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Sunday, November 30, 2014Portalegre, Portugal

Parte 2 de 4

No Sábado deixámos Lisboa com destino a Vila Velha de Ródão. Ainda nem tínhamos chegado à povoação e já estávamos a estacionar nas imediações do castelo do Rei Vamba com o objectivo de fazer a abordagem terrestre à Porta direita através da cache “Far away, so close”. O intuito era mesmo ter a visão de cima, em todo o seu esplendor, do grandioso monumento que iríamos enfrentar no dia seguinte. Chegados à extremidade do abismo logo fomos presenteados com a visão literalmente avassaladora de ambas as Portas, em particular daquela que seria futuramente alvo da nossa aventura. Lá em cima, a várias dezenas de metros pairavam em círculo os grifos e talvez alguns abutres, únicos guardiões destas paragens isoladas. Mesmo neste ponto não é fácil descortinar um eventual caminho terrestre sem o auxílio de cordas, já que todas as paredes que rodeiam a gruta parecem ter uma inclinação bastante acentuada, fazendo esmorecer qualquer possível tentativa de abordagem. Felizmente, que a nossa seria por via fluvial, pelo que a única preocupação era saber se o local oferecia condições de atracagem segura para uma canoa/kayak e posteriormente se o terreno oferecia condições para uma progressão sem problemas.

No Domingo chegou então o dia da procura da cache, curiosamente o último disponível antes de esta entrar num (longo) período de inoperacionalidade. O dia acordou muito nublado e não com céu azul como esperávamos. Aliás na noite anterior chegaram mesmo a cair alguns aguaceiros nesta região. Isso não foi contudo suficiente para sequer beliscar a nossa motivação que estava bem no auge. Devido ao preço muito acessível do aluguer de kayak no local onde estávamos alojados, nem nos demos ao trabalho de trazer o nosso insuflável, que só de encher, desencher e sobretudo secar, já causaria algum transtorno. Por volta das 10.30h no cais fluvial, partimos finalmente de VVR rumo às tão apetecíveis Portas.

Logo nas primeiras centenas de metros, fomos brindados pelo primeiro aguaceiro da manhã que felizmente não durou mais do que uns 10 minutos. Depois, a chuva deu lugar ao silêncio que somente era quebrado pelo penetrar das pagaias na água, causando ligeiras ondulações naquilo que antes era um perfeito espelho de água, reflectindo de ambos os lados a monumentalidade da pedra bem mais ao longe. Não nos vamos esquecer destes momentos que decorreram após passarmos debaixo da ponte e a entrada nas portas, com somente estas à nossa frente. Parecia que estávamos no cenário de “O Senhor dos Anéis – a Irmandade do Anel”, quando esta irmandade, navegando em pequenos botes através do Anduin, se aproxima precisamente do cenário grandioso das Argonath, ou As Pedras dos Reis, simbolizando ambas os filhos de Elendil, Isildur (mais velho) e Anárion (mais novo). Inesquecível.

Com a aproximação às Portas e a largura do rio a estreitar, devíamos ser agora pequenos pontos insignificantes para quem nos estivesse a ver próximo do local onde estivéramos no dia anterior, na “Far away, so close”. Agora a próxima tarefa era encontrar um ponto adequado para a atracagem na margem. E foi isso mesmo que fizemos após uma breve prospecção pelos possíveis locais. Subimos a canoa para uma cota de cerca de 1m em relação ao nível da água, não fosse acontecer alguma súbita inesperada subida do nível da água, passível de levar o nosso meio de transporte.

infoThis is the original cache type consisting, at a bare minimum, a container and a log book. Normally you'll find a tupperware container, ammo box, or bucket filled with goodies, or smaller container ("micro cache") too small to contain items except for a log book. The coordinates listed on the traditional cache page is the exact location for the cache.
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