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Gone with the Wind [Ilha do Pessegueiro]

A cache by Lusitana Paixão Send Message to Owner Message this owner
Hidden : 08/11/2020
Difficulty:
2.5 out of 5
Terrain:
3.5 out of 5

Size: Size:   other (other)

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Geocache Description:



Gone with the Wind [Ilha do Pessegueiro]

A faixa litoral entre São Torpes e o sul do concelho de Sines está integrada no Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina.

A Ilha do Pessegueiro é uma das áreas mais valiosas do concelho do ponto de vista ecológico e paisagístico. Área Protegida, é também um local de dormitório e nidificação de aves de várias espécies, (gralha, gaivota, corvo-marinho, etc.), algumas delas ameaçadas de extinção.

Numa visita à ilha, é possível atestar a robustez desta estrutura rochosa, coberta por vegetação rasteira e crespa, que se agarra à vida, num local pouco aprazível para seres terrestres. O pouco solo que existe é arenoso, parco em nutrientes, batido incessantemente pelo vento e farto em sal.

O antigo pesqueiro e tanques de salga da época romana, as ruínas do Forte de Santo Alberto, ou ainda a antiga pedreira do ancoradouro, são alguns dos pontos de interesse ainda hoje visitáveis na Ilha, testemunhos de um passado rico em história e lendas de piratas e corsários.

The coastal strip between São Torpes and the south of the municipality of Sines is integrated in the Natural Park of Southwest Alentejo and Costa Vicentina.

Ilha do Pessegueiro is one of the most valuable areas of the municipality from an ecological and landscape point of view. Protected Area, it is also a dormitory and nesting place for birds of various species (rook, seagull, cormorant, etc.), some of them threatened with extinction.

On a visit to the island, it is possible to attest to the robustness of this rocky structure, covered by undergrowth and curly vegetation, which clings to life, in an unpleasant place for terrestrial beings. The little soil that exists is sandy, sparse in nutrients, beaten incessantly by the wind and fed up with salt.

The ancient fishing and salting tanks of the Roman era, the ruins of the Fort of Santo Alberto, or the old quarry of the anchorage, are some of the points of interest still visitable on the Island today, testimonies of a past rich in history and legends of pirates.

Estrutura das Dunas/ Structure of the dunes

As edificações dunares não são exclusivas dos desertos de areia. Existem nas orlas litorais, em qualquer latitude, sempre que a extensão do areal da praia, a seco, seja suficiente, e haja vento soprado do lado do mar.

Existem duas principais classificações para as dunas: uma considerando o seu aspecto como parte do relevo (morfologia), e a outra considerando a forma pela qual os grãos de areia dispõem em seu interior (estrutura interna). A classificação baseada na estrutura interna das dunas leva em consideração, a sua dinâmica de formação, sendo reconhecidos dois tipos: as dunas estacionárias e as dunas migratórias. Algumas dunas acabam por se transformar em formações consolidadas, as chamadas dunas fósseis.

Dunas Estacionárias: Nas dunas estacionárias, a areia deposita-se em camadas que acompanham o perfil da duna. Deste modo, sucessivas camadas vão se depositando sobre a superfície do terreno com o soprar do vento carregado de partículas, partindo de barlavento em direção a sotavento, criando uma estrutura interna estratificada. Embora, a sotavento da duna, ocorra forte turbulência gerada pela passagem do vento, os grãos de areia permanecem agregados aos estratos em formação, o que tende a impedir o movimento da duna. Estas dunas ficam imóveis por diversos fatores, tais como aumento de humidade, obstáculos internos (blocos de rocha, troncos etc.) ou desenvolvimento de vegetação associada à duna.

Dunas Migratórias: À semelhança das dunas estacionárias, o transporte dos grãos nas dunas migratórias segue, inicialmente, o ângulo do barlavento, depositando-se em seguida no sotavento, onde há forte turbulência. Desta forma, os grãos na base do barlavento migram até o sotavento. Esse deslocamento contínuo causa a migração de todo o corpo da duna.

Dunas Fósseis: As dunas fósseis, também conhecidas como dunas consolidadas ou paleodunas, correspondem a um estádio do processo de evolução da areia solta para a rocha arenito, processo que dura milhares de anos. Ao longo do tempo, a acção de um cimento calcário (proveniente da dissolução dos fragmentos de conchas que compõem a areia) ou argiloso provoca a aglutinação progressiva dos grãos de areia, originando a duna consolidada.

Nas praias, os ventos dominantes, quando animados de energia suficiente, varrem-lhes as areias com as quais alimentam as acumulações dunares, fazendo-as progredir para o interior, invadindo as terras de cultivo, sendo conhecidas velocidades de progressão dunar na ordem dos 25 m/ano. Desde que a topografia o permita, as dunas assumem grandes extensões, no geral, paralelas à costa, constituindo cordões que, por vezes, se alargam alguns quilómetros para o interior, podendo atingir alturas na ordem da centena de metros.

Nas dunas litorais trava-se um confronto constante entre a progressão da areia e a ocupação vegetal que se lhe opõe. Por falta de alimentação (na praia), ou quando a velocidade do vento abranda e, portanto, a sua capacidade de transporte diminui, a vegetação inicia a sua fixação e tende a alastrar, o que constitui um entrave à deflação (ação de varrimento pelo vento), incrementando-se a ocupação vegetal, até que a duna se fixa.

 

Dunes are not exclusive to sand deserts. They exist on the coastal fringes, at any latitude, whenever the extension of the beach sand, dry, is sufficient and there is a wind blown from the sea side.

There are two main classifications for dunes: one considering its aspect as part of the relief (morphology), and the other considering the way in which the grains of sand dispose inside (internal structure). The classification based on the internal structure of the dunes takes into account their dynamics of formation, with two types being recognized: stationary dunes and migratory dunes. Some dunes end up becoming consolidated formations, the so-called fossil dunes.

Stationary Dunes:In stationary dunes, the sand is deposited in layers that follow the dune profile. In this way, successive layers are deposited on the surface of the land with the wind blowing with particles, starting from windward towards leeward, creating a stratified internal structure. Although, to the leeward of the dune, there is a strong turbulence generated by the passage of the wind, the grains of sand remain attached to the strata in formation, which tends to prevent the movement of the dune. These dunes are immobile due to several factors, such as increased humidity, internal obstacles (rock blocks, logs, etc.) or the development of vegetation associated with the dune.

Migratory Dunes: Like stationary dunes, grain transport in migratory dunes initially follows the windward angle, then deposits in the leeward, where there is strong turbulence. In this way, the grains at the base of the windward migrate to the leeward. This continuous displacement causes the migration of the entire body of the dune.

Fossil Dunes: Fossil dunes, also known as consolidated dunes or paleodunes, correspond to a stage in the process of evolution from loose sand to sandstone rock, a process that lasts thousands of years. Over time, the action of a limestone cement (from the dissolution of the shell fragments that make up the sand) or clay causes the progressive agglutination of the sand grains, giving rise to the consolidated dune.

On the beaches, the dominant winds, when animated by sufficient energy, sweep the sands with which they feed the dune accumulations, making them progress inland, invading the cultivated lands, with known speeds of dune progression in the order of 25 Bro. As long as the topography allows, the dunes take on large extensions, generally parallel to the coast, forming cords that sometimes extend a few kilometers inland, reaching heights in the order of hundreds of meters.

In the coastal dunes there is a constant confrontation between the progression of the sand and the plant occupation that opposes it. Due to lack of food (on the beach), or when the wind speed slows down and, therefore, its transport capacity decreases, the vegetation starts to settle and tends to spread, which constitutes an obstacle to deflation (sweeping action by wind), increasing the vegetal occupation, until the dune is fixed.

 


Geologia da Ilha / Island geology

O arenito que atualmente compõe a A Ilha do Pessegueiro, terá sido, há cerca de 40 mil anos, areia solta que fazia parte do vasto campo dunar situado ao longo do Sudoeste Alentejano. Esse campo dunar estava repleto de formas de vida, algo distintas daquelas que agora povoam a região. Lobos, raposas, linces, lebres, veados e até elefantes terão deixado as suas pegadas nas areias de antigamente, transformadas hoje em arenito resistente.

Em dunas com 1 a 2 milhões de anos, os bioclastos são total ou parcialmente dissolvidos por ação da água das chuvas (ricas em dióxido de carbono), que percorre o interior do corpo dunar, caracterizado por elevada porosidade. O carbonato de cálcio resultante dessa dissolução reprecipita depois, contribuindo, juntamente com outros fatores, para a cimentação dos grãos de areia. Formam-se, assim, dunas consolidadas ou dunas fósseis, em que os grãos se encontram colados uns aos outros através de uma película calcária que os envolve. A ilha do Pessegueiro é formada por dunas consolidadas, e o forte em ruínas, que lhe fica em frente, foi construído com blocos desta rocha.

A forte erosão que o mar tem exercido sobre a ilha do Pessegueiro tem precipitado a queda de grandes blocos de arenito. Apesar da sua robustez, a ilha do Pessegueiro está a ser debelada, principalmente pela força das ondas e do tempo. Esta formação geológica é um bom exemplo da mutabilidade do nosso planeta. Parece-nos que a ilha esteve sempre ali, inalterável. No entanto, há uns milhares de anos era um campo de areias soltas afastado do mar e dentro de alguns outros milhares de anos será apagada da paisagem costeira.

Não há, de facto, pessegueiro na ilha, mas há, sem dúvida, uma notável biodiversidade, no presente e do passado, que urge divulgar e preservar, pela sua unicidade e valor.

The sandstone that currently makes up A Ilha do Pessegueiro, was, approximately 40 thousand years ago, loose sand that was part of the vast dune field located along the Southwest Alentejo. This dune field was full of life forms, somewhat different from those that now populate the region. Wolves, foxes, lynxes, hares, deer and even elephants will have left their footprints in the sands of yesteryear, transformed today into resistant sandstone.

In dunes 1 to 2 million years old, bioclasts are totally or partially dissolved by the action of rainwater (rich in carbon dioxide), which runs through the interior of the dune body, characterized by high porosity. The calcium carbonate resulting from this dissolution then re-precipitates, contributing, along with other factors, to the cementation of the sand grains. Thus, consolidated dunes or fossil dunes are formed, in which the grains are glued together through a limestone film that surrounds them. The island of Pessegueiro is formed by consolidated dunes, and the ruined fort, which faces it, was built with blocks of this rock.

The strong erosion that the sea has exerted on the island of Pessegueiro has precipitated the fall of large blocks of sandstone. Despite its robustness, the island of Pessegueiro is being subdued, mainly by the force of the waves and the weather. This geological formation is a good example of the mutability of our planet. It seems to us that the island has always been there, unchanged. However, thousands of years ago it was a field of loose sand away from the sea and within a few thousand years it will be erased from the coastal landscape.

There is, in fact, no peach tree on the island, but there is undoubtedly a remarkable biodiversity, in the present and the past, which needs to be disseminated and preserved, due to its uniqueness and value.

 

 

 

Como reclamar a cache/ How to claim the found

Para reclamar o found, envie as respostas às seguintes questões utilizando a caixa de mensagens:

1) A Ilha do Pessegueiro é uma duna Migratória, Estacionária, ou Paleoduna?

Justifique a sua resposta, indicando alguns elementos caracacterísticos deste tipo de Duna, que consegue observar no local a partir da coordenada publicada.

2) Qual o tipo de rocha predominante nos solos da Ilha do Pessegueiro?

a) Xisto

b) Calcário

c) Arenito

Classifique o tipo de rocha que identificou: trata-se de uma rocha Ígnea, sedimentar ou metamórfica?

3) Está junto às Ruínas do Forte de Santo Alberto, que foi edificado com blocos de rocha extraídos do solo da própria Ilha. Observe a rocha que constitui os vestígios do Forte: Qual a cor predominante da rocha? A sua textura é lisa ou rugosa? Consegue observar sinais de Erosão na rocha constituinte das Ruínas? Em caso afirmativo, enumere alguns exemplos.

Desloque-se agora para o Waypoint 2, junto à pedreira na extremidade Norte da Ilha: Aqui pode observar grandes quedas de blocos, testemunhos da Erosão que está a consumir a ilha.

4) Qual a altura do bloco de maior dimensão tombado? Quais os principais factores que provocam a forte Erosão da Ilha do Pessegueiro?

5) Adicione uma fotografia ao seu log, tirada num dos Waypoints, onde seja visível o geocacher e o respectivo nick name (não é necessário mostrar o rosto). Esta tarefa é obrigatória.

To claim the found, send the answers to the following questions using the message box:

1) Is Ilha do Pessegueiro a migratory, stationary, or Paleoduna dune?

Justify your answer, indicating some characteristic elements of this type of Dune, which you can observe on the spot from the published coordinate.

2) What is the predominant rock type in the soils of Ilha do Pessegueiro?

a) Shale

b) Limestone

c) Sandstone

Classify the type of rock you identified: is it an igneous, sedimentary or metamorphic rock?

3) You are nearby the Ruins of Forte de Santo Alberto, which was built with blocks of rock extracted from the soil of the Island itself. Observe the rock that constitutes the remains of the Fortress: What is the predominant color of the rock? Is its texture smooth or rough? Can you observe signs of erosion on the rock that constitutes the Ruins? If so, please list some examples.

Now move to Waypoint 2, next to the quarry at the north end of the island: Here you can see large falls from blocks, testimonies of the erosion that is consuming the island.

4) How tall is the largest block that has fallen? What are the main factors that cause the strong erosion of Ilha do Pessegueiro?

5) Add a photo to your log, taken at one of the Waypoints, where the geocacher and the respective nick name are visible (it is not necessary to show the face). This task is mandatory.

 

 


Fonte / Source

Fonte: Casa das ciências

Referência : Galopim de Carvalho, A. M., (2018) Dunas litorais, Rev. Ciência Elem., V6(3):058

Autor: A. M. Galopim de Carvalho

Créditos Fotográficos: lassm; Flora Cardoso

Source: Casa das ciências

Reference : Galopim de Carvalho, A. M., (2018) Dunas litorais, Rev. Ciência Elem., V6(3):058

Autor: A. M. Galopim de Carvalho

Pictures Credits: lassm; Flora Cardoso


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