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Found it joom found Torre de Babel

Friday, March 6, 2015Braga, Portugal

#5342 @12:10

Um regresso ao PNPG na primeira incursão do ano e como confirmação de FTFs num dia com amplitude térmica de 20ºC.

E com esta terminei a minha volta do dia, às caches, e nem fui procurar mais nenhuma para não estragar o sabor que sentia. Muito dificilmente encontraria melhor, foi efectivamente a sobremesa do menu de hoje. Aquela que fecharia, com chave de ouro, este matar de saudades do PNPG.

Até podia só escrever, Gostei e opc, como registo ou mesmo com um simples smile, mas por muito que seja sintético não consigo relatar o absoluto privilégio de vir aqui acima.

Mas começamos pelo início, estranhava que uma cache destas, ainda não tivesse visitas, e depois de uma visita pelos lados da Varziela, sentindo-me bem-disposto e capaz de mais uns quilómetros nas pernas decidi, e bem, vir para aqui.

Estudei o percurso em casa, e optei por estacionar na Casa da Malhadoura, mais uma das antigas casas florestais à espera de cair de maduro. Mais tarde e no regresso à ponte do Arado é que reparei que agora há uma placa nova a restringir o trânsito.
Daqui há um caminho e depois a parte pior, a subida rápida em altitude ao ver a pouca distância das curvas de nível, sem elevador e para ganhar os quase 400 metros de desnível que me separava do ponto zero.

O local não me é desconhecido de todo e já por diversas vezes me despertou a atenção de vários lados. É como se fosse um farol que nos chama.

Depois de ultrapassadas as dificuldades iniciais, a parte mais inclinada e na qual poupei alguns quilómetros de viagem nas pernas, cheguei a um velho prado, com o seu abrigo arranjado e tratei de procurar o trilho que me levaria lá para cima: a zona mais árida e quase coberta de granito. Por vezes é como andar numa enorme laje e com estas condições com uma extraordinária aderência.

Continuei por onde me indicavam as mariolas e de repente tinha a Rocalva ali à minha frente, e à direita, a subir pois claro, o meu destino. Escolhi aquele que me pareceu o melhor acesso e em pouco tempo estava no alto. Ali, com aquele fabuloso panorama à minha frente, aquele que só quem cá vem tem o absoluto privilégio, não me canso de repetir, de admirar.

Durante a subida pensei no tipo de contentor que iria encontrar, o tão em voga “container”, e se só se fosse uma engenhoca capaz de tirar uma imperial, ou fino nestas latitudes mais setentrionais, ou um café expresso, seria capaz de suplantar o absoluto deleite de vir aqui. Qualquer recipiente é esmagado pela beleza natural. Assombroso.

Aqui sentia-me como o anjo Gabriel, em cima da estátua da Vitória em Berlim, a observar o que se passava lá em baixo no filme de Wim Wenders. A diferença era que agora eu não via vivalma nem ia procurar quem iria morrer. De qualquer das formas vi três pessoas: par de raparigas que corriam na zona da ponte do Arado e um local com que me cruzei de carro já quase no estacionamento "legal".

Aproveitei um local mais abrigado do vento para assentar arraiais, tirei as botas, e fui procurar a cache. E lá está, já cá tinham vindo, e agora não eram os habituais. O registo não tinha data, mas seguramente foi esquecimento.

Fiquei ali, seguramente mais de meia hora ali no topo do mundo a identificar alguns dos picos, e caches, que se avistavam. Era só escolher.

Depois de acabar com tudo o que trazia para comer, resolvi descer por onde vim.

Extraordinária cache e que mostra outras tantas e locais para visitar e explorar.

Venha de lá essa multi que se for como esta já está ganho o dia.

Sem trocas
Obrigado pela cache

Casa da Malhadoura

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