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EarthCache

Caulinos de Alvarães

A cache by anjomaco Send Message to Owner Message this owner
Hidden : 6/24/2017
In Braga, Portugal
Difficulty:
2 out of 5
Terrain:
1.5 out of 5

Size: Size: other (other)

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Geocache Description:


Caulinos de Alvarães


Translation ENDEESFR
 
Como reclamar esta cache:
 
As coordenadas publicadas levam-nos a um local onde se procede à extração de caulinos.
Acedam ao local pelo ponto de referência indicado.
Não saiam do caminho (público) nem circulem pelos locais onte está assinalada a passagem interdita.
Não devem, em situação alguma, sair do caminho ou tentar aceder aos locais onde é feita a exploração de caulinos. Existe o perigo de queda, entre outros!
 
Para reclamar esta cache como encontrada deverá enviar-me um e-mail com as respostas corretas das seguintes perguntas:

1 - Qual é o tamanho médio dos sedimentos (os que facilmente se conseguem medir) nas coordenadas? Devem indicar um tamanho médio dos sedimentos existentes nas coordenadas e não de qualquer outro local próximo.
 
2 - Veja a figura 4 da página da cache. Como classifica os sedimentos que observou?
 
3 - 
Veja agora a figura 5 da página da cache. Tendo em conta a dimensão esférica equivalente, qual é a classificação dos sedimentos que observou? 
 
4 - Os sedimentos que observou são arredondados ou angulosos?
 
5 - Qual é a tonalidade dos depósitos existentes no local da exploração a Nordeste (NE) das coordenadas?
 
6 - Após leitura da página da cache, qual é a tipologia de depósito de caulinos que considera existir neste local?

Se acredita ter concluído com sucesso os objetivos desta EarthCache e já enviou as respostas conforme solicitado, sinta-se à vontade para a registar como encontrada. Mesmo não sendo obrigatório, será bem vinda uma fotografia sua ou do seu GPSr tirada no local (desde que não revele as respostas solicitadas).

Os Caulinos

 
Translation ENDEESFR
 
Caulino
Figura 1 - Fragmento de Caulino
 
O caulino (ou caulinite) é um mineral argiloso, com fórmula química Si2Al2O5(OH)4, gerado por alteração intensa e continuada que leva à perda de elementos químicos de minerais anteriores (como feldspatos e micas), sobrando os elemento mais resistentes (menos solúveis), a sílica e o alumínio, formando um cristal de argila mais simples – este processo designa-se caulinização. A concentração do mineral diminui com a profundidade, à medida que a rocha-mãe está cada vez mais protegida de meteorização.

A caulinização ocorre em condições de acidez e de boa drenagem, aumentando com aumento de pluviosidade. Por estas razões, há quem assuma que os caulinos surgem em locais que já estiveram sob condições tropicais, mas isto não precisa de ser necessariamente o caso, dado que a presença de caulinos apenas indica condições de elevada meteorização (embora em alguns casos possam surgir caulinos metamórficos, resultado da ascensão de corpos magmáticos). Em Portugal existem dois tipos principais de rochas que estão na base da caulinização, os granitóides e os arenitos. A caulinização dá-se em granitos não-porfiróides. Não se conhece, com efeito, cauliinização em granitos porforóides - quando muito arenização - devido, segundo se julga, à existência de um maior volme e/ou maior superfície de exposição dos fenocristais ao ataque.

O mineral é formado pela caulinita, em geral de cor branca ou quase branca, devido ao baixo teor de ferro. Apresenta características especiais que permitem a sua utilização na fabricação de papel, cerâmica, tintas, entre outras. O início da utilização do caulino na indústria deu-se há muitos séculos atrás através da produção de artigos de porcelana. A  primeira  referência  ao  termo  caulino encontra-se  num  documento  chinês  datado  da  dinastia  Ming,  dos  séculos  XVII  e  XVIII. O termo  caulino  é  oriundo  duma  pequena  aldeia  denominada  Kauling,  localizada  na  província  de  Kiangsi,  onde  se  iniciaram  os  trabalhos  de  exploração  deste  material. A partir de 1920 teve início a sua aplicação na indústria de papel, seguida pelo uso na indústria da borracha. Mais recentemente, o caulino passou a ser utilizado na indústria de plásticos, pesticidas, rações, produtos alimentícios, farmacêuticos, fertilizantes e outras variedades de aplicações industriais.

Os depósitos de caulino podem ser encontrados em variadíssimos contextos, tanto geológicos como ambientais. Desta forma, a estrutura destes depósitos e as suas propriedades vão ser condicionadas por diversos factores que se tornam essenciais para a obtenção de conhecimentos preciosos relativos à génese e evolução destes depósitos.
 
Ambientes Diagénese
Figura 2 - Esquema da diversidade de argilas e ambiente de diagénese

Existem duas tipologias de depósitos de caulinos: residuais (ou primários) e sedimentares (ou secundários). Os primeiros são formados ‘in situ’ pela alteração de granitos, não havendo erosão posterior; os segundos correspondem aos materiais da alteração dos granitos, que sofreram erosão, transporte e sedimentação. Muitas vezes podem ocorrer depósitos mistos, ou seja, depósitos do tipo sedimentar, mas que na fração arenosa contem grãos de feldspatos alterados após a sedimentação. Os  processos  de  alteração  que  porventura  mais  contribuem  para  a  formação  dos depósitos  de  caulino,  serão  os  processos  químicos.

Nas áreas de Alvarães e Bouça da Guelha predominam os terraços aluvionares de 30 a 70 m que assentam sobre granito porfiróide cortado por numerosos filões pegmatíticos; o caulino é sobretudo sedimentar e ocorre em areias cauliníticas com intercalações lenticulares de argilas que constituem o horizonte superior dos terraços, mas também existe caulino residual gerado a partir de alteração de caulinos 'in situ' provenientes de granito e de pegmatitos. A geologia local caracteriza-se por depósitos fluviais e granitos cortados por filões pegmatíticos.
 
Corte Transversal
Figura 3 - Corte transversal de frente de exploração de um depósito de caulino
 
As principais classes dimensionais (seixo, areia, limo e argila) estão sempre presentes nestes sedimentos. A dimensão areia é dominante mas ocorre sempre associada a outras, quer maiores, areão e seixos pequenos, quer menores, limo e argila. Os sedimentos variam desde cascalhos arenolodosos a areias lodosas e lodos arenosos com e sem vestígios de seixos.

Na Formação de Alvarães é clara a independência entre dois tipos de transporte: rolamento e suspensão. A maioria destes sedimentos apresentam valores proporcionais à média, numa situação típica de transporte em suspensão graduada. A corrente que transportou os sedimentos teve competência suficiente para transportar partículas grosseiras em suspensão, pelo menos temporariamente e provavelmente junto ao leito. Existe perda gradual de velocidade de modo a formar depósitos desde cascalho a limo muito fino; os materiais mais grosseiros foram provavelmente deslocados por rolamento sobre o leito.
 
Sedimentos
Figura 4 - Alguns dos diferentes tamanhos de grãos transportados
 
Classificação de partículas.
Figura 5 - Classificação das partículas tendo em conta a d.e.e. (Dimensão Esférica Equivalente) de acordo com a classificação de Wentworth
   
Fontes: AQUI, AQUI, AQUI, AQUI, AQUI e AQUI.

Additional Hints (No hints available.)



 

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Last Updated: on 10/20/2017 11:25:46 AM Pacific Daylight Time (6:25 PM GMT)
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