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Verde de Viana, na Vidigueira - BE43 EarthCache

Hidden : 01/24/2026
Difficulty:
3 out of 5
Terrain:
2 out of 5

Size: Size:   other (other)

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Geocache Description:


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Como validar as tuas respostas:

 
Dirige-te ao WP1 (coordenada publicada) e responde as questões indicadas

1 - Caracterize a rocha presente no ponto zero quanto ao tipo de metamorfismo, tipo de tensões sofridas e tipo de esforço e cor predominante.

2 - O bloco esta dividido a meio na horizontal e verticalmente a cerca de 1/3 da altura. Considera o bloco superior esquerdo e identifica se as bandas coloridas são paralelas, onduladas ou irregulares. Quantas bandas de cores consegues identificar?

Dirige-te ao WP2.

3 - Este bloco apresenta o mesmo tipo de padrão e cores que o WP1? Identifica a forma das bandas e cores!

4 - Anexa ao teu registo uma selfie ou foto do teu nick ou algo que te identifique encostado à estatua de Vasco da Gama próximo do WP2.

 

O Verde de Viana – um mármore único do Alentejo

O Verde de Viana é um mármore de grande valor geológico e patrimonial, extraído na região de Viana do Alentejo, no distrito de Évora.

Trata-se de uma rocha metamórfica muito característica, facilmente reconhecida pelas suas tonalidades verdes, frequentemente intercaladas com bandas claras e veios mais escuros.

 

 

Origem geológica:

Este mármore teve origem em calcários sedimentares, depositados há centenas de milhões de anos em antigos ambientes marinhos.

Durante a orogenia Varisca, esses calcários foram sujeitos a altas pressões e temperaturas, sofrendo um processo de metamorfismo que levou à recristalização da calcite e à transformação da rocha em mármore.

As cores verdes do Verde de Viana resultam da presença de impurezas minerais, ricas em ferro e magnésio, que foram incorporadas na rocha original e reorganizadas durante o metamorfismo.

Apesar desta transformação, é ainda possível observar estruturas herdadas da sedimentação original, visíveis sob a forma de bandas paralelas.

 

 

Exploração e utilização:

A exploração do Verde de Viana foi feita em várias pedreiras da região de Viana do Alentejo, algumas das quais se encontram atualmente desativadas. Este mármore foi amplamente utilizado em:

- Arquitetura

- Escultura

- Revestimentos urbanos e monumentos

A sua beleza natural e resistência tornaram-no um material de destaque, não só a nível regional, mas também nacional.

 

Importância geológica e educativa:

O Verde de Viana é um excelente exemplo de como uma rocha pode mudar profundamente sem apagar totalmente a sua história. Através da observação direta deste mármore, é possível compreender:

- A transição entre rochas sedimentares e metamórficas

- O impacto do metamorfismo na textura e cor das rochas

- A ligação entre geologia, paisagem e património construído

 

 
Rochas Metamórficas:
As rochas preexistentes, quando sujeitas a um ambiente diferente daquele em que foram formadas, sofrem alterações que restabelecem o equilíbrio com o novo ambiente.

Ao serem deslocadas para regiões profundas, podem ser mais ou menos alteradas a nível da composição mineralógica e/ou textura, sem que ocorra fusão. As rochas metamórficas, na sua generalidade, são formadas por processos de metamorfismo de contacto ou metamorfismo regional. São exemplos o mármore, gnaisse e quartzito.

 

 
Metamorfismo de Contacto:
Quando o magma ascende e entra em contacto com outras rochas (também chamadas rochas encaixantes), vai provocar o seu aquecimento. A área que é aquecida em torno do magma constitui uma auréola de metamorfismo.

Nessa zona, o aumento de temperatura provoca uma recristalização dos minerais da rocha encaixante.

As rochas geradas, ao contrário do metamorfismo regional, não apresentam foliação. Exemplos: mármore, quartzito e corneana.

 
Metamorfismo Regional:
Afeta zonas rochosas extensas, envolvidas em fenómenos tectónicos como a colisão de placas litosféricas e orogenia de cadeias montanhosas. Os materiais rochosos são sujeitos a temperaturas e pressões elevadas e à ação de fluidos circulantes que deformam e alteram a composição mineralógica das rochas.

As rochas resultantes, ao contrário do outro processo acima referido, apresenta alinhamento de minerais recristalizados e a direção destes é sempre perpendicular à direção da tensão aplicada no momento da formação da nova rocha. São exemplos a ardósia, lousa, mármore, xisto, micaxisto, ...

 

 
Tensões:
No interior da Terra existem tensões litostáticas e não litostáticas. A tensão litostática é aplicada igualmente em todas as direcções e provocando a redução do volume e o aumento da densidade das rochas.

A tensão não litostática é a pressão resultante dos movimentos tectónicos. Essas forças, chamadas de esforços, de natureza compressiva, distensiva ou de cisalhamento, provocam a deformação das rochas e a formação de bandagens de sedimentos de outro tipo.

 

 

 

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