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Found it global trekkers found Convento do Tomina

Monday, March 3, 2014Beja, Portugal

#3322

Fabulosa caminhada por terras do interior alentejano em busca de um convento perdido entre montes e vales.

O plano inicial era procurar esta cache no Sábado (dia 1) e depois prosseguir viagem até ao Algarve onde iriamos passar o fim-de-semana. Devido aos caprichos da meteorologia, sob a forma de constantes aguaceiros e chuvisco durante o fim-de-semana, o nosso plano saiu gorado, pelo que agendámos nova tentativa no regresso, 2ªf (dia 3), em que as previsões eram bem mais animadoras.

Saindo de Lagoa (Algarve) por voltas das 9h, seriam perto das 12h30 quando finalmente estacionámos o carro no wp recomendado, perto do portão da herdade da Contenda.

Para a procura desta cache, conforme previamente planeado, trouxemos um “equipamento” especial da universidade que nos permitiu andar nestes terrenos com grande à vontade: 2 pares de botas vadiadoras que tantas vezes utilizado para as amostragens de peixes por pesca elétrica.

Este calçado veio inicialmente enrolado nos nossos pescoços, optando para já pelas clássicas botas de montanha. Mochilas preparadas, lanche aconchegado, pilhas, listing em papel e outro material indispensável para estas demandas, tudo estava devidamente acondicionado e arrumado.

Estava dado o mote para a partida que teve lugar sem mais demoras. Sempre a caminhar pela margem do rio, fomos apreciando a beleza destes vales e ribeiras, observando a avifauna sempre omnipresente, e os sinais da presença de vários mamíferos, os mais comuns sem dúvida, de javalis. Foi contudo o rio que mais captou a nossa atenção dado que estes ecossistemas têm feito parte integrante da nossa vida. Vários cardumes de pequenos peixes (possivelmente escalos e/ou bordalos) pontilhavam já nestas águas, dando a entender que a desova já começou, sempre mais cedo nestes rios intermitentes do sul.

Ao fim de algumas centenas de metros, substituímos as botas de montanha pelas botas vadiadoras e a história foi outra. Agora dávamo-nos ao luxo de cruzar a ribeira sempre que nos era conveniente (desde que profundidade não excedesse 1 metro), e várias foram as vezes que o fizemos. A distância até ao convento ia progressivamente diminuindo, até estarmos somente a 3 centenas de metros, quando decidimos abandonar as margens e subir a encosta até ao topo, adivinhando-se posteriormente o convento no vale seguinte. Esta subida um pouco íngreme permitiu observar várias pegadas de javalis que decerto já têm trilhos bem definidos conforme pudemos constatar.

Uma vez no topo da encosta, de imediato nos deparámos com a visão majestosa deste convento tão bem enquadrado na paisagem envolvente. Não deixa de estranhar tanta grandiosidade neste fim de mundo perdido entre montes e vale. Sem dúvida que os anteriores habitantes deste convento não devem ter encontrado melhor lugar para a meditação do que este. Bem que gostávamos de saber um pouco mais do dia-a-dia destas gentes e das tarefas e costumes a que se entregavam todos os dias das suas vidas.

Já a escassas dezenas de metros do convento, foi altura para procurar a cache que de imediato se revelou. Agora então tínhamos o tempo todo para nos dedicarmos à exploração do convento e área envolvente. Uma vez tiradas umas quantas fotografias ao local, por ali ficámos no topo de uma pequena elevação com vista privilegiada e onde pudemos finalmente fazer um belo picnic alentejano com direito a queijo de ovelha e enchidos de porco preto numa bela cama de pão alentejano. Só ficou mesmo a faltar um belo tinto da região para se compor ainda mais o cenário :)

Findo este merecido repasto, estava na altura de arrumar tudo e de nos pormos ao caminho. O regresso foi feito mais uma vez sem grandes sobressaltos, tendo tempo para observar todo este belo cenário com que a Primavera nos começou a presentear depois de um Inverno rigoroso. Momentos inesquecíveis que ficarão nas nossas memórias de caminhadas geocacheanas…

Obrigado pela cache e por este belo dia.

01_rib murtigao

Additional Images Additional Images

01_rib murtigao 01_rib murtigao

02_vai cheia a ribeira 02_vai cheia a ribeira

03_passagem para outra margem1 03_passagem para outra margem1

04_passagem para outra margem2 04_passagem para outra margem2

05_sempre a seguir as margens 05_sempre a seguir as margens

06_uma outra perspetiva da ribeira 06_uma outra perspetiva da ribeira

07_meandro 07_meandro

08_encontrado o convento 08_encontrado o convento

09_convento 09_convento

10_pausa para lanche alentejano 10_pausa para lanche alentejano

11_convento2 11_convento2

12_regresso a casa 12_regresso a casa

infoThis is the original cache type consisting, at a bare minimum, a container and a log book. Normally you'll find a tupperware container, ammo box, or bucket filled with goodies, or smaller container ("micro cache") too small to contain items except for a log book. The coordinates listed on the traditional cache page is the exact location for the cache.
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