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Found it DanaOHara found The Grey Havens

Saturday, July 21, 2012Lisboa, Portugal

Numa viagem a Lisboa para um curso de verão aproveitou-se para encontrar uns tesourinhos. O objectivo era fazer a 200 no Cabo da Roca no final da semana. Na agradável companhia de K!nder! Chegou o sábado. Saímos de casa, na zona de Campo de Ourique, e fomos em direcção a Oeiras. O objectivo era seguir pela costa e ir assinalando algumas bandeirinhas pela passagem. A 200 estava perto e o cabo da Roca também!
Finalmente lá chegamos! Já está quase a minha 200 e a ansiedade aumentava! Paisagens lindas!

Depois de umas caches pela zona... ficavam a faltar apenas 3 para a 200! Iniciamos o percurso e pelo caminho faço a 1984 de George Orwell. Um pouco mais à frente, no final da primeira fase, a do Gato Malhado e Andorinha Sinha. Estava terminada a fase 1 e restava avançar com cuidado para a fase 2. 198 caches.

Descer com cuidado, mas com cuidado MESMO que o declive era qualquer coisa! Meia a medo, meia a tremer com as alturas, lá fui descendo! Sempre a travar lá desci. Admito que aqui quase fui de cócoras agarrando-me ao que podia. O mínimo deslize ou escorregadela poderia ser o suficiente para as coisas correrem menos bem. O verdadeiro início da aventura. Belas paisagens a acompanhar toda a descida... Belo!
Depois de percorrido o caminho lá chegamos ao local que exigia um pouco de trepa e equilíbrio. Muita rocha e o mar azul lá no fundo... novamente belo!
Inconveniente do dia: demasiado vento. Aqui tive de me sentar por diversas vezes com medo de voar pelo ar. Uma earth e fico em 199!

Está quase! O grau de dificuldade aumenta sempre... o desafio é em crescendo. E que desafio! Já a entrar na fase 4, com as pernas a tremer, com as vertigens a gritarem mais alto e com o vento a parecer cada vez mais forte quase desisti. O vento quase se sobrepunha aos gritos das vertigens. E entre esses gritos e o uivar do vento... surgiu uma voz na minha cabeça a dizer-me que ia desistir.

Quase desisti encostada a uma rocha com medo de ser levada pelo vento, com medo de cair nas rochas e ali ficar, com medo de um milhão de coisas... com medo das alturas a que estava. Eu disse "eu não consigo mais, eu não consigo mais" e só pensava na semana decorrida a fazer caches com este propósito, com a manhã decorrida a contabilizar caches para este objectivo e só me ocorria o fracasso que seria. Ocorria que seria uma desilusão e que não me perdoaria facilmente. Quando o medo se apodera de nós ficamos a sentir-nos umas presas numa jaula, incapazes de fazer o que quer que seja.

Em segundos um outro pensamento foi mais forte do que esse "não consigo, eu desisto" e levantei-me e disse que fazia até ao fim. Bom, foram esses os segundos mais importantes deste desafio pois mostraram o quão somos capazes de fazer aquilo que nos achamos mais incapazes. Mostra o quão são importantes esses segundos de coragem. O verdadeiro desafio desta cache foram esses segundos. Segundos de coragem e de confiarmos em nós mesmos. Segundos em que estamos sós com o mundo e nos fazemos a ele.

(log a ser continuado em nota devido a limite de caracteres)

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O desafio! O desafio!

infoThis is the original cache type consisting, at a bare minimum, a container and a log book. Normally you'll find a tupperware container, ammo box, or bucket filled with goodies, or smaller container ("micro cache") too small to contain items except for a log book. The coordinates listed on the traditional cache page is the exact location for the cache.
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