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Found it MichaelCarmichael found A Varanda do Conde

Saturday, October 6, 2012Vila Real, Portugal

Dr. Cuddy: You know, there are other ways to manage pain.
Dr. House: Like what, laughter? Meditation? Got a guy who can fix my third chakra?

Se há parte do meu corpo que eu não gostava de ser, as minhas pernas são as candidatas mais óbvias. Basicamente, porque fazem o papel de pau mandado da minha cabeça. Quando esta se decide a enveredar por um trilho visível, e suculento como um bom bife acabado de assar (ou uma colherada de tofu no prato, caso sejam vegetarianos e achem mesmo que o tofu pode ser suculento), continua descansadinha, altiva, no seu posto de vigia natural no cimo do meu pescoço. São os dois pilares da minha vertical forma que têm de arcar com as consequências e calcorrear terra, tornar ladeiras mais ou menos planas para a minha percepção, atravessar matagal... Fazer o trabalho duro para que os objectivos sejam cumpridos. Numa analogia política, a minha cabeça é o Passinhos, nosso líder, e as pernas o Povinho, nosso mártir.

Ir visitar o conde na sua varanda não foi muito diferente disto. Depois de ter despertado a uma hora demasiado pornográfica para ser despida num local público, entrei no Gerês assim em grande, num pequenino de sobe e desce de panorâmica larga, nebulosa e, numa palavra que Descartes usou amiúdes vezes, brutal. A rocha bruta desta serra, organizada em montanhas de Legos lá ao longe, dá um enlevo mágico a uma simples caminhada, como se fôssemos mais do que homens apenas por termos o prazer de respirar este ar, conhecer estes segredos, tocar este frio que nos princípios dos tempos era o calor primordial.
No entanto, tanto paleio bonito de nada serviu quando chegou o temível instante de visitar o conde na sua varanda. A transição soft/hard foi demasiado brusca e tive de de esquecer o ar místico, pois precisava mesmo de oxigénio. Os meu povinhos tossiam e berravam a cada novo desnível a tapar e vi-me obrigado a adoptar o meu mantra do dia: vou mais devagar, mas chego lá; e esta abordagem de sabedoria nepalesa, creio, permitiu-me Kontarr todos os metros de altitude deste conde pessoalmente, chegar ao topo e ver-me dividido entre desmaiar permanentemente ou puxar da máquina.
Venceu a segunda.
A cache não está nas melhores condições; mas lá está, quando eu cheguei lá acima, também não estaria exactamente num estado próprio. Só por isso, acabámos por ser almas gémeas!

Um olhar em redor fez-me ter a noção mais concreta de que a dor não tinha acabado, e eu me tinha esquecido do Vicodin em casa. Suspirei, loguei, arrumei e desci. O Torga pode dizer as coisas bonitas que quiser: está morto, não tinha de, como eu, subir as Gralleiras

TFTC

This entry was edited by MichaelCarmichael on Saturday, 20 October 2012 at 13:02:17 UTC.

infoThis is the original cache type consisting, at a bare minimum, a container and a log book. Normally you'll find a tupperware container, ammo box, or bucket filled with goodies, or smaller container ("micro cache") too small to contain items except for a log book. The coordinates listed on the traditional cache page is the exact location for the cache.
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