existentes, pelo menos o sitio delas e moedas dessa altura, estas que desapareceram não sei como, tudo indicava que realmente tenha existido! O que se contava da destruição da cidade foi que tinha havido enormíssimas chuvadas, tipo dilúvio que levou por água abaixo tudo quanto ali existia.

            Sobre a Pedra dos Santos Mártires contava-se na altura o seguinte:

Um aldeão agricultor, possuía terras nessa zona, mais propriamente junto à ribeira da Bezelga. Certo dia, indo ele gradar as suas terras com uma junta  de bois, viu essa pedra que lhe pareceu jeitosa tanto em tamanho como na forma, para fazer peso em cima  da sua grade. Levou-a, para o efeito. No fim do dia, não tendo terminado o trabalho, deixou-a em cima da grade e regressou com a junta de bois à sua casa.

No outro dia, regressando ao trabalho, passou pelo mesmo local, e, qual não foi o seu espanto quando deparou  com a pedra no local de onde a tinha retirado! Achou estranho, porque a tinha deixado em cima da grade!

Novamente pegou nela e lá a levou para o serviço:

Isto aconteceu por diversas vezes, sem que o pobre homem descortinasse a maneira de ela regressar sempre ao mesmo local. Isto foi ao conhecimento público, daquela altura, nunca  chegando a nenhuma conclusão de como é que ela regressava ao sitio de onde era retirada, junto da Fonte!

Ora, era do conhecimento geral que, ali tinha havido em tempos, perseguições e massacres aos cristãos e que lhes cortavam as cabeças. Aquela Pedra possuía a forma exacta para o efeito! Chegou-se à conclusão que devido a um “milagre” ela voltava para o seu lugar.

A Pedra nunca mais foi dali retirada. Desde então aquele sítio ficou conhecido  pelo nome de “Santos Mártires”.

A cruz veio posteriormente com o culto aos mesmos, nas romarias que, ali se faziam!

Em tempos tudo aquilo estava cuidado! A Fonte estava limpa, a Pedra no seu lugar, possuía um murozinho à sua volta para a resguardar, feito pelas gentes das Curvaceiras. Muitos anos a conheci assim. A Quinta de Cima, dos Condes de Nova Goa tinham orgulho naquilo. O feitor assim o dizia. Foi uma Quinta que chegou a ser visitada pela Rainha de Inglaterra,  no tempo de Salazar mas, isso é outra história!!

Era aquele sítio frequentado pela rapaziada da minha geração, nas suas brincadeiras e coboiadas, e iam inclusive, banhar-se na ribeira que era possuidora de belos recantos e lindíssimos pegos que, por sinal, muitos de nós ali aprenderam a nadar.

É  triste de ver tudo aquilo degradado e votado ao esquecimento! É o Portugal que temos e merecemos.

 

 

José Cerejo”

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