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PENEDO DO CAVALO Mystery Cache

Hidden : 09/28/2025
Difficulty:
2 out of 5
Terrain:
2.5 out of 5

Size: Size:   micro (micro)

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Geocache Description:


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PENADO DO CAVALO # MARCO DE CANAVESES

 

                          PENEDO DO CAVALO

                        MARCO DE CANAVESES

História do Marco de Canaveses

Da antiguidade até meados do século XIX

O povoamento do território a que corresponde o atual município de Marco de Canaveses remonta a épocas bastante remotas, tendo sido encontrados importantes vestígios do período neolítico, nomeadamente alguns monumentos funerários.

Mais tarde, no que é a atual freguesia do Marco (mais particularmente, na freguesia do Freixo, antes da reorganização administrativa de 2013), havia instalada uma importante cidade romana com o nome de Tongóbriga (em latim: Tongobriga). Tongóbriga terá tido o seu apogeu no século I e início de século II e era um lugar por onde passavam várias vias de comunicação, nomeadamente uma estrada romana que ligava Braga a Mérida. A importância histórica do lugar apenas foi descoberta em 1980, quando aquele terreno era utilizado como terreno agrícola, tendo sido começadas imediatamente as escavações. Atualmente e após as escavações, é possível ver áreas habitacionais, necrópoles, um fórum, um teatro e o edifício das termas, estando ainda soterrada sob a atual vila do Freixo, no entanto, grande parte do que terá sido a antiga cidade romana. A Estação Arqueológica do Freixo e as respetivas ruínas estão abertas para visitas do público, assim como o museu, onde estão expostos vários artefactos recolhidos nos trabalhos de escavações. No lugar, também se encontra a funcionar a Escola Profissional de Arqueologia.

Nas margens do Rio Tâmega terá existido uma ponte romana, muito perto da ponte atual que faz ligação entre as freguesias de Sobretâmega e do Marco. Perto dessa ponte existiam águas termais (que, mais tarde, deram origem às Caldas de Canaveses) que eram aproveitadas pelos romanos e onde foram encontrados vários vestígios da sua presença. Mais tarde, no século XII, D. Mafalda, a primeira rainha de Portugal, mandou reconstruir a velha ponte romana, tendo sido terminada no reinado de D. Dinis. Perto dela, na atual Rua de S. Nicolau, construiu o seu Paço Real onde viveu enquanto dirigia a construção da ponte, de uma albergaria, duma capela e dum hospital de leprosos. O primeiro Rei de Portugal, D. Afonso Henriques, também ter-se-á prolongando em Canaveses durante visitas à sua esposa. O Paço Real, a albergaria e a capela ainda hoje existem, contudo, sofreram várias alterações ao longo dos anos. O hospital de leprosos desapareceu durante a construção da estada nacional e a ponte foi desmontada para a construção de uma nova em 1944, mais adequada para o trânsito automóvel. Essa última ficou em parte submersa, em 1988, após a construção da Barragem do Torrão e foi consequentemente destruída, sendo edificada a ponte atual a montante dessas antigas. Esse local, em território de ambas margens do rio, recebia o nome de Canaveses e foi elevada à condição de beetria (designação de localidade que gozava do direito de eleger todos os seus magistrados) por testamento de D. Mafalda. Mais tarde, a Beata Mafalda de PortugalD. Sancho I e, portanto, neta de D. Mafalda também viveu algum tempo no Paço Real edificado pela sua avó em S. Nicolau. Essa vila de Canaveses foi um dos grandes elementos impulsionadores para a importância que, várias centenas de anos mais tarde, a cidade de Marco de Canaveses ainda ocupa. Portanto, a história de Marco de Canaveses está intimamente ligada com a história da pequena vila de Canaveses.N ♦☺º 0○.0•0 W00◘º0•.○○◘

Desse período, chegam até aos dias de hoje vários exemplos de arquitetura românica. São exemplo dessa arquitetura no concelho: a Igreja de São Martinho de Soalhães, a ponte do Arco (na Folhada, sobre o rio Ovelha), o Mosteiro de Santa Maria de Vila Boa do Bispo, a Igreja de Santa Maria de Sobretâmega, a Igreja de São Nicolau de Canaveses, a Igreja do Salvador de Tabuado, entre outras edificações que ainda hoje podem ser visitadas.

Por terras de Canaveses, durante o século XIV, também terão passeado os dois apaixonados amantes D. Pedro e D. Inês de Castro, antes desta ser assassinada a mando do pai do então infante D.Pedro, o rei D. Afonso IV. Foi, também, em Canaveses, mais precisamente na Rua Direita de Sobretâmega que D.Pedro acampou com o seu exército durante a luta contra seu pai. A paz entre ambos acabou por ser assinada com mediação de D. Gonçalo Pereira, arcebispo de Braga, que ia e vinha do Porto a Guimarães e a Canaveses, onde se encontrava D. Pedro.[9]

Nos séculos que se seguem, o território que atualmente corresponde ao concelho de Marco de Canaveses foi habitação de várias famílias da nobreza que nos deixaram vários solares e casas senhoriais. A Casa dos Arcos (construída no século XVII), a Igreja do Mosteiro de Alpendurada (construída no século XVIII) e as inacabadas Obras do Fidalgo (estilo barroco, com construção entre 1740 e 1760) são exemplos de monumentos em Marco de Canaveses.

Em 1809, com o começo da segunda invasão francesa, liderada pelo Marechal Soult, correram notícias de que as tropas francesas estavam perto de Canaveses e, portanto, por temer a violência que já era associada aos invasores, decidiu-se cortar a ponte de Canaveses (a que havia sido edificada por D. Mafalda) e demolir parte dela, impedindo a passagem dos franceses pelo rio. De facto, esta decisão tornou-se eficaz, tendo impedido com sucesso a entrada das tropas invasoras em Canaveses. Contudo, a passagem para a outra margem foi feita mais tarde por Amarante, permitindo que Soult atravessasse o rio, mas por pouco tempo. Da defesa da ponte de Canaveses contra os invasores, fica este relato de um soldado francês:

"O General Caulaincourt, que nos comandava, pretendeu apoderar-se de Canaveses a fim de não deixar inimigos entre si e o Porto. Formou um destacamento de 500 cavalos e marchámos para Canaveses; não encontrámos ninguém até à nossa chegada a uma altura que domina a povoação: aí avistámos a alguma distância bandos de 15 a 20 paisanos que aparentavam não esperar senão o sinal para nos atacarem. Vestidos de negro ou de cor sombria, entre rochedos acinzentados, tinham o ar de fantasmas devotados à nossa perseguição e que nos vinham acusar da infelicidade do seu país: seguiam de longe os nossos movimentos e paravam quando nós fazíamos alto (…) Após duas horas de um combate muito vivo (sic) no qual tivemos 80 homens feridos todos pela frente, o destacamento regressou às alturas onde lutámos com os habitantes que nos tinham atacado de todos os lados, desde que a luta se tinha desencadeado sobre a ponte. (…) Operámos uma retirada sobre Penafiel, conduzindo os feridos. Fomos perseguidos até aos nossos bivaques por uma multidão de paisanos que pareciam sair da terra ou tombar das nuvens, desde que nos afastássemos um pouco".[10]

Da formação do atual concelho à atualidade

É importante lembrar que, por essa altura, Marco de Canaveses ainda não existia como concelho. Ao longo da história, o atual território esteve dividido em cinco concelhos — Benviver, Soalhães, Canaveses, Riba Tâmega e Portocarreiro — , seis coutos — Alpendurada, Tabuado, Entre os Rios, Tuías, Vila Boa do Bispo e Vila Boa de Quires — e uma beetria — Canaveses.

Em 1836, a Vila de Canaveses e o concelho de Tuías unem-se ao concelho de Soalhães, formando o concelho do Marco de Soalhães, administrado por Adriano José de Carvalho e Melo (que também foi comissário da Polícia no Porto e Governador Civil do Distrito de Bragança). Em 1852, com a união dos concelhos de Benviver e Marco de Soalhães, dá-se a fundação do atual concelho de Marco de Canaveses. Em 1853, Marco de Canaveses absorve uma parcela do concelho de Portocarreiro — Vila Boa de Quires, Maureles e uma parte de São Pedro de Canaveses.

E, por último, em 1855 a superfície total e atual do concelho de Marco de Canaveses ficou completa com a entrada das freguesias de Constance, Banho, Carvalhosa, Santo Isidoro e Toutosa (que antes pertenciam ao ex-concelho de Santa Cruz de Riba Tâmega).

Em 7 de janeiro de 1852, ano da fundação do concelho, Zé do Telhado, um famoso salteador português, muitas vezes descrito como o “Robin Hood português", e a sua quadrilha juntam-se próximo à Capela de Fandinhães (ainda hoje no mesmo local) para planear um assalto que se realizaria no dia seguinte. No dia 8, uma quadrilha de trinta homens, liderados por Zé do Telhado, assaltaram o solar do Carrapatelo e mataram a tiro o criado que se opôs à entrada da quadrilha. Este evento criou uma grande insegurança na população. Nesse momento, Adriano José de Carvalho e Mello, deputado e administrador do concelho de Soalhães, jurou que prenderia Zé do Telhado. No entanto, a lei não permitia à justiça de uma comarca entrar noutra, sem autorização do seu administrador. Esse entrave burocrático dificultaria a ação de Adriano de José de Carvalho e Mello e portanto, este solicita, envolvendo notáveis figuras do movimento da Regeneração, que seja criado um concelho que reúna em si os vários concelhos e comarcas vizinhos.

Em 31 de março de 1852, D. Maria II satisfaz a vontade de Adriano José de Carvalho e Mello, criando o concelho de Marco de Canaveses que anexa os concelhos de Benviver, Canaveses, Soalhães, Portocarreiro, parte dos de Gouveia e Santa Cruz de Riba Tâmega. E portanto, Adriano José de Carvalho e Mello fica para a história como o fundador do concelho de Marco de Canaveses, e dele é possível hoje ver um busto no Jardim Municipal.

Já com Marco de Canaveses como concelho, dá-se a 15 de setembro de 1878 a inauguração de da Estação Ferroviária de Marco de Canaveses, uma importante referência para o concelho, na extinta freguesia de Rio de Galinhas (atual freguesia do Marco). Essa estação faz parte do troço da Linha do Douro, o que permitiu aproximar o Marco tanto do Grande Porto como da Régua e do Pinhão, assim como impulsionando o desenvolvimento de toda a região. Importante também é notar que a eletrificação da mesma linha, entre Caíde e Marco de Canaveses, concluída em 2019, permitiu reduzir o tempo de viagem e aumentar a frequência de comboios que circulam entre Marco de Canaveses e Porto. Atualmente, no território desse concelho, existem três estações: a estação da Livração, a estação do Marco de Canaveses (em Rio de Galinhas) e a estação do Juncal (em Soalhães). Contudo, é importante notar que até à formação do atual concelho em 1852, o sítio do Marco - o alto do outeiro ao qual corresponde o atual centro da cidade de Marco de Canaveses - era uma zona maioritariamente rural, onde poucas casas existiam. Essa é uma das razões pelas quais, hoje, o centro da cidade é desprovido de edifícios antigos ou de monumentos (à exceção de alguns edifícios da segunda metade do século XIX). Tanto Canaveses, como Soalhães ou ainda Ariz eram mais urbanizados nessa altura do que propriamente o sítio escolhido para sede do concelho. Contudo, era no Marco que se realizavam as centenárias e importantíssimas feiras, na altura consideradas das melhores do Norte de Portugal. Essas feiras, onde também se vendia gado, eram realizadas no dia 3 e 15 de cada mês (nos mesmos dias que ainda hoje acontecem) e tiveram lugar até 1952 onde hoje se situa o Jardim Municipal. Além disso, o Marco também era lugar onde se encruzilhavam várias estradas que davam a Baião, vários cais do Douro, Penafiel, Porto e Amarante. Só com a inauguração da Câmara Municipal em 1912 e com aterros, desaterros, terraplanagens e calcetamentos é que o centro começou a ganhar algum aspeto urbano. É então nas décadas de 1910, 1920, e 1930 que começa o verdadeiro progresso do Marco que incluiu a chegada da luz elétrica (1927), o levantamento do Monumento aos Mortos da Grande Guerra na atual Praça Movimento das Forças Armadas (hoje o monumento encontra-se no patamar inferior do Jardim Municipal), o alinhamento de casas, o alargamento de espaços medievais, a construção do varandim do Jardim Municipal, o rasgar de avenidas e praças, a fundação do Futebol Clube do Marco, do Hospital e dos Bombeiros Voluntários.Tal foi a transformação que se operou nessas décadas que a primeira ata da reunião da Comissão Administrativa de 1920 escreve "nesta vila de Marco de Canaveses" e não "nesta Aldêa do Marco" como até então se escrevia.[11]

Em 1933, dá-se um acontecimento mediático e macabro em Marco de Canaveses. Na atual freguesia de Soalhães, Arminda de Jesus Pereira é queimada viva numa fogueira a céu aberto. Esse crime teve como principal motivadora a vizinha da vítima, Joaquina de Jesus Couto. Joaquina acreditava que Arminda se encontrava possuída pelo demónio e que a única maneira de a libertar desse demónio era queimando-a, pois ela iria ressuscitar salva no dia seguinte. Portanto, o marido de Joaquina, juntamente com um pequeno grupo de populares, acende a fogueira na qual colocam Arminda. Tudo isso preencheu os jornais de Marco de Canaveses e nos dias seguintes chega à impressa nacional. Por essa razão, a freguesia de Soalhães é, ainda hoje, conhecida como “a terra do mata e queima”.[12]

É apenas em 1993 que Marco de Canaveses é elevado a cidade, solidificando o seu estatuto e a sua importância na região. Na mesma década, em 1996, é inaugurada a Igreja de Santa Maria do Marco de Canaveses. Projetada pelo arquiteto Álvaro Siza Vieira, a igreja representa um novo conceito na arquitetura religiosa contemporânea, tornando-se um dos principais ex-libris da cidade.

Nos dias de hoje, a cidade e concelho de Marco de Canaveses tem-se desenvolvido a passos rápidos e é uma escolha para muitos que procuram a tranquilidade perto de um grande centro urbano. Nutrido de várias infraestruturas municipais e públicas, de múltiplas áreas verdes de lazer, bons acessos e redes de transporte, comércio forte e indústria presente, várias romarias e festas ao longo do ano, vida noturna ímpar na região, Marco de Canaveses é uma cidade para o presente e para o futuro.

A Cache:

A Cache não se encontra na coordenada publicada, para conseguirem lá chegar é necessário desvendar a coordenada final algures por aqui.

 

Não se encontra em muros, nem é necessário forçar nada, espero que deixem da mesma forma como a encontraram, para que a sua durabilidade se mantenha por muito tempo.

NOTA:

Não tem espaço para troca de lembranças, e não se esqueçam de levar material de escrita

 

 


 

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Additional Hints (Decrypt)

An Sraqn

Decryption Key

A|B|C|D|E|F|G|H|I|J|K|L|M
-------------------------
N|O|P|Q|R|S|T|U|V|W|X|Y|Z

(letter above equals below, and vice versa)