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Necrópole de Sepulturas Rupestres

A cache by mateusvdr Send Message to Owner Message this owner
Hidden : 09/16/2019
Difficulty:
1.5 out of 5
Terrain:
2.5 out of 5

Size: Size: small (small)

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Geocache Description:


Necrópole de Sepulturas Rupestres

 

É na Aldeia da Faia que encontramos a maior necrópole de sepulturas medievais/rupestres de contornos antropomórficos do concelho de Sernancelhe, com 16 no total, 14 completamente escavadas e 2 ao que parece inacabadas. Em alguma bibliografia são contabilizadas 21 não sendo atualmente reconhecidas no campo.

É normal encontrar estas estruturas um pouco por todo o território nacional, normalmente ao abandono e esquecidas no meio de vegetação; muitas vezes em alto, no cimo de um qualquer barranco, outras vezes em zonas mais baixas, quase sempre escavadas em pedras de raiz, as pedras fixas (perafitas), só muito raramente se encontram em pedras móveis do tipo dos sarcófagos feitos em lasca de pedra fina, mas não tão profundas e sem tampa.

A designação mais correta para este tipo de estrutura escavada em rocha fixa será Sepulturas Rupestres, já que muitas não têm a forma do corpo humano (anthropós) sendo verdadeiros podomorfos gigantes, algumas apresentam-se retangulares, outras mais triangulares, parecendo por vezes autênticas “banheiras”, a que dada a sua simbologia aplicar-se-ia melhor o termo de “barcas”.

O povo chama-lhes por vezes pias, e com razão, é que quando situadas em sítios ermos e encostas agrestes, acabam por servir como cisternas ou reservatórios que guardam por largos períodos de tempo a água das últimas chuvas, e toda a bicheza bravia e doméstica sabe bem do seu poiso, matando aí a sede quando a canícula aperta e a estiagem se prolonga.

As várias orientações em que se alinham, não evidenciam nenhuma relação com nenhum dos pontos cardeais, no entanto, todas elas parecem ocupar uma zona de bordo relativamente a um espaço central mais altaneiro, como que esse espaço fosse dedicado a algum tipo de celebração ou adoração.

 

Função e cronologia:

 

Face aos elementos disponíveis, não há uma teoria verdadeiramente consistente que acerca delas justifique e dê alguma lógica à sua função e até à sua datação cronológica, tendo em atenção o fenómeno da Morte e os rituais próprios desta ou daquela época, sendo considerada a sua utilização de forma genérica, para a inumação ou a incineração dos corpos.

Não havendo unanimidade quanto à função, nem quanto à época a que pertencem, acontecem até, e no que à inumação se refere, fortes contradições entre as teorias propostas e o que na realidade concreta se passa, seja nomeadamente, a falta de profundidade das “covas”, seja a ausência de tampas, seja o serem parte dos alicerces de velhas capelas ou templos paleo-cristãos.

Quanto à datação cronológica propriamente dita, há quem as considere pré-históricas (Breuil), quem as situe na Baixa Idade Média quando se encontram junto de templos medievais (Amorim Girão), romanas ou paleo-cristãs dos primórdios do cristianismo (Rocha Peixoto), ou lusitanas pertencendo à época do ferro e funcionando até ao advento e instalação do cristianismo nos Séculos II e III dC e estiveram integradas em povoamento disperso que precedeu a romanização (Célio Rolinho Pires).

Enquadradas que estão estas sepulturas rupestres num povoamento disperso, inseridas obviamente na cultura lusitana, elas não escapam ao fenómeno da simbologia das Pedras que caracterizou o “modus vivendi” dos lusitanos. Tendo em atenção o pouco número de exemplares face à população que existiria, segundo os textos, elas nunca poderiam ter servido para inumar, mas poderiam servir sim, para expor o cadáver e honrá-lo antes da cremação, como se se tratasse de um velório. Seriam assim, camas ou campas expositórias.

O facto de aparecerem aos pares corrobora a ideia de que, uma seria para os homens e outra para as mulheres. Quando aparecem em grupos de três, a menor, por regra transversal às outras duas, serviria para os “novos”, que eram os “alvos” e os “ruivos” em sentido estrito, as outras duas seriam para os “velhos” igualmente em sentido estrito, ou seja, os casados.

 

Fonte: Centro Interpretativo Aldeia da Faia

Additional Hints (Decrypt)

Ngeáf qb zheb, nb aíiry qb fbyb, rager nf qhnf crqenf tenaqrf.

Aãb é arprffáevb erzbire dhnydhre crqen.

Decryption Key

A|B|C|D|E|F|G|H|I|J|K|L|M
-------------------------
N|O|P|Q|R|S|T|U|V|W|X|Y|Z

(letter above equals below, and vice versa)



 

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