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Write note Gatarron posted a note for Cântaro Gordo

Saturday, June 16, 2018Guarda, Portugal

(continuação)

Para descer até à Lagoa há uma esteira de vegetação, de um lado, e um caminho pedregoso, por cima, pela crista onde está a cache a que se chamou Cântaro Esbelto (e que procurámos apenas superficialmente, sem a encontrar, porque estávamos focados no grande prémio; mas estava lá, viemos a saber depois). A vegetação, quando não há trilho aparente, pode sempre ser traiçoeira e mais difícil de vencer, por isso escolhemos o caminho das pedras, por onde pudemos progredir com relativa facilidade saltitando de bloco em bloco. A meio da nossa descida vemos os nossos companheiros do lado oposto da Lagoa, a meio da subida, já a caminho do cume do Gordo.

Depois de vencido o primeiro ponto, começamos a subida com mais uma passagem de ribeiro. O caminho por aqui não é nada evidente, e muitas vezes duvidamos de estar no lado onde é suposto seguir. Enquanto subimos, os blocos de granito parecem cada vez maiores, as paragens para recuperar fôlego sucedem-se com maior frequência e o declive acentua-se cada vez mais. Até que chegamos a uma espécie de terraço, onde há um trilho e a encosta está ainda cheia de neve refrescante, coisa estranha em pleno mês de Junho.
A partir daqui a subida é mais íngreme ainda, mas apesar disso, a certeza de que o destino final está já ali torna o derradeiro esforço bastante mais leve, e a subida da parede de granito faz-se com uma estranha alegria que encontra espaço no meio do nosso cansaço. Além disso, os nossos companheiros de aventura já estão à vista logo ali em cima, cada vez mais perto.

Sem sequer dar por isso, por trás de um dos muitos blocos de granito que ultrapassámos, vemo-nos subitamente sem obstáculos para vencer, com o cenário dos Cântaros enfim reunidos no Covão Cimeiro. Percebemos então que tínhamos chegado, que o Cântaro Gordo estava conquistado, e aquele formigueiro miudinho de desassossego que atravessa o corpo desde que pus os pés fora do estacionamento do Cântaro Magro desaparece finalmente. Encontramos então os nossos companheiros no ponto final, ainda com a cache na mão e a ultimar os respetivos logs, poupando-nos o trabalho de a procurar. Ficámos a conhecer o Joom, o Joca.Sara e o LAUDY_NÉ, que sobreviveram connosco a esta jornada ao Cântaro Gordo, e cuja companhia e a conversa que proporcionou tornou mais agradável o regresso à estrada transitável, por um caminho incomparavelmente mais fácil. É verdade que se pode fazer a cache diretamente por aí e aceder ao ponto inicial, com menos algum incómodo, e respeitando o plano do autor da cache. Mas não é a mesma coisa. Conquistar o Cântaro Gordo é uma viagem iniciática que implica um ritual de entrega e comunhão com a paisagem que temos em volta, e só essa provação é capaz de suscitar o maravilhamento que este milagre da criação do mundo tem para nos oferecer.
Nem é preciso dizer que deixo aqui um favorito.

Obrigado nat_cache pela cache!

infoA multi-cache ("multiple") involves two or more locations, the final location being a physical container. There are many variations, but most multi-caches have a hint to find the second cache, and the second cache has hints to the third, and so on. An offset cache (where you go to a location and get hints to the actual cache) is considered a multi-cache.
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