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Found it Gato Maltês found O cantinho do Paulo

Tuesday, February 23, 2016Leiria, Portugal

23FEV2016 - 16:58

Já há umas semanas atrás esta geocache escapou à minha visita por uma “unha negra”, porque o tempo do relógio se revelou escasso e também porque já tinha cometido uma atrocidade enorme nessa mesma sortida. Não é que numa só pedalada de 80 e poucos quilómetros me atrevi a procurar e consequentemente descobrir dois tesouros?
Tivesse eu usado um ecológico TT, daqueles que fazem uma bela fumarada enquanto libertam quilos de CO2 e que deixam um rasto indisfarçável com os seus pneumáticos, e estariam reunidas as condições para ser um geocacher topo de gama. Mas não, não o fiz, assim como para piorar o meu estatuto, já por si só paupérrimo, também não tive a companhia de mais ninguém, nem atribuí à jornada um nome pomposo, daqueles bordado a siglas que só os intervenientes conseguem decifrar.
Agora que depositei a porção certa de ironia nesta introdução posso passar ao relato desta minha descoberta.

Saí de casa com o firme objectivo de ir espreitar e contemplar o oceano, uma vez que a temperatura era amena e os ventos não sopravam com a varonilidade habitual dos últimos dias.
O céu não estava limpo, mas os augúrios pluviosos não foram suficientemente persuasores para deitar por terra os meus intentos, pelo que passados largos minutos dei por mim pedalando por trilhos e estradas florestais do Pinhal do Rei.

Quem conhece o trajecto que a ciclovia desenha entre a praia do Osso da Baleia e a Nazaré, sabe o quão aprazível é sentir o aroma a mar e a pinhal, enquanto as manivelas do eixo pedaleiro vão transformando o movimento de vai e vem das pernas em quilómetros redondamente percorridos. Assim, numa azáfama monotonamente prazerosa e sem dar por isso, a paisagem entre as Pedras Negras e a Praia da Légua foi sendo apreciada ao ritmo que mais me aprouve.

Isto de pedalar mais de sete dezenas de quilómetros e só visitar uma geocache desprestigia qualquer geocacher com «pedigree», mas também tem algumas coisas boas, como por exemplo apreciar a natureza e desfrutar o momento. Mas que se lixe o estatuto! Sou um geocacher da treta, mas dou-me ao luxo de contemplar o que a mãe natureza tem para oferecer, sem pressas e outros “radicais livres”.

Atendendo à consistência do trilho, fruto da chuva que nos tem abençoado, consegui ir a pedalar até ao GZ e apenas desmontei quando avistei o que procurava. Sem urgências cumpri os procedimentos normais e sem medo de não ser sovina com o espaço no livro de registos, que é generoso por sinal, deixei o meu nome grafado numa caligrafia maiusculizada pelo prazer e calma que o local transmite.

Ao longe, sobre a Berlenga e os Farilhões, os raios do astro-rei iluminavam pedaços de mar, quase como no filme de Frank Capra, onde o anjo Clarence desce à terra para mostrar que “A felicidade não se compra”.

Não fiquei para o pôr-do-sol, porque o regresso também faz parte da jornada e a distância mais curta entre dois pontos não é um segmento de recta, mas sim o pensamento expresso na saudade.

Ao criador deste tesouro deixo o meu sincero agradecimento pelo momento fantástico que este me proporcionou.

OPC-TFTC
TNLNSL

Additional Images Additional Images

I I

II II

III III

IV IV

V V

VI VI

VII VII

infoThis is the original cache type consisting, at a bare minimum, a container and a log book. Normally you'll find a tupperware container, ammo box, or bucket filled with goodies, or smaller container ("micro cache") too small to contain items except for a log book. The coordinates listed on the traditional cache page is the exact location for the cache.
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