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Found it ZéSampa found Cântaro Magro

Thursday, August 8, 2013Guarda, Portugal

(Parte 1 de 2)

Magro sou

“Eis-me, o ícone da Serra da Estrela da neve. E o da sem neve também! O mais descoberto e marcado e que mais alcance atinge. Sou um vaidoso, o galã da montanha! Símbolo da grandeza deste lugar. E de poder! Sou a atracção mor de tão raro parque. O molde das mãos do vento e da neve fica sempre bem em mim. Sou, enfim, a matriz da estrela maior de Portugal.”

In “Momentos da Montanha, Manteigas e a Serra da Estrela”, Texto de João Gabriel Leitão - http://issuu.com/miguelserra21/docs/momentos_da_montanha

Depois do Gordo (http://coord.info/GLCW9YHH)... Seguindo o minucioso e estudado plano de expedição, seguia-se o mais alto e elegante dos três irmãos… O sedutor e emblemático Cântaro Magro!!!

Contudo, uma vez que um dos objetivos da expedição passava por evitar à força toda o contacto com a estrada... Ainda teríamos de descer e atravessar o Covão Cimeiro e subir até ao Magro pela íngreme Rua das Roseiras…

Mas o caminho até lá não seria fácil... Começando pela descida pela crista do Cântaro Gordo nos já famosos cinco apoios, quer a chegada ao Covão Cimeiro... Possivelmente a parte mais dura de toda a expedição, pois na ausência de qualquer trilho, a descida foi feita literalmente a cortar mato, por entre muita vegetação densa e alta, além de incontáveis blocos erráticos que constantemente se atravessavam ao longo do nosso “caminho”... Confesso que por momentos pensei que não sairíamos dali a não ser, claro está… Enfaixados em longos quilómetros de gaze em suspensão a muitos metros do solo ao som das hélices de um helicóptero de resgate…

Enfim… Mas quem me manda a mim meter na cabeça que não se podia pisar o alcatrão...

Por outro lado, a difícil descida compensou todo o esforço!!! Chegados ao Covão Cimeiro a perspectiva daquilo que nos esperava ganhava uma nova dimensão... Diante de nós um imenso e esguio pico erguia-se bem alto parecendo rasgar os céus!!! Nós cá em baixo, bem junto às suas raízes, éramos pequenos pontos que as pessoas observavam incrédulas lá em cima junto à estrada... Aos poucos três pequenas almas rasgavam caminho por entre os vales e encostas da dura Montanha, dirigindo-se até à Estrela das Estrelas desta imensa Serra!!!

Prostrados perante aquelas imagens e acima de tudo cansados... Aproveitámos a curta passagem pelo Covão Cimeiro para uma prolongada pausa, almoçando e recuperando as necessárias forças!!! Pois se até aqui tinha sido a descer... O que se seguiria faria-nos lembrar porque o Magro é no fim de contas tão alto...

Após a travessia do Covão Cimeiro e seguindo as mariolas que com naturalidade nos iam indicando o caminho… Chegávamos a um dos momentos altos de toda a expedição… A subida pela Rua das Roseiras!!!

A longa subida vista desde cá de baixo pode parecer desencorajadora…. Mas à medida que nos lançamos na épica ascensão, todo o suor perdido e cada pesado passo ganha uma nova dimensão perante o cenário colorido e agreste que caracteriza o sinuoso trilho!!! Talvez a emoção de alcançar o mais alto dos Cântaros falasse mais alto… Mas a verdade é que a longa subida parecia um jardim plantado à sombra da recortada silhueta do Magro!!! Talvez seja essa a razão do seu nome… Pois constantemente nos cruzávamos uma e outra vez com novas e peculiares espécies da flora que, não obstante o intenso calor de Agosto, floresciam numa explosão de cores e cheiros por entre as sombras dos aglomerados de rochas!!!

infoThis is the original cache type consisting, at a bare minimum, a container and a log book. Normally you'll find a tupperware container, ammo box, or bucket filled with goodies, or smaller container ("micro cache") too small to contain items except for a log book. The coordinates listed on the traditional cache page is the exact location for the cache.
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