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Found it Cachecolhe found Trilhos do Lis # 5: O canal escondido

Sunday, January 29, 2012Leiria, Portugal

#57, @ 10:43

No momento em que escrevo estas linhas, um dia depois da grande jornada, vale-me estar sentado em frente ao pc em cadeira convenientemente almofadada, não vá o incómodo no “sim senhor” resultante da pedalada, intensificar-se a ponto de desistir da escrita ou torná-la ainda mais breve.

Pela primeira vez, juntei-me à trupe “Põe-te a mexer”. Estavam reunidos alguns requisitos: ser perto de casa e a ideia de pedalar para dar cabo de algumas adiposidades juntamente com o salutar convívio junto de malta fantástica. Outro pormenor importante: a nossa relação com as bicicletas era praticamente equivalente, ou seja, pouco mais que inexistente. Na base deste handicap, iniciámos a nossa tour, que contou, para além de mim, com o Pe-r-di-me-team, o nvcosta, o davidejesus, a martinhagomes e o jjordao.

Após aferirmos e conferirmos os nossos veículos, pude constatar que os meus dois velocípedes seriam os merecedores do prémio “pior-chasso”: para além da pintura especial tipo art-déco, tinha outros pormenores interessantes que se vinham a confirmar mais tarde. Aliás, o preço que dei por eles há cinco anos, tinha sido a exorbitante quantia de 50 oiros. E isso não está ao alcance de qualquer bolsa. Durante o percurso, ainda tentei vendê-los por 15 oiritos. Clientes é que nem vê-los.

O plano de viagem era simples: trilhos do lis, sempre à beira do rio mais conhecido das redondezas. Começámos pela #5. Havia 20 quilómetros para fazer até ao local do piquenique, mais 20 no regresso. A coisa prometia. E cumpriu.
A maior parte dos contentores foi fácil de encontrar. O melhor do passeio – não desmerecendo nenhuma cache que, afinal de contas, foi o que nos proporcionou este belo dia – foi sobretudo o companheirismo.

Ainda antes da primeira paragem, já nós tínhamos de parar: alguém tinha soltado a corrente do seu veículo. De quem era o dito cujo: do “je”! Quem ia sentado nele: o nvcosta. Ui, começou bem. Mas não esmorecemos, porque a coisa até se resolveu muito bem e muito depressa.

Pelo trilho, em alternância com o registo das caches, íamos apreciando a paisagem. O passeio era descontraído, nada de pressas que a gente está aqui é para usufruir do momento.

Mais à frente, alguém da comitiva se queixa do guiador: epá, está solto! A vítima era, mais uma vez aquele que nós sabemos: o nvcosta. O gajo está talhado para aquilo. Foi um fartote. O davidejesus vinha apetrechado com umas chaves, mas que, julgou ele, não davam. Só mais uns quilómetros à frente, depois do condutor em causa quase ficar com aquilo na mão, a situação foi resolvida. Afinal, as chaves sempre davam, aliás, eram AQUELAS chaves.

À hora quase prevista estávamos a almoçar. E que bem que soube. Temos de agradecer à minha esposa e à do costa que, embora não integrando a comitiva, se prestaram a dar todo o apoio. Entretanto, já se começavam a ouvir as queixas de dores provenientes da região isquiática (isto de ter uma enfermeira no grupo faz crescer o nosso vocabulário anatómico).

Siga. Ainda há mais quatro ou cinco para fazer. E foi durante esse circuito que o veículo do Pe começou a dar de si. O pedal da direita já evidenciava traumatismos da viagem e teve que levar ali um curativo improvisado. Não No caminho de regresso foi o meu grande estoiro. O rolamento do carreto deu de si e a corrente acabou por partir. Continuem vocês que eu vou a pé. E lá os vi afastarem-se e eu agora sozinho nesta jornada. Enquanto aguardava pelo carro de resgate, continuaria o caminho com a minha companheira de viagem tão debilitada quanto eu. Por incrível que pareça, ainda me cruzei com a comitiva mais à frente. Quer dizer: ando eu a pé mais rápido do que eles de rodas.

Depois disso, acabou-se o passeio para mim. Eles ainda tinham muito para pedalar e alguns pedais até ficaram pelo meio do caminho.

Custou? Custou um bocadito. Foi bom? Foi óptimo! Para repetir? Claro!

infoThis is the original cache type consisting, at a bare minimum, a container and a log book. Normally you'll find a tupperware container, ammo box, or bucket filled with goodies, or smaller container ("micro cache") too small to contain items except for a log book. The coordinates listed on the traditional cache page is the exact location for the cache.
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