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Found it Gato Maltês found Corno de Cabra Adventure

Friday, March 15, 2013Leiria, Portugal

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#616 - 16:55

Em tempos não muito distantes, que é como quem diz na semana passada, prometi ao owner desta cache que lhe faria uma visita.
Sabendo que em linha reta, desde minha casa até ao local onde estava a árvore ornamentada pelos chifres de um ruminante não me separavam mais de dezoito quilómetros, estimei que esta estirada “pedalística”, entre o ir e o voltar, seria um bom treino para a demanda Vicentina que em breve vou enfrentar.

Além disso, a vontade de provar que "cão e gato" podem coabitar saudavelmente o mesmo espaço contribuiu positivamente para a minha decisão. No entanto se dúvidas a assombrassem, as fotos e a descrição na página da cache, em jeito de ventania, arremessaram-nas para bem longe.

Um local ermo com história e estórias, onde o líquido que me atrai e encanta cantarola uma harmoniosa melodia, é o cenário ideal para me encher o âmago espiritual e me abrilhantar a aura.
Assim, e em jeito de explorador barato, preparei todo o material e como é óbvio (ou não), fui dar uma vista de olhos às previsões “mentirológicas”, já que um céu azulado com algumas nuvens fica sempre bem em qualquer fotografia.

De manhã, verifiquei que estavam reunidas as melhores condições para que o azul celeste se espraiasse planamente no papel virtual que segura as imagens, mas… com o aproximar da hora de almoço, a coisa começou a acinzentar. Como a sabedoria popular diz, e bem, que “Quem não tem cão caça com gato!”, sem querer fazer qualquer alegoria ao criador deste tesouro e a mim próprio, decidi não importar com as tonalidades tristes do céu e prosseguir com o meu intento de visitar este pedaço fantasma da história não muito antiga.

Entre muitas pedaladas e uma dúzia e meia de faixas mp3, lá alcancei o destino pretendido, bastando apenas colocar o meu seletor funcional em modo “geocachiano” para dar início à aventura.

A fisionomia das ruínas, salpicada em tons esverdeados que a vegetação primaverilmente apregoava, escondia por entre a penumbra recantos místicos e misteriosos. O perfeito equilíbrio, embora triste, de um local onde apenas a história pronuncia factos, aprisionou-me instantaneamente a imaginação e, o outrora ciclista de todo o terreno era agora um viajante do tempo a regressar ao passado.

O cantarolar escondido dos barítonos alados, acompanhado pelos tons húmidos do regato fugidio, retirou-me a vontade de sair dali. Mas há alturas em que não se pode parar, e esta era uma delas, pelo que em passos vagarosos, quase a roçar o pecado da preguiça, cheguei à eira onde em tempos o milho a absorveu a energia calorífica dos dias solarengos.

Depois de descoberto o primeiro ponto e após algumas aberturas e fechos, controlados ao milésimo de segundo, do obturador da máquina fotográfica parti no encalço do que supostamente estaria pendurado. Acontece que devido à falta de atenção na observação dos atributos deste tesouro, quem ficou pendurado fui eu.

O que salvou a demanda foi a ajuda de casa, não da minha, mas do owner que me esclareceu e em jeito de GPS telefónico me auxiliou na pesquisa do contentor final.

Depois de apreciado o local final e registada a minha visita, ainda me quedei por ali mais uns bons momentos a apreciar toda a envolvente que bem merece a contemplação de quem a visita.

Por pouco que os quase sessenta quilómetros da jornada não se transformaram num grande mas e perfeito “DNF”. Não que eu me importasse com isso, pois neste caso, como em muitos outros, o verdadeiro tesouro não é o contentor, mas sim a história que o envolve. E, para que conste publicamente e sem devaneios, este é muito mais valioso do que outros que ostentam a insistentemente procurada beleza artificial.

Agradeço pois ao owner a sugestão para esta visita, e também o apoio prestado durante o desenrolar desta singela aventura.
Assim eu sou feliz!

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A eira e suas ruínas.

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A eira e suas ruínas. log image A eira e suas ruínas.

Uma escadaria para lado nenhum. log image Uma escadaria para lado nenhum.

As senhorias das edificações. log image As senhorias das edificações.

Um sorriso escondido. log image Um sorriso escondido.

À espreita... log image À espreita...

Outra entrada... ou saída. log image Outra entrada... ou saída.

Uma passagem. log image Uma passagem.

Uma janela para o passado. log image Uma janela para o passado.

Uma tribo? log image Uma tribo?

O símbolo de alguém ou de algo. log image O símbolo de alguém ou de algo.

O forno. log image O forno.

Vegetação singela. log image Vegetação singela.

Uma pequena ponte. log image Uma pequena ponte.

O regato cantor. log image O regato cantor.

Aqui entrava milho e saía farinha. log image Aqui entrava milho e saía farinha.

Entre portas e janelas. log image Entre portas e janelas.

Outra cantoria harmoniosa. log image Outra cantoria harmoniosa.

A fiel e sempre presente... log image A fiel e sempre presente...

Quem vem lá? log image Quem vem lá?

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