Skip to Content

<

Sadino ou Setubalense?

A cache by IDILIO49 Send Message to Owner Message this owner
Hidden : 02/23/2013
Difficulty:
4 out of 5
Terrain:
2.5 out of 5

Size: Size: regular (regular)

Join now to view geocache location details. It's free!

Watch

How Geocaching Works

Please note Use of geocaching.com services is subject to the terms and conditions in our disclaimer.

Geocache Description:


Quem ainda não reparou que as pessoas nascidas em Setúbal têm uma forma muito peculiar de falar?
Existem algumas explicações sobre a origem do dialecto charroquês/sadino/setubalense.
Relativamente à influência de franceses no sotaque, nomeadamente no carregar dos "erres", existem duas teorias conhecidas, e ambas do século XIX: a das invasões napoleónicas a Portugal e a teoria das fábricas conserveiras de Setúbal geridas por franceses, durante a revolução industrial.

Quanto à Influência dos fluxos migratórios apesar do dialecto ser conhecido por carregar nos "erres", este sotaque, só é praticamente notado nas pessoas mais idosas, já que grande parte dos mais jovens (abaixo da faixa etária dos 45 anos) não tem esse sotaque, mas sim, vários dialectos consoante o bairro de Setúbal, em que o indivíduo está inserido.
Enquanto o extremo oriental da cidade constituído pelo Bairro Santos Nicolau e das Fontainhas, era habitado por gentes vindas do norte do País, em especial da zona da Ria de Aveiro, como a Murtosa, Ovar e Aveiro, e que normalmente vinham para pescar nos seus próprios barcos, mas também para trabalhar nas fábricas de conservas; Por isso a tendência natural das pessoas destes bairros, típica das pessoas do norte, de utilizar sonoridades nasais quando a mesma não se justifica, como por exemplo, em palavras como peru, gente, mesa, tijela, ou quente, e que são ditas, acentuando a sua nasalidade, por pirum, geinte, menza, t'jala ou queinte.
Já o extremo ocidental da cidade, constituído pelo Troino e pelos bairros da freguesia da Anunciada (Viso, Fonte Nova, Palhavã, etc.), era habitado por gentes vindas do Algarve, para trabalhar nos cercos e nas fábricas de conservas de peixe. Por isso a tendência dos descendentes destes bairros, fecharem as vogais, com a maior evidência do "o" transformado em "e" no final das palavras, já que acaba por ser comum a quase todo o Sul de Portugal, com maior destaque para o Algarve, onde os "marafades" são o expoente máximo.
Desta forma as derivações que permitem depois a riqueza do "dialecto charroco", acabam certamente por estar directamente relacionadas com a forte ligação do povo ao mar, e à pouca instrução escolar que durante anos marcou a sociedade de Setúbal, e que permitia facilmente a proliferação de expressões inventadas com palavras adaptadas popularmente às necessidades.

A única certeza, que podemos dar como certa, é que nenhuma das teorias da origem, terá marcado, individualmente, tanto a forma de falar dos setubalenses, porque a forma de falar, faz a mistura dos sotaques do algarvio, do nortenho e também do francês. A partir daí, a sua extensão a toda a população da cidade tornou-se fácil e natural, até porque a "musicalidade" intrínseca à verbalização destas expressões, deve-se principalmente à conjugação da grande maioria dos termos, que mais fortemente ficaram agarrados no processo da evolução deste dialecto.

N 38° A4B4/2.C4+2D3-1E4+3 W 00F1+7° G4H3.I3J4-2K4+2

Additional Hints (Decrypt)

Ravtzn: Dhngeb (B dhr é Fnqvab bh Frghonyrafr?)
Svany: Pnagb GG

Decryption Key

A|B|C|D|E|F|G|H|I|J|K|L|M
-------------------------
N|O|P|Q|R|S|T|U|V|W|X|Y|Z

(letter above equals below, and vice versa)



 

Find...

118 Logged Visits

Found it 110     Write note 5     Publish Listing 1     Owner Maintenance 2     

View Logbook | View the Image Gallery of 11 images

**Warning! Spoilers may be included in the descriptions or links.

Current Time:
Last Updated:
Rendered From:Unknown
Coordinates are in the WGS84 datum

Return to the Top of the Page

Reviewer notes

Use this space to describe your geocache location, container, and how it's hidden to your reviewer. If you've made changes, tell the reviewer what changes you made. The more they know, the easier it is for them to publish your geocache. This note will not be visible to the public when your geocache is published.