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Found it Gato Maltês found Soft Water over Hard Stone [Porto de Mós]

Friday, February 8, 2013Leiria, Portugal

#609 @ 11:20

“Ai que saudades que eu tenho de visitar a Fórnea!” – Poderia ser este o texto circunscrito por um daqueles balões meio almofadados, que costumam ilustrar os pensamentos dos personagens dos livros de banda desenhada. Se assim fosse, uma caricatura minha estaria desenhada por lá, com um ar pensativo e saudoso do belo anfiteatro natural que a Serra d’Aire alberga.

Só no momento em que fui assolado pela palavra que não tem tradução direta para outra língua, que não a bela e harmoniosa a que Luís Vaz emprestou definitivamente o seu apelido, é que me apercebi que já tinham passado mais de três anos e meio desde a minha última visita aquele local.
Ainda me recordo com toda a nitidez, da primeira vez que me deixei impressionar pela imponência natural daquelas encostas que espraiam um declive irregularmente acentuado.

Foi na companhia de uns amigos, daqueles que fazem jus à nobreza do sentimento que deambula pelas fronteiras do amor, e que não deixam suspeição quando nos dão palmadinhas nas costas, que numa volta airosa de BTT me deixei envolver pelas veredas frondosamente verdes que dão forma a todo aquele cenário.
Nessa época e apesar de já possuir um gps, apenas o utilizava para não me perder e registar os trilhos que descobria, e não para procurar os recetáculos que hoje são a razão de relatos como este.
Este amontoado de emoções, levou-me a abrir o sítio virtual onde estão expostos, em jeito de prateleira de um hipermercado, os tesouros que ainda me faltavam visitar. Após selecionar o destino desejado, encontrei logo este, que apesar de ter o seu nome explícito em língua de contramão, serve o mesmo propósito do bem conhecido provérbio tuga “Água mole em pedra dura tanto bate até que fura!”.
Olhando para a informação disponível na página, concluí de imediato que esta geocache seria uma das pedras basilares desta atividade.

Após verificar que recentemente o seu atual progenitor a tinha acarinhado com a sua visita, suspeitei que estaria ali um tesouro bem preservado, daqueles que irradiam positivismo à distância, e que independentemente da energia que iria despender para calcorrear a íngreme encosta, no final o saldo de emoções seria certamente positivo.
“De amanhã não passa!” – Assim me fui deitar, com a vontade preenchida pela necessidade de matar saudades da Fórnea.

No outro dia, bem cedinho, preparei os apetrechos necessário e, num ápice, após o pequeno-almoço parti com o destino bem definido.
Em jeito de cumprimento, fiz a vénia respetiva ao painel que identifica o percurso pedestre e iniciei a caminhada. Ainda tive esperanças de escutar o cantarolar que o precioso líquido costuma entoar ao longo do leito do ribeiro após as abundantes chuvadas, mas apenas o piar envergonhado de algumas aves quebrava o frio silêncio.

Ao abrigo de um esplendoroso azul celeste, o caminho ia-se desenrolando por entre a paisagem nada monótona, ladeada pelas encostas oblíquas que o tempo esculpiu.
Mais à frente, vislumbrei o local onde a água costuma render-se à força gravítica que o planeta exerce sobre os corpos. Ali, apenas a seca cor esverdeada do musgo cobria a nua rocha do desnivelado degrau.

Mais à frente iniciei a navegação e fui seguindo o bem demarcado trilho. Após alguns minutos cheguei à Cova da Velha. Ali perto iniciei as buscas, que rapidamente revelaram o esconderijo.

Um raio de satisfação invadiu-me o espírito, e se ali tivesse um espelho poderia ter contemplado o ar de satisfação estampado na minha face. Na minha posse, estava o representante saudável de um verdadeiro tesouro com mais de uma década de existência. Para mim foi um enorme orgulho tê-lo descoberto e registado o meu nome no valioso livro de visitas. Só por isso já tinha valido a pena a aventura.

Depois foi o regresso pelo mesmo caminho, de alma cheia e com direito a um queijinho seco e uma ginjinha no café da Francelina.

O meu sincero obrigado ao owner por esta magnífica cache.

OPC – TFTC
NO TRADE

É por aqui!

Additional Images Additional Images

É por aqui! É por aqui!

A minha vénia... A minha vénia...

Beleza natural. Beleza natural.

As alternativas da escolha. As alternativas da escolha.

Entre veredas. Entre veredas.

A água que resta... A água que resta...

Reflexos de um firmamento. Reflexos de um firmamento.

O leito seco! O leito seco!

Caprichos simplesmente naturais. Caprichos simplesmente naturais.

Flores do tojo Flores do tojo

Mais água. Mais água.

A cova da velha. A cova da velha.

Correndo devagar... Correndo devagar...

Desgastando o caminho. Desgastando o caminho.

O anfiteatro. O anfiteatro.

Entre encostas. Entre encostas.

O explorador O explorador

infoThis is the original cache type consisting, at a bare minimum, a container and a log book. Normally you'll find a tupperware container, ammo box, or bucket filled with goodies, or smaller container ("micro cache") too small to contain items except for a log book. The coordinates listed on the traditional cache page is the exact location for the cache.
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