Skip to content

<

Na Rota do Românico - Peregrinos de Santiago

A cache by sergiocoutinho (Adopted by nunogil) Send Message to Owner Message this owner
Hidden : 05/13/2012
Difficulty:
2 out of 5
Terrain:
2 out of 5

Size: Size:   micro (micro)

Join now to view geocache location details. It's free!

Watch

How Geocaching Works

Please note Use of geocaching.com services is subject to the terms and conditions in our disclaimer.

Geocache Description:

A cache é micro, mais pequena que o rolo de 35mm, e encontra-se abrigada num saco preto. Preservem o ambiente e as suas árvores

A 4ª CACHE NA ROTA DO ROMÂNICO, a 2ª CACHE DO CAMINHO DE SANTIAGO.

Os Peregrinos de Santiago

A Igreja de Valadares desempenhou uma função importante no Caminho de Santiago, albergando os peregrinos que ali chegavam.
É sobretudo durante a Idade Média que Valadares ganha importância como lugar obrigatório de passagem de peregrinos vindos da região centro do país, que atravessavam o Douro em Mirão, Aregos e Ermida, convergindo, por três caminhos diferentes para a Igreja de Valadares, onde eram acolhidos para descansarem, dormirem ou serem tratados, seguindo depois para Compostela, por S. Gonçalo de Amarante.
Esta relevância dada à freguesia como lugar de passagem de muitos milhares de peregrinos ao longo de séculos explica o facto de igreja paroquial ter São Tiago como padroeiro.
O seguimento deste percurso, tanto se fazia depois, continuando por Bruzende, Viariz, Quintela, como pelo caminho que se dirigia a Campelo, passando por Amarelhe e Várzea, uma via muito frequentada na altura, cheia de lendas e belezas naturais.
Esta importância da freguesia, favorecida pela geografia e pela história levou mesmo a que no século XVI para aqui fosse transferida a cabeça do concelho, onde se administrava a Justiça, com o pelourinho (picota) e a forca, no lugar de Torna-o-Rego, bem como a cadeia no lugar de Paçô e ainda a casa das audiências no lugar de Cuvelães.

 

A Igreja Românica de Valadares

Principal monumento da freguesia tem três grandes motivos de atração:

A Antiguidade

Em primeiro lugar a sua antiguidade, pois a construção exterior atual de estilo românico remonta, pelo menos, ao século XIII.
Alguns especialistas falam de um templo anterior e de uma reedificação no século XII, invocando a inscrição existente no interior da fachada norte da capela-mor e que se encontra hoje em posição invertida. Esta inscrição, realizada em pedra siglada, tem a seguinte leitura: E(ra) M(ilésima) CC(ducentésima) XX (vigésima) VI (sexta), o que, transposto para o calendário cristão, corresponde a 1178.
 

A Arquitectura

Em segundo lugar, pelas suas características arquitetónicas, “desde o seu pórtico principal até à cachorrada de tipo românico que circunda a capela-mor”. Duas arquivoltas caracterizam o portal, sendo a interior decorada com semi-esferas. Por sua vez, “a fresta da parede testeira da capela-mor é também quebrada, o que revela uma relativa permeabilidade dos construtores às fórmulas incipientes do Gótico logo no primeiro momento de construção”. Mas a cachorrada que sustenta o telhado é ainda vincadamente românica. Apesar de se conservar apenas parcialmente, evidencia um vocabulário artístico onde dominam as formas geométricas e vegetalistas, despontando alguns elementos antropomórficos.
 

Os Frescos

Os frescos são de elevado interesse, pela sua raridade em toda a região e redondezas, as pinturas a fresco, do séc. XV. Trata-se de uma sequência de pinturas murais sobre as paredes interiores da capela-mor
O artista desenhou uma espécie de tríptico, com Nossa Senhora da Piedade ao centro, ladeada pelas santas Catarina e Bárbara, estas devidamente identificadas por cartela com os seguintes letreiros: qterin e barbor. Superiormente, desenvolve-se um friso que tem a particularidade de integrar máscaras de anjos “de tufada cabeleira quatrocentista, de asas altas e abertas e mãos postas, ressaltando sobre um fundo salpicado de cravos espalmados”. Nas paredes laterais o conjunto está menos preservado, mas foi ainda possível identificar da “banda da esquerda, um grupo de animais apocalípticos, entre os quais figura um tosco unicórnio; e da direita um apostolado, possivelmente S. Paulo, de livro sobraçado e espada empunhada”.
O abade João Camelo, “natural da vizinha aldeia de Brosende” e futuro bispo de Silves e da vizinha cidade de Lamego, cuja memória ficou perpetuada numa truncada inscrição que acompanha o revestimento mural: ESTA OBRA MANDOU FAZER JUAN CAMELO DE (BORO?) / SENDE ABADE DESTA YGREJA : ERA DE MIL E CCCCtos E”.


Fontes: IGESPAR
Baião Através dos Tempos, José Alberto Gonçalves, 2009
Revista Bayam, nº2, 1991

Additional Hints (Decrypt)

Ab ohendhvaub.

Decryption Key

A|B|C|D|E|F|G|H|I|J|K|L|M
-------------------------
N|O|P|Q|R|S|T|U|V|W|X|Y|Z

(letter above equals below, and vice versa)



Reviewer notes

Use this space to describe your geocache location, container, and how it's hidden to your reviewer. If you've made changes, tell the reviewer what changes you made. The more they know, the easier it is for them to publish your geocache. This note will not be visible to the public when your geocache is published.