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Cidade Templária [Tomar]

A cache by carolangelpaul Send Message to Owner Message this owner
Hidden : 09/11/2007
Difficulty:
1.5 out of 5
Terrain:
1.5 out of 5

Size: Size: micro (micro)

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Geocache Description:


PT

CIDADE TEMPLÁRIA

No local da actual Tomar já existiram as cidades romanas de Nabantia e Sellium.
Depois da conquista da região aos mouros pelo Rei Afonso I de Portugal, a terra foi doada como feudo à Ordem dos Templários.
O Grão-Mestre desta Ordem, Dom Gualdim Pais, iniciou em 1160 a construção do Castelo e Convento que viriam a ser a sede dos Templários em Portugal.
O Foral foi concedido por D. Gualdim em 1162. A partir de Tomar os Templários governavam vastas possessões do centro de Portugal que, estavam obrigadas a defender dos ataques vindos dos estados islâmicos a sul.
Em 1190 a cidade foi cercada pelo Rei Almóada Yakub de Marrocos, mas os Monges Cavaleiros tiveram sucesso em defendê-la sob comando de Gualdim Pais.

Em 1314, sob pressão do Papa, que queria abolir a Ordem dos Templários de toda a Europa, o Rei D. Dinis, persuadiu antes o Vaticano a criar a nova Ordem de Cristo e transferir todas as propriedades e pessoal dos Templários para esta.
Esta Ordem foi sediada primeiramente em Castro Marim em 1319 mas, em 1356 regressou a Tomar.
No Século XV o clérigo Grão-Mestre passou a ser nomeado pelo Papa, enquanto o leigo Mestre ou Governador passava a ser indicado pelo Rei, em substituição de serem ambos eleitos pelos freires.
O Infante Dom Henrique foi designado mais tarde Governador da Ordem e, acredita-se que os recursos e conhecimentos desta lhe foram cruciais para o sucesso das suas expedições em África e no Atlântico.
A Cruz da Ordem de Cristo era pintada nas velas das caravelas que partiam, enquanto todas as missões e igrejas cristãs além-mar permaneceram sob jurisdição do Prior de Tomar até 1514.
A ainda existente Igreja de Santa Maria do Olival, com os seus símbolos místicos Templários, foi construída como igreja-mãe de todas as novas igrejas construídas nos Açores, Madeira, África, Brasil, Índia e Ásia.
O Infante Dom Henrique foi o primeiro depois de Gualdim Pais a renovar todo o complexo do Convento de Cristo.
Além disso desviou o rio Nabão, permitindo drenar pântanos e prevenindo cheias.
Deste modo a cidade conseguiu aumentar significativamente de tamanho.
As novas ruas foram desenhadas com a forma geométrica actual, segundo as suas orientações.


Com a expulsão dos Judeus de Espanha em 1492, a cidade acolheu grande número de artesãos, profissionais e mercadores refugiados.
A significativa população judaica deu novo ímpeto à cidade, com a sua experiência nas profissões e no comércio.
Estes foram vitais para o bom êxito da abertura das novas rotas comerciais em África na época dos Descobrimentos.
A sinagoga original, mandada construir pelo Infante Dom Henrique, ainda existe. Durante o Reinado de Dom Manuel II o Convento tomou a sua forma final no novo estilo Manuelino.
Com a crescente importância da cidade e, enquanto mestre do novo império comercial português, o próprio Rei pediu e recebeu do Papa o título de Mestre da Ordem.
No entanto, sob a pressão dos monarcas espanhóis, o Rei proclamou um Decreto em que todos os judeus que permanecessem em território português seriam após um breve período considerados cristãos.
Contudo, proibiu-os de partir temendo que o êxodo de judeus, homens de conhecimentos e endinheirados, prejudicariam o então florescente império comercial português.
Durante várias décadas os judeus nominalmente reconvertidos não foram molestados.
Depois do estabelecimento de um Tribunal da Inquisição na cidade, iniciou-se a perseguição dos judeus e judeus reconvertidos que, atingiu o seu apogeu por volta de 1550.
Muitos conseguiram fugir para a Holanda, Império Otomano ou Inglaterra.
Outros foram presos, torturados e executados em autos de fé. Grande parte foi expropriada, pois os seus bens revertiam para a própria Inquisição.
A esta bastava apenas uma denúncia anónima para poder expropriar qualquer rico mercador, fosse este judeu ou “cristão-novo”.

Com os distúrbios económicos que esta perseguição fanática provocou, a cidade perdeu grande parte do seu dinamismo económico.


Em 1581 a cidade acolheu as Cortes que aclamaram o Rei Filipe II de Espanha como Filipe I de Portugal.
Durante o Século XVIII Tomar tornou-se numa das cidades industrialmente mais vibrantes de Portugal.
O Marquês de Pombal abre em 1789 a Real Fábrica com um mecanismo hidráulico inovador. No Reino de Maria I foi fundada outra Fábrica de Fiação por Jácome Ratton.
O fluxo do rio era usado para produzir trabalho nesta e em outras indústrias (papel, vidro, sabões, sedas, metalúrgicas, etc).
Tomar esteve sob ocupação militar durante as Invasões Francesas ordenadas por Napoleão Bonaparte, contra a qual se revoltou.
Foi libertada pelas tropas luso-inglesas de Wellington.
Em 1834 foi abolida a Ordem de Cristo juntamente com todas as outras ordens religiosas em Portugal.

IGREJA de S. João Baptista


A reconstrução desta igreja começou em 1467 e terminou em 1510 (D. Manuel I).
Ladeando a fachada, com o seu magnífico portal estilo gótico tardio, pode ver-se uma torre de três corpos do mesmo período.
No interior podem ver-se valiosos e magníficos quadros: “Tríptico da vida de Cristo” de origem flamenga, “Degolação de S. João e Salomé apresentando a cabeça de S. João” de Gregório Lopes, “Ceia do Senhor”, “Maná no deserto” e “Missa de S. Gregório, Abraão e Melquisedec”.
A igreja foi classificada Monumento Nacional em 1947 pelo
Instituto Português do Património Arquitectónico (IPPAR).

Esperamos que goste da cidade.
Divirta-se e boa cachada.


ENG

TEMPLAR CITY (TOMAR)

Under the modern city lies the Roman cities of Nabantia and Sellium.
After the conquest of the region from the moors in the Portuguese “Reconquista” (conquering again), the land was granted in 1159 as a fief to the Order of the Knights Templar.It’s then Grand Master in Portugal, and Tomar's somewhat mythical founder, Gualdim Pais, laid in 1160 the first stone of the Castle and Monastery that would become the Head-Quarters of the Order in Portugal.

The “Foro” or feudal contract was granted in 1162 by the Grand Master to the people.
The Templars ruled from Tomar a vast region of central Portugal which they pledged to defend from Moorish attacks and raids.
In 1190 the town was besieged by the Muslim Almohad King Yakub of Morocco but the Knights successfully defended it.

In 1314, under pressure from the Pope, who wanted the Templars banned throughout Europe, King Dinis negotiated instead to transfer the possessions and personnel of the order in Portugal to a newly created Order of Christ.
This Order in 1319 moved south to Castro Marim, but in 1356 it returned to Tomar.
In the 15th century the (cleric) Grand Master began to be nominated by the Pope, and the (lay) Master or Governor by the King, instead of being elected by the monks.
Henry the Navigator was made the Governor of the Order, and it is believed that he used the resources and knowledge of the Order to succeed in his enterprises in Africa and in the Atlantic.
The cross of the Order of Christ that was painted in the sails of the caravels that crossed the seas and the catholic missions in the new lands were to be under the authority of the Tomar clerics until 1514.
Henry, enriched by his overseas enterprises, was the first ruler to ameliorate the buildings of the Convento de Cristo since its construction by Gualdim Pais.
He also ordered dams to be built to control the river Nabão and swamps to be drained.
This allowed the burgeoning town to attract more settlers.
Henry ordered the new streets to be designed in a rational, geometrical fashion, as they can still be seen today.

Just after 1492 with the expulsion of the Jews from Spain, the town increased further with Jewish refugee artisans and traders.

The Jewish improved the city with their trades and skills. Their experience was vital in the success of the new trade routes with Africa.
The original synagogue still stands. In the reign of Manuel I of Portugal the convent took its final form within the Manueline renaissance style.
With the growing importance of the town as master of Portugal's overseas empire, the leadership of the Order was granted to the King by the Pope.
However, under pressure from the Monarchs of Spain, the King soon proclaimed by Edict that all the Jews remaining within the territory of Portugal would be after a short period considered Christians, although simultaneously he forbade them to leave, fearing that the exodus of Jewish men of knowledge and capital would harm Portugal's burgeoning commercial empire.
Jews were largely undisturbed as nominal Christians for several decades, until the establishment of a Tribunal of the Inquisition by the initiative of the Catholic Clergy in the town.
Under persecution, wealthier Jews fled, most others were forced to convert.
Hundreds of both Jews and New Christians were arrested, tortured and burned at the stake in “autos da fé”, in a frenzy of persecution that peaked in around 1550.
Many others were expropriated of their property.
Jewish ascendancy, more than Jewish religion, together with personal wealth determined who would be persecuted, since the expropriations reverted to the institution of the Inquisition itself.
The town lost then with the persecution of its merchants and professionals most of its relevance as a trading centre.

In 1581 the city was the seat of the Cortes (Feudal Parliament) which acclaimed the King of Spain Felipe II as Portugal's Felipe I.

During the 18th century Tomar was one of the first regions of Portugal in industry.
In the reign of Maria I, with royal support, a textile factory of Jácome Ratton was established against the opposition of the Order.
The hydraulic resources of the river Nabão were used to supply energy to factories (paper, foundries, glassworks, silks and soaps).

Tomar was occupied by the French during the Napoleonic invasions, against which it rebelled.

Wellington with his Portuguese and English troops liberated the city afterwards.
In 1834 all the religious orders, including the Order of Christ, were extinguished.

S. João Baptista CHURCH

The reconstruction of this church began in 1467 and ended in 1510 (King D. Manuel I).
The church has two lovely entrance doorways and a three-storey bell tower with spire on the north corner of the façade.
The building has three naves and a superb tracery pulpit as well as six 16th century panels attributed to the painter Gregório Lopes.
The church was classified as a National Monument in 1947 by the Portuguese Institute of the Architectonic Heritage (IPPAR).

We hope you enjoy the city.
Have fun and happy caching.


Additional Hints (No hints available.)



 

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