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Museu Dr. Mário Bento [Meimoa]

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Hidden : 02/26/2011
Difficulty:
1.5 out of 5
Terrain:
1.5 out of 5

Size: Size:   not chosen (not chosen)

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Geocache Description:

Esta cache pretende dar a conhecer o Museu Dr. Mário Bento, localizado na aldeia de Meimoa, que guarda e expõe materiais arqueológicos, artefactos etnográficos relacionados com a trilogia da alimentação mediterrânea, o azeite, o pão e o vinho.

Museu Dr. Mário Bento

Lagar

O Museu Dr. Mário Pires Bento ocupa o antigo lagar da família Cameira, após adaptação e ampliação do edifício para este novo fim pela Câmara Municipal de Penamacor. O museu guarda, e exibe selectivamente, a colecção arqueológica e etnográfica doada pelo patrono do museu, e mostra o equipamento e mobiliário industriais do lagar. A este acervo nuclear juntam-se outras peças que, entretanto, foram oferecidas por outros dadores.

O primeiro piso recebe a portaria do museu e uma zona de repouso com um pequeno bar, assim como os sanitários. Ainda neste piso, encontra-se um depósito de materiais arqueológicos. Na restante área encontra-se o lagar propriamente dito. Este complexo industrial foi construído no início da década de 40 do século XX, tendo sofrido várias reformas até à sua desactivação na década de 80.

Do lagar conservam-se bem todos os seus espaços funcionais e respectivos equipamentos mecânicos. Está dividido em três sectores. O primeiro é constituído pela zona das tulhas para armazenagem e pesagem da azeitona, hoje apenas marcadas no pavimento, a zona da lavagem e a zona da moagem. Noutra sala, em pavimento sobrele-vado, os geradores e motores compartilham o espaço com a termo-batedeira onde a azeitona triturada era bem envolvida e aquecida e transportada em vagonetes, circulando em carris, para as prensas hidráulicas. Por fim, na zona mais baixa desta sala as prensas espre-miam a massa, obtendo uma mistura de óleo e de águas vegetativas. Esta era recolhida em tanques onde por gravidade, ou conduzidas a uma centrifugadora, o azeite era separado dos líquidos.

O segundo piso é constituído por uma área de trabalho e uma pequena reserva museológica. A restante área constitui uma ampla zona expositiva, agora ocupada com a exposição inaugural do museu: A colecção de Mário Pires Bento. Do gosto de coleccionar à preservação do património cultural. Mostra selectiva e encenada. Esta está organizada em três núcleos: Exposições 1 e 2 - Etnografia: o pão e o vinho; Exposição 3 - Arqueologia: a presença romana no território da freguesia da Meimoa.

O Pão

O pão é um dos alimentos essenciais da dieta alimentar local até aos anos sessenta, data em que o mundo rural cristalizado em práticas e sistemas ancestrais entra em ruptura. Perdura, no entanto, a sua importância alimentar e simbólica.

O fabrico do pão é a última operação de um longo e, por vezes, árduo ciclo de trabalho.
Num primeiro bloco expositivo apresenta-se uma mostra curta dos objectos e alfaias utilizados no cultivo, ceifa e debulha dos cereais e na obtenção da farinha. Tratam-se de peças anteriores à mecanização da agricultura e da moagem, ainda que algumas possam ser contemporâneas da utilização destes novos processos. Serão peças datáveis, num limite máximo, dos inícios dos anos 70. Algumas exibem marcas de uso intensivo e reparações sucessivas; são hoje instrumentos em desuso e tecnologias extintas.
A segunda parte da exposição centra-se no fabrico do pão. Se os objectos têm alguma antiguidade, a mesma que as alfaias anteriores, o modo de fabrico - a mistura dos ingredientes (a farinha, o sal, a água e o fermento), os tempos de espera para fintar a massa e, por fim, a cozedura em forno de lenha, aqui não representada - continuam inalteráveis na actualidade. 

O Vinho

Esta bebida, carregada de sentidos simbólicos, acompanha a vida das populações rurais tradicionais. Está presente nas celebrações rituais, nos convívios sociais e familiares e no duro quotidiano da vida no campo.

Mostram-se aqui os utensílios e equipamentos que serviam a vindima, a vinificação e o fabrico da aguardente. Este núcleo tem a particularidade de não ser, na totalidade, o resultado de uma recolha de objectos etnográficos, mas antes mostrar o conjunto de utensílios e equipamentos que Mário Pires Bento tinha ao seu serviço para produzir o seu próprio vinho. Não sendo as peças particularmente antigas, constituem um bom conjunto, coerente e relativamente completo, que documenta bem a actividade vinícola de uma casa agrícola de média dimensão da região. A vinha que possuía permitia uma produção regular e de alguma quantidade, utilizando os métodos tradicionais locais. Uma parte do vinho e da aguardente era vendida e outra era engarrafada, com rótulo próprio: Cerquita, o nome da propriedade onde estava a vinha.

Arqueologia

A área da freguesia da Meimoa conheceu no período romano um intenso povoamento. Esta ocupação que remonta aos finais do século I a. C. é testemunhada por abundantes materiais arqueológicos e ruínas de construções. O vicus mencionado na ara dedicada ao imperador Trajano seria o povoado mais importante deste território.

Talvez localizado na Canadinha, vasto sítio arqueológico a pouca distância da aldeia. Da arquitectura destes locais conhecemos muito pouco: as escavações realizadas por Mário Bento permitiram a descoberta de uma pequena parcela de uma habitação. As paredes são de alvenaria e uma das salas tinha o pavimento revestido com uma argamassa de cal e cerâmica moída. Porém, os achados avulsos revelam-nos outros aspectos das construções: o uso do granito para os elementos arquitectónicos mais elaborados como, por exemplo, colunas, pilares e capitéis. Estão presentes os ele-mentos de cobertura cerâmicos e os tijolos para fins diversos: pavimentos, arcos e alvenarias.

Os campos eram ocupados por explorações agro-pecuárias. As mais importantes eram as villae. A mais notável parece ter sido a do Cabeço do Lameirão. Existiam também outras mais pequenas, os casais ou granjas. É também provável que houvesse outros ainda mais pequenos, simples habitações ou pequenos abrigos de apoio às actividades agrícolas. Nestas explorações produziam-se certamente cereais, leguminosas, vinho e azeite, a par da pastorícia e da criação de animais domésticos. As talhas, sempre presentes nestes sítios, serviam para o armazenamento do azeite, do vinho e também dos cereais. Os moinhos denunciam o consumo dos cereais em farinha; encontram-se dois tipos: os moinhos manuais e os de tracção animal. Outras actividades eram praticadas, como a tecelagem ou a metalurgia.

A vida destas populações era tutelada por divindades clássicas - e divindades locais que, por agora, ainda des-conhecemos - aqui representada por uma ara dedicada a Júpiter. Testemunhando os rituais da morte destas populações, sobreviveram alguns monumentos e objectos. As famílias mais abastadas faziam guardar os restos mortais dos seus elementos em jazigos, onde se colocava uma inscrição em memória dos falecidos. Eram também comuns as estelas, monumentos de tradição indígena, fincadas no chão à cabeceira dos enterramentos. Noutras ocasiões, com os enterramentos eram depositados alguns objectos de uso quotidiano como oferendas rituais, por exemplo, bilhas ou púcaros.

Informações retiradas de :

http://www.cm-penamacor.pt/cms/index.php?option=com_content&view=article&id=86&Itemid=123

Visitas ao Museu mediante contacto prévio com a Junta de Freguesia de Meimoa.

Locais de interesse a visitar nesta freguesia:

-  Igreja Matriz de Meimoa;

- Casa do Comendador;

- Praia Fluvial;

- Ponte Romano/Filipina;

-   A Vereda do Pau [Meimoa];

- Barragem da Ribeira da Meimoa: 

- A Barragem e o TunelUma Piscina na Barragem [Meimoa]

 

A cache

As coordenadas publicadas são de um pequeno estacionamento localizado no Museu Dr. Mário Bento.

Para encontrar as coordenadas finais desta cache terá que, no exterior do Museu, fazer algumas contagens e cálculos para chegar à coordenada final que fica a cerca de 100 metros (local bem mais discreto ;)).


A = Quantas entradas tem o Museu pelo acesso à direita?

B = Quantos são os quadrados da protecção metálica da janela esquerda da fachada principal do Museu?

C = Quantos são os quadrados, do quadrado ao centro, da protecção metálica da janela direita da fachada principal do Museu?

SOMA DE CONTROLO = A + B + C = 121

A coordenada onde se encontra a cache é:


 N 40º 13.6(B-C)    W 007º 11.(A+2)70

(Exemplo: Se B=13 e C=1 então, B-C= 12, logo, a coordenada final seria N 40º 13.612).

 Desfrutem…

Aconselhamos a levar material de escrita.

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