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Found it joom found The Stolen Gold of Romarigães [Paredes de Coura]

Sunday, February 21, 2016Viana do Castelo, Portugal

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Parte 2 de 2

Não por não ser possível avançar mais, e diminuir a distância para os outros pontos, mas pela simples razão, que é desta forma, a pé, que experiência desta cache é melhor sentida. Os cheiros do bosque com a água a correr, a inclinada subida até à Cruz dos Franceses, com tudo o que evoca, desde a emboscada aos fugitivos até ao esforço dos caminhantes da vieira, ou a visão das águas gélidas e cristalinas do ribeiro de São João.

Fomos então apreciar a envolvência da capela, acompanhados pela melodia quase monótona pelo correr das fugidias águas do vizinho caudal de água, e (re)contar quantos comedores de carne existem no local. Os comedores de fatias de pão recheadas com alguma iguaria tinham acabado de chegar e buscavam local apropriado para saciar os mendigos estômagos.

Já reconfortados minimamente, olhámos para o ponto de início do caminho, assinalado pelas características conhecidas setas amarelas, usadas dessa cor pois eram a que sobrava de umas obras da estrada nos anos 80, e para possíveis atalhos monte-a-fora. Não fossem as muralhas erigidas quase intransponíveis pelos inúmeros regatos, ribeiros e cursos de água que escorriam por todo o lado e teríamos ido a eito pelo bosque. O caminho até existia, mas iria ser, com certeza, uma má experiência se fossemos por ali, e de imediato a ideia de cortar caminho, poupando um par de centenas de metros, foi abandonada. Voltaríamos ao local onde as setas anunciam, qual arautos do exercício, como abandonar a segurança e planura do piso asfaltado e afrontar o piso irregular e milhares de vezes calcorreado, pelo meio do arvoredo.

Depois de assomarmos a vários patamares, as várias passagens do estradão de terra batida, lá vimos o aviso grafado a gema de ovo de galinha alimentada a milho, a 15 metros começa a sério. Coloco-me na pele de um peregrino, com quilómetros nas pernas, e a ver que agora, ainda é mais inclinado. A ideia que as setas não apontam só para a frente mas sim também para cima é agora uma dura realidade. O caminho para a cruz, está ali à nossa frente e estávamos perto do derradeiro ponto de recolha de dados. Aquele onde é necessária a medição usando unidades antigas e baseadas no corpo humano: palmos, pés, braçadas e afins. Que diferença abismal comparando por exemplo com o padrão oficial do metro: o espaço percorrido pela luz num determinado intervalo de tempo.

Com a cruz à vista, símbolo de uma emboscada por quem defende a sua terra e escorraça os saqueadores do hexágono, bastou cumprir mais uma dezena de metros e as medições, feitas virtualmente, foram confirmadas. Só faltava agora ir reviver os últimos tempos do transportador do pognon. Mas como existe aqui por perto uma cache, mas lá em cima e a convidar trilhar a mítica Labruja fizemos uma pausa na busca desta cache.

Regressados de novo à base da granítica cruz, coberta e enquadrada por uma quantidade significativa de pedras e outros objectos, testemunhas mudas, mas cheias de significado, deixadas por quem passa aqui em peregrinação, seguimos as indicações do aparelho electrónico a mostrar a direcção para a cache. Se encontraríamos os auríferos dobrões em local secreto e esquecido, era uma pergunta que nos vinha à cabeça.

No ponto zero ainda demorámos um bocado a encontrar a cache, não devido às esquivas coordenadas, mas sim porque desde agosto do ano passado todos os sinais de passagens anteriores foram apagados. Passado algum tempo, já com recurso à pista, a cache apareceu, seca, e ao olhar para o quase imaculado livrinho ninguém diria que se passou quase uma década desde que aqui foi colocada.
Mais tarde a ver a foto spoiler verifiquei as diferenças do local e no local para ver o que é musgo com alguns anos de vida.

O regresso foi feito pelo mesmo caminho e foi com a alma cheia que avistei o carro.

Encontrada na agradável companhia do Joca, dos Joca.Sara.
Sem trocas
Obrigado pela cache

A casa grande

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