O tema
Por todo o
país, mas em maior número no Norte e Centro, ladeando a beira das
estradas ou dentro de povoações, nas encruzilhadas, em matas ou
perto de cursos de água, na frontaria das casas ou dos pátios,
existem pequenos monumentos, erguidos em honra das Almas do
Purgatório, vulgarmente designados por «alminhas»
ou «nichos».
São pequenos
altares onde se pára um momento para deixar uma oração.
Em frente de umas
Alminhas
Não há decerto ninguém
Que não recorde saudoso
As almas que Deus Lá tem
Nas Alminhas da
estrada
Nunca passes sem rezar
Talvez um dia precises
Das preces de quem passar
É frequente
encontrar velas e lamparinas acesas, deixadas pelas pessoas que
passam no local, ou mesmo oferendas de flores. São pequenos
monumentos religiosos e um dos vestígios mais importantes da
arte popular portuguesa. Não se tem qualquer
certeza acerca da sua origem, mas sabe-se que a crença em deuses
protectores dos caminhos e das encruzilhadas é muito antiga. Não
existem certezas mas pensa-se, que foi no célebre concílio de
Trento de 1563 onde é redefinido o dogma da existência do
purgatório, reafirmando-se o sufrágio dos fiéis pelas Missas, a
oração e a esmola.
Ainda se
encontram em muitos lugares de Portugal. A sua arquitectura é
diversa e pode ser construída nos mais variados materiais. As mais
comuns apresentam painéis com Nuvens e Anjos, a Santíssima
Trindade, Cristo Crucificado, a Virgem Maria, Santo António, S.
Miguel com a balança e tantas outras figuras de Santos.
A
freguesia
S. Julião de Passos é um dos maiores pulmões
ecológicos do concelho, onde nasce o rio Labriosque que
atravessa a freguesia, das mais antigas do Minho, tendo sido
vila.
Do seu antigo e vasto património, destacam-se os vestígios
arqueológicos. Aqui, referência particular para uma
tampa de sepultura da antiga Necrópole Medieval
de S. Tomé da Serra que foi encontrada pelo padre
Mário César Marques e se encontra à entrada do cemitério
local.
Referência ainda para a Igreja Paroquial, datada
do séc. XVIII e cuja sacristia foi construída de 1779 a 1784.
O padroeiro é S. Julião.
A
Cache
Para
encontrar a Cache, siga as coordenadas iniciais e
dirija-se
à Capelinha Nª Sra. de
Lourdes. Aí, conte as barras do gradeamento que têm lança
(A) e as que não têm lança (B).
N. 41.31.
(685 – A)
W. 008. 29.
(915 + B)
Faça as
contas e siga para o 2º
ponto Nicho do N. Sr. dos
Trabalhos. Aí, procure as
coordenadas da cache final e boa
sorte!
Conteúdo
inicial da cache:Stashnote,
lápis, afia, esferográfica, logbook e alguns presentes para
troca.