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Found it Valente Cruz found The Last Tower

Saturday, November 26, 2011Porto, Portugal

As torres têm de facto um efeito interessante sobre os geocachers. Deixam em nós um misto de sensações díspares, entre as vontades e os receios. Esta não é excepção. Logo que saiu, criaram-se naturalmente muitas expectativas e, com alguma troca de palavras com o owner, ficámos a conhecer o tipo de material que seria necessário.

Numa primeira visita ao local, em dia de GeoInvestigação no Douro, comprovámos que, de facto, as hipóteses de fazer esta cache sem nada é praticamente impossível. É pena que as pessoas não sejam como os sonhos, aos quais basta uma brisa e lá vão eles.

Inicialmente, para este dia, estava programada uma outra cachada, lá para os lados da Serra da Freita. Mas, como começaram a surgir registos no sentido de programar a visita a esta torre e como seria uma excelente oportunidade, acabámos por mudar de ideias. Infelizmente, a Valente tinha compromissos de trabalho e não esteve presente. Afinal, alguém tem que se preocupar em pagar as contas.

Um pouco atrasado, quando cheguei ao local uma boa parte dos geocachers já lá estava em cima. Tempo então de ficar na conversa enquanto esperava pela oportunidade, que surgiu um pouco depois.

Ao primeiro pé colocado, durante a subida, senti um breve arrepio no corpo. Apenas mais tarde, quando já estava outra vez no chão e em segurança, compreendi o que tinha acontecido. Aquele toque tinha sido a minha primeira etapa:

Negação: De facto, ao subirmos o primeiro lanço, não acreditamos que exista qualquer risco. Parece fácil. Logo a seguir, mal metemos as mãos no velho ferro, percebemos que se calhar não é bem assim.

Raiva: Ficamos pendurados, envoltos pela escuridão, e sente-se alguma indignação: “Mas porquê é que eu me meto nestas coisas?! Estava tão bem em casa a ver um filme sobre geocaching. E o Pai Natal, como é que ele consegue trabalhar nestas condições?”.

Negociação: Ouve-se a estrutura a chiar e os canos a bater. “Aguenta, por favor, aguenta”.

Depressão: “A luz lá em cima ainda é tão pequena. Nunca mais lá chego. Não olhes para baixo… Não olhes para baixo”.

Aceitação: Depois de tanto ferro, um toque no cimento e sente-se uma libertação do êxtase. A aceitação da aventura, maior que a nossa vontade.

Lá em cima, todo o esforço e dificuldades da subida transformam-se num minúsculo parênteses e fica-se rendido à imensidão da paisagem, com o rio a serpentear entre as cidades.

Depois de enganar o medo com as vistas, foi tempo de descer e, curiosamente, o frenesi acabou por ser menor. Entre o primeiro patamar e o chão foi tempo para conversar sobre geocaching e mais geocaching e para combinar o local para o almoço.

Uma excelente cache-aventura, que vale por todas as sensações que nos faz viver, desde as dúvidas da subida até ao deslumbramento da vista. Muito obrigado aos geocachers que disponibilizaram o material e ao owner pela experiência!

infoThis is the original cache type consisting, at a bare minimum, a container and a log book. Normally you'll find a tupperware container, ammo box, or bucket filled with goodies, or smaller container ("micro cache") too small to contain items except for a log book. The coordinates listed on the traditional cache page is the exact location for the cache.
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