Traditional Geocache

A Lenda e a Serra

A cache by patafurdio+rafapata Send Message to Owner Message this owner
Hidden : 1/1/2014
In Viana do Castelo, Portugal
Difficulty:
2.5 out of 5
Terrain:
3.5 out of 5

Size: Size: regular (regular)

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Geocache Description:

A Lenda e a Serra
Nó - Nora - Bugio
Serra da Nó
Ponte de Lima





Quadro - Lenda da Serra da Nó (2009) - Óleo s/Tela
Autora - Conceição Trigo

A Lenda


Era uma vez um jovem rei moiro, Abakir, ambicioso e apaixonado, que dominava um vasto território de montes densos de pinheiros e castanheiros, de vales arados e amenos, por onde escorria um rio claro e lento, chamado Lima.
Um dia, entregue aos prazeres da caça que por ali havia abundante, rodeado por guardas, falcoeiros e cães de raça, eis que se lhe depara, guardando um pequeno rebanho de ovelhas, uma rapariga formosíssima, com umas negras tranças coroadas de papoilas vermelhas.
A beleza desta imagem logo entrou no coração do rei, sempre pronto a ceder aos encantos femininos.
E, aproximando-se da pastora, logo lhe rogou, com palavras ardentes, que o seguisse para o seu soberbo castelo, edificado na Serra da Nó, onde passava o mais aprazível do seu tempo e onde a receberia por esposa entre muitas outras que a sua religião lhe permitia desposar.
Mas a pastora, cujo nome era Zuleima, negou-se a acompanhá-lo, dizendo que não trocaria a sua vida, embora humilde, pelas maiores riquezas do mundo.
Indignado com tal recusa, Abakir ordenou aos guardas que prendessem a rebelde e a levassem, à força, para o seu castelo altaneiro.
Só a soltaria quando ela lhe pedisse perdão e acedesse aos desejos, ao seu amor nascente.
Mas o tempo foi passando, sem que a pastor se arrependesse da sua recusa.
E, com ele, aumentava a paixão e o desespero de Abakir.
Então, não conseguindo mais acalmar aquele amor que lhe abrasava o peito, mandou chamar Zuleima à sua presença e disse-lhe:
- Pede-me tudo o que quiseres, os maiores caprichos, os maiores tesoiros, que tudo te darei, se consentires ser minha esposa.
Respondeu-lhe, então, a pastora, com firmeza não destituída de doçura, pois também ela acabara por se enamorar do jovem Abakir:
- Concordarei em viver junto de ti, com a condição de ser tua única rainha e me seres sempre fiel Zuleima.
Então, o castelo da Serra da Nó abriu-se, em esplendor, às bodas reais, com festas nunca vistas nem sonhadas.

E alguns anos se passaram para a felicidade do casal, gozava no conforto do castelo, na alegria das diversões e caçadas, na contemplação daquela paisagem de maravilha, entretanto, um numeroso exército cristão, forte e ousado, vindo do Norte, ia derrotando os guerreiros da Moirama e aproximando-se, perigosamente, dos domínios de Abakir.
Era urgente a fuga, o abandono da paz deliciosa da Serra da Nó e do seu castelo!
Mas Abakir resistia a tal imperativo e, com ele, Zuleima, os dois enfeitiçados pela brandura daquelas paragens paradisíacas.
Uma noite tormentosa, ao escutar, cada vez mais perto, o ruído feroz das espadas e das lanças entrechocando-se; o alarido da vitória solto das bocas dos combatentes cristãos e o gemido dos guerreiros moiros feridos de morte, o rei foi buscar, de entre os seus tesoiros, um velho e pesado volume, revestido de coiro lavrado a oiro, o Alcorão, o livro sagrado da sua religião, escrito por Maomé que, segundo o profeta, lhe fora ditado pelo Anjo Gabriel.
E, na presença assustada da rainha, pôs-se a folheá-lo, lendo, em voz baixa, certas suas paisagens misteriosas, enquanto estendia a mão sobre Zuleima, sobre quanto o cercava, sobre si próprio...
E, quando, na manhã seguinte, os soldados cristãos galgaram, vitoriosos, os cimos da Serra do Nó, na ânsia de aprisionar Abakir e tomar-lhe o castelo, nada se lhes deparou, mais do que o silêncio verde da folhagem, alguma pedra musgosa no abandono da poeira.
Somente, do galho de uma árvore, o trinado de um pássaro parecia troçar da funda desilusão da soldadesca: nem castelo, nem Abakir, nem a sua única rainha!
Mas diz-se que, em noites enluaradas, quando o arvoredo é de vagas sombras e o rio é de prata, vagueia pela Serra da Nó um vulto de mulher, envolto ora em vestes roçagantes e faustosas, ora na simplicidade do trajo campestre, evocando, quem o sabe?, a pastora depois rainha, decerto saudosa do seu rebanho, saudosa do seu castelo e do seu amado Abakir.

Fonte: www.cm-pontedelima.pt



Posto de Vigia


Informação da Rede Nacional de Postos de Vigia

Fonte: Direcção Geral das Florestas







VALORIZA A NATUREZA, FAZ COM QUE A TUA PRESENÇA EM NADA DANIFIQUE A MESMA,
ELA AGRADEÇE COM EXELENTES VISTAS E AR PURO...


Cache


Contentor com respetivo logbook e lápis.
Coloquem-na da mesma forma para garantir a sua durabilidade e longevidade.
Deixe o lugar no mínimo com o encontrou, faça CITO se necessário, o ambiente agradece.
Obrigado pela visita e espero que tenha gostado.
Um abraço
Cumprimentos

Additional Hints (Decrypt)

ire sbgb

Decryption Key

A|B|C|D|E|F|G|H|I|J|K|L|M
-------------------------
N|O|P|Q|R|S|T|U|V|W|X|Y|Z

(letter above equals below, and vice versa)

 

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Last Updated: on 2/2/2017 6:21:54 PM (UTC-08:00) Pacific Time (US & Canada) (2:21 AM GMT)
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