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Pico da Picarreira

A cache by Dr Escaxa Send Message to Owner Message this owner
Hidden : 05/02/2014
Difficulty:
2 out of 5
Terrain:
5 out of 5

Size: Size: large (large)

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Geocache Description:


Pico da Picarreira

    O Pico da Picarreira, situa-se a cerca de 1000 metros de altitude  e insere-se na zona montanhosa que existe a a Norte e a Oeste da cidade de Vila Real.

    Os habitantes de freguesia de Mondrões, por habitarem o sopé da montanha sempre sentiram o fascínio provocado pela monstruosidade da serra, que sombreia aldeias em pleno verão e que, durante o Inverno, se cobre de neve.
    Desde os primóridos da existência da freguesia, que um objectivo como o de subir ao topo da montanha e poderem exclamar orgulhosamente "Eu já estive no Pico da Picarreira". 
    O objectivo desta cache, passa por poder compartilhar esta experiência com o mundo do Geocaching, e desta forma, convido todos a subirem ao "Pico da Picarreira" e desfrutarem de uma vista de 360º única sobre o nosso Reino Maravilhoso.

VR
Vila Real

    Desde o WP1 ( Parque de Estacionamento) até ao local da cache, o acesso não será fácil, mas é sem dúvida, espectacular!
    Não existe qualquer trilho, simplesmente é nessário subir, subir, subir, pedra após pedra, até ver e atingir o marco geodésico que por vós espera no topo da montanha!
    A relação dificuldade/terreno da cache, varia consoante o estado meteorológico, ou seja: com chuva e neve será difícil, ou, quase impossivel de lá ir!
    A subida é divertida e  permite um contacto máximo com a natureza; com um pouco mais de atenção será sempre possível observar aves de rapina!

VG




Miguel Torga - Um Reino Maravilhoso 
 
    Vou falar-lhes dum Reino Maravilhoso. Embora muitas pessoas digam que não, sempre houve e haverá reinos maravilhosos neste mundo. O que é preciso, para os ver, é que os olhos não percam a virgindade original diante da realidade, e o coração, depois, não hesite. Ora, o que pretendo mostrar, meu e de todos os que queiram merecê-lo, não só existe, como é dos mais belos que se possam imaginar. Começa logo porque fica no cimo de Portugal, como os ninhos ficam no cimo das árvores para que a distância os torne mais impossíveis e apetecidos. E quem namora ninhos cá de baixo, se realmente é rapaz e não tem medo das alturas, depois de trepar e atingir a crista do sonho, contempla a própria bem-aventurança.
    Vê-se primeiro um mar de pedras. Vagas e vagas sideradas, hirtas e hostis, contidas na sua força desmedida pela mão inexorável dum Deus criador e dominador. Tudo parado e mudo. Apenas se move e se faz ouvir o coração no peito, inquieto, a anunciar o começo duma grande hora. De repente, rasga a crosta do silêncio uma voz de franqueza desembainhada:
    - Para cá do Marão, mandam os que cá estão!...
    Sente-se um calafrio. A vista alarga-se de ânsia e de assombro. Que penedo falou? Que terror respeitoso se apodera de nós?
    Mas de nada vale interrogar o grande oceano megalítico, porque o nume invisível ordena:
    - Entre!
    A gente entra, e já está no Reino Maravilhoso.
    A autoridade emana da força interior que cada qual traz do berço. Dum berço que oficialmente vai de Vila Real a Chaves, de Chaves a Bragança, de Bragança a Miranda, de Miranda a Régua.
    Um mundo! Um nunca acabar de terra grossa, fragosa, bravia, que tanto se levanta a pino num ímpeto de subir ao céu, como se afunda nuns abismos de angústia, não se sabe por que telúrica contrição.
    Terra-Quente e Terra-Fria. Léguas e léguas de chão raivoso, contorcido, queimado por um sol de fogo ou por um frio de neve. Serras sobrepostas a serras. Montanhas paralelas a montanhas. Nos intervalos, apertados entre os rios de água cristalina, cantantes, a matar a sede de tanta angústia. E de quando em quando, oásis da inquietação que fez tais rugas geológicas, um vale imenso, dum húmus puro, onde a vista descansa da agressão das penedias. Mas novamente o granito protesta. Novamente nos acorda para a força medular de tudo. E são outra vez serras, até perder de vista.
    Não se vê por que maneira este solo é capaz de dar pão e vinho. Mas dá. Nas margens de um rio de oiro, crucificado entre o calor do céu que de cima o bebe e a sede do leito que de baixo o seca, erguem-se os muros do milagre. Em íngremes socalcos, varandins que nenhum palácio aveza, crescem as cepas como os manjericos às janelas. No Setembro, os homens deixam as eiras da Terra-Fria e descem, em rogas, a escadaria do lagar de xisto. Cantam, dançam e trabalham. Depois sobem. E daí a pouco há sol engarrafado a embebedar os quatro cantos do mundo.
    A terra é a própria generosidade ao natural. Como num paraíso, basta estender a mão.
    Bata-se a uma porta, rica ou pobre, e sempre a mesma voz confiada nos responde:
    - Entre quem é! Sem ninguém perguntar mais nada, sem ninguém vir à janela espreitar, escancara-se a intimidade duma família inteira. O que é preciso agora é merecer a magnificência da dádiva.
    Nos códigos e no catecismo o pecado de orgulho é dos piores. Talvez que os códigos e o catecismo tenham razão. Resta saber se haverá coisa mais bela nesta vida do que o puro dom de se olhar um estranho como se ele fosse um irmão bem-vindo, embora o preço da desilusão seja às vezes uma facada.
    Dentro ou fora do seu dólmen (maneira que eu tenho de chamar aos buracos onde vive a maioria) estes homens não têm medo senão da pequenez. Medo de ficarem aquém do estalão por onde, desde que o mundo é mundo, se mede à hora da morte o tamanho de uma criatura.
    Acossados pela necessidade e pelo amor da aventura emigram. Metem toda a quimera numa saca de retalhos, e lá vão eles. Os que ficam, cavam a vida inteira. E, quando se cansam, deitam-se no caixão com a serenidade de quem chega honradamente ao fim dum longo e trabalhoso dia.
    O nome de Trasmontano, que quer dizer filho de Trás-os-Montes, pois assim se chama o Reino Maravilhoso de que vos falei.



Votos de uma boa caminhada e de uma excelente aventura!
Recomendo o levar de uma máquina fotográfica, o local e a paisagem agradecem!
Pede-se ainda, que deixem tudo conforme encontraram e que não movimentem a cache de sítio!
O container possui: Logbook,lápis,caneta, afia, alguns objectos de troca!




 

Additional Hints (Decrypt)

Qrageb qn zvav-tehgn.

Decryption Key

A|B|C|D|E|F|G|H|I|J|K|L|M
-------------------------
N|O|P|Q|R|S|T|U|V|W|X|Y|Z

(letter above equals below, and vice versa)



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