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Found it vsergios found XXL Challenge - [Minas dos Carris]

Saturday, October 4, 2008Vila Real, Portugal

Aquele inicio de trilho sempre me fez comichão, pois muitas foram as vezes que nas férias dos Verões quentes os banhos na cascata da Portela do Homem terminavam sempre com uma espreitadela trilho acima ou rio acima.
A vontade de explorar os caminhos mais inóspitos do Gerês sempre me assolou. Mas nunca a aventura passava para lá dos passeios pelos estradões e dos caminhos pedestres bem delineados. Nunca me queixei, pois qualquer passeio pelo Gerês é encantador, fresco e rejuvenescedor. Mas todas as manhãs, ao pequeno almoço em frente à tenda, a vontade era de pegar em nós e zarpar por esses trilhos adentro ao encontro de mais belas paisagens. De mais belos ribeiros. De mais belas cascatas. De mais belos prados... à procura dos Lobos. Lavávamos a tigela dos cereais, enfiávamo-nos no Range Rover, parávamos de sonhar e os passeios acabavam sempre por ser encantadores... sem terem no entanto a magia e a aventura de uma expedição.
Uma expedição. Era isso que eu gostava. Era com isso que há anos sonhava, principalmente depois de ver os relatos das anteriores aventuras dos expedicionários Mór. Estas caches perdidas no s pincaros do Gerês aliciavam-me a imaginação há muito e muito tempo.
Foi este ano que recebi um adorável convite para me pôr por maus caminhos. Fiquei maravilhosamente agradecido. Era a realização de um sonho.
Algumas semanas de preparativos, sempre ajudado pelos veteranos, para uma caminhada pela serra como nunca tido a oportunidade de ter feito.
Chegou o dia, ou melhor, chegou a noite e penosa caminhada começava.
Não sei se começava da melhor maneira, porque fomos assustados pelos vigilantes do parque exactamente antes de começar a dar corda às botas novas, e depois de uma atribulada viagem de carro desde Lisboa, que terminou com uns enjoos nas curvas da estrada da Mata da Albergaria após o pequeno almoço das seis da matina.
Mas os vigilantes não nos podiam estragar o sonho que estava a ser preparado há semanas, há meses. Inventámos que afinal iríamos dar uma volta até Vilarinho da Furnas, ou coisa parecida, deixámo-los ir à sua vida e... esperámos pelos três últimos companheiros que tinham ido estacionar as frenéticas viaturas na fronteira e, após o Manel saber do sucedido... "Ok, então vamos lá subir", disse ele sem qualquer dúvida...
E fomos.
Estava maravilhado. O Sol ainda estava escondido pelas altas montanhas e já nós tropeçávamos nas pedras do famoso trilho das minas.
A caminhada de cerca de cinco horas, praí, não poderá ser descrita de forma a que se fique a saber exactamente o que proporciona, pelo menos por mim. É o sabor da conquista de cada passo díficil, com o peso das mochilas, com o peso da barriga. Uma conquista saborosa compartilhada com os camaradas porreiros, ao longo dum vale encantado.
Aos poucos, e devagar, porque queria apreciar com carinho cada momento mágico que a serra proporciona, chegámos ao complexo das Minas. Cansados, derreados, uns mais que outros, mas com grande sorrisos nos lábios. Ainda tentei imaginar ali a vida há umas décadas atrás, mas é difícil, era uma vida muito dura, de certo e o meu pensamento estava ocupado com toda a beleza e do local e a aproveitar a leveza do ar que ali se respira.
Uma aula de geologia pelo PH, onde só não fui esclarecido a que horas é que os filões de quartzo vinham... mas que vinham do vale do rio homem... acho.
Após uns nacos de marmelada, umas frutas e umas litradas de água, seguimos caminho, agora com menos calhaus a atravessarem-nos pelos pés, até ao sonho da Nevosa.
Uma cache memorável. Uma excelente cache... mas acho que está a precisar de manutenção, oh Ricardo! Dá lá um pulinho.
Obrigado bastante,
Vitor Sérgio com Bruno, Cláudio, Costa, Luis, Manel, PH, Ricardo, Sagitários e Xinderela

alto! vamos beber águinha

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