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Write note Caracois Turbo posted a note for ARAE

Saturday, January 25, 2014Bragança, Portugal

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Ponto de vista feminino:

Medo, sim muito medo. Muita ansiedade, sobretudo quando a noite se fez sentir e a minha desorientação me traiu.

Levar crianças no grupo ainda me fez ficar mais ansiosa. Nunca pensei que um dia colocaria o meu filho numa situação destas, mas mais uma vez, e porque todos os elementos se ofereceram para ajudar com o miúdo caso fosse necessário, toca a andar.

É preciso construir pontes entre nós, e essas pontes de confiança estabelecessem em ambientes mais agrestes. Aprender a confiar, sempre a mesma coisa, sempre o mesmo desafio que espero vencer em cada nova jornada. O geocaching tem sido nesse ponto fundamental. Nenhuma terapia me colocaria tão ao limite e tão em comunhão com todos os meus medos.

Ser mãe é uma coisa estranha que se aprende todos os dias, não existem manuais que nos digam como e quando agir. Não existem receitas mágicas para as relações mãe/filho.

Aprendo a ser mãe todos os dias, e erro todos os dias nesta relação parental. Estabeleço limites mas não estabeleço confiança. Transfiro os meus medos e os meus receios ao meu filho. Tenho um Caracol Turbo (pai) nas relações, que antecipa as minhas ansiedades, que ignora os meus medos, que dá confiança ao Caracolinho, que o ajuda a ser mais e melhor, e sobretudo a superar-se e a vencer-se em cada desafio, por tudo isso um muito obrigado desde já por esta cache e pela dificuldade que é fazê-la.

Através dela foi possível mais uma vez fortalecer a relação pai/filho, ao mesmo tempo que me obrigou a gerir os meus receios, as minhas fobias e mais uma vez a descobrir no Caracol pai, a fortaleza e discernimento humano face ao imprevisto que me continua a apaixonar até hoje.

Passo a passo se foi fazendo a montanha, descobrindo nos metros que ora aumentavam ora diminuíam consoante os zigues eram maiores que os zagues, que o corpo humano é capaz de muito mais do que imaginamos.

Para lá uma alegria contagiante que confrontava contra a agressividade do terreno. Contudo do lusco-fusco se fez noite num instante. As lanternas iluminavam o suficiente mas não acendiam o clarão que a vista necessita para ver tudo.

Quando perdemos a noção do que está ao nosso redor tudo se torna muito mais complicado. Ainda assim íamos animados, era já ali, já não faltava tudo e era possível. Os receios se é que existiram (e existiram com certeza)eram vencidos pela vontade.

Após a descoberta da cache e do pico da euforia do FTF, foi o momento em que todos caímos em nós. Era noite cerrada e era necessário fazer o caminho de regresso.

O que os nossos olhos já não conseguiam ver era assustador. Fazer o caminho de regresso pelo de chegada estava fora de questão, era muito agreste e tínhamos crianças no grupo. Optámos por escolher outro, muito às apalpadelas evitando maiores declives ou subidas mais acentuadas. Escusado será dizer que não valeu de nada. Até encontrarmos o trilho de que falavam, a volta foi grande e sinuosa. Se em alguns momentos víamos lá ao longe as luzes da vila e isso nos dava alguma tranquilidade, momentos depois e por largos minutos deixámos de as ver. Acentuou-se o meu sentido de desorientação, exacerbou-se o meu medo.

infoThis is the original cache type consisting, at a bare minimum, a container and a log book. Normally you'll find a tupperware container, ammo box, or bucket filled with goodies, or smaller container ("micro cache") too small to contain items except for a log book. The coordinates listed on the traditional cache page is the exact location for the cache.
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