Traditional Geocache

Lusitani: Douro

A cache by Osodrac Team (From Insano) Send Message to Owner Message this owner
Hidden : 7/8/2008
In Vila Real, Portugal
Difficulty:
1.5 out of 5
Terrain:
2 out of 5

Size: Size: regular (regular)

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Geocache Description:


O Douro é uma sub-região estatística portuguesa, parte da Região Norte, consistindo de concelhos pertencentes ao Distrito de Bragança, ao Distrito de Vila Real, ao Distrito de Viseu e ao Distrito da Guarda. Limita a norte com o Alto Trás-os-Montes, a leste com a Espanha, a sul com a Beira Interior Norte e o Dão-Lafões e a oeste com o Tâmega. Área: 4112 km². População (2001): 221 853. Compreende 19 concelhos:
Alijó, Armamar, Carrazeda de Ansiães, Freixo de Espada à Cinta, Lamego, Mesão Frio, Moimenta da Beira, Penedono, Peso da Régua, Sabrosa, Santa Marta de Penaguião, São João da Pesqueira, Sernancelhe, Tabuaço, Tarouca, Torre de Moncorvo, Vila Flor, Vila Nova de Foz Côa e Vila Real.

Esta é uma parte importante da Região de Trás-os-Montes, pátria de Miguel Torga que dedicou parte da sua obra, a esta terra mítica e agreste, onde o Homem se cruza com a Natureza.

 

Miguel Torga

 

O HOMEM E AS ORIGENS

Adolfo Correia da Rocha, que será conhecido por Miguel Torga, nasce em 12 de Agosto de 1907, em S. Martinho da Anta, concelho de Sabrosa, Trás-os-Montes. Filho de gente do campo, não mais se desliga das origens, da família, do meio rural e da natureza que o circunda. Mesmo quando não referidos, estão sempre presentes o Pai, a Mãe, o professor primário Sr. Botelho, as fragas, as serranias, a magreza da terra, o suor para dela arrancar o pão, os próprios monumentos megalíticos em que a região é pródiga.
Entra no Seminário, donde sai pouco depois. Emigra para o Brasil em 1920. Trabalha na fazenda do tio, é a dureza da "capinagem" do café. O tio apercebe-se das suas qualidades. Paga-lhe ingresso e estudos no liceu de Leopoldina, onde os professores notam as suas capacidades.
Regressa a Portugal em 1925. Entra da Faculdade de Medicina de Coimbra. Participa moderadamente na boémia coimbrã. Ainda estudante publica os seus primeiros livros. Com ajuda financeira do tio brasileiro conclui a formatura em 1933.
A família é um dos pontos fulcrais da sua vida. O pai, com quem a comunicação se faz quase sem necessidade de palavras, é um dos fortes esteios da sua ternura, amor e respeito. Cortei o cabelo ao meu pai e fiz-lhe a barba.(...) Foi sempre bonito, o velhote... Recorda os braços do pai pegando pela primeira vez na neta, recém nascida. O mesmo amor em poemas dedicados à mãe. Por sua mulher e filha um afecto profundo, também.
Uma parcela de arrogância, um certo distanciamento dos homens, timidez comum aos homens vindos dos meios humildes:

"Nem sempre escrevi que sou intransigente, duro, capaz de uma lógica que toca a desumanidade. (...) Nem sempre admiti que estava irritado com este camarada e aquele amigo. (...) A desgraça é que não me deixam estar só, pensar só, sentir só."

O desejo de perfeição absoluta e de verdade:

"Que cada frase em vez de um habilidoso disfarce, fosse uma sedução (...) e um acto sem subterfúgios. Para tanto limpo-a escrupulosamente de todas as impurezas e ambiguidades."

Não dá nada a ninguém, diz-se. Imensas consultas gratuitas como médico, desmentem a atoarda. Não dispõe de recursos folgados, confidencia a alguns amigos. Compreende-se: por motivos políticos, a sua mulher, Profª. Andrée Crabbé Rocha, é proibida de leccionar e, ao longo dos anos iniciais, altos são os custos editoriais do que publica...
A ideia da morte e da solidão acompanham-no permanentemente. Desde criança mantêm-se presentes no corpo e no espírito. Dos vinte e cinco poemas insertos no último volume do Diário, cerca de metade evocam-nas. Não porque atinja já uma idade relativamente avançada ou sofra de doença incurável. Na casa dos quarenta e até antes, já o envolvem. Não se traduzem em medo, mas no sentido do limite. Criança ainda, uma noite, sozinho, (...) desamparado e perplexo, assiste à morte do avô. O que não será estranho à obsessão.
No enterro de Afonso Duarte, ao fazer o elogio fúnebre afirma que a morte purifica os sentimentos.

"O homem é, por desgraça, uma solidão: Nascemos sós, vivemos sós e morremos sós."

Viajante incansável por todo o país e estrangeiro. Visita a China e a Índia já próximo dos oitenta anos. Pareço um doido a correr esta pátria e nem chego a saber por quê tanta peregrinação.
Os monumentos entusiasmam-no. Os Jerónimos, a Batalha e Alcobaça têm sentido na Alma da nação. Mafra é uma estupidez que justifica uma punição aos reis doiros que fizeram construir o convento. Os monumentos paleolíticos fascinam-no.
Sou uma encruzilhada de duas naturezas. De variadíssimas, dirá quem bem o conhece...
Morre em 17 de Janeiro de 1995. Enterrado em S. Martinho da Anta, junto dos pais e irmã.

A PÁTRIA É UM ÍMAN

Reino Maravilhoso de Trás-os-Montes, é um dos seus grandes amores. Sempre na sua alma viaja com ele, parece vê-lo em toda a parte. Surge a cada momento na sua prosa. Sempre enaltecida como terra de Deus e dos deuses.
Não sendo apenas dele, sê-lo-á apenas dos que queiram merecê-lo. Assim o diz em Portugal, onde faz um quadro de outro dos seus amores: o país.
Esta adoração conduz a excessos. No vizinho Minho mostra-se enfastiado com a presença permanente do verde. Desanimado, à procura de um Minho com menos milho, menos erva, menos videiras de enforcado. Encontra-o onde a relva dá lugar à terra nua, parda, identificada com o panorama humano. Ou seja: com o seu Trás-os-Montes natal.
Nesse seu torrão vê o que os outros não conseguem ver. Um paraíso onde basta estender a mão e logo se desentranha em batatas, azeite, figos, nozes. Um sem número de outras riquezas e mimos que nenhuma imaginação descreve.
Mas anos antes falara do Marão, que não dá palha nem grão, as crianças famintas a pastar ervas.
Reconhece que o estar bem jantado é condição para admirar a beleza da cor e do relevo dos cumes das serranias...
O exagero atinge níveis que só a simbiose da paixão com a poesia e os sem limites da genialidade explicam. As rixas entre os naturais que às vezes se agridem, (...) que parecem feras, resulta de uma exacerbação de puras e cristalinas virtudes...
Évora e os seus monumentos atraem-no vivamente. Ela sintetiza a diversidade dos povos anteriores, latinos, mouros e os outros…
O seu amor pela Pátria, um íman, surge linha a linha. Vai a Espanha, Verin e delicia-se do alto de um castelo a olhar Portugal.
Um tanto estranhamente aceita o conceito da multicontinentalidade, embora temperado pelo seu humanismo universalista. Mais tarde vinca as diferenças de privilégios entre as duas etnias.
Cada monumento, cada pedra, cada planície, o mar, a serra, desde que portugueses, são fervorosamente enaltecidos...
Um certo iberismo: a minha pátria cívica acaba em Barca de Alva, (...) a telúrica nos Pirinéus.
Não reflecte uma posição pela união política. É feito das própria referências a um legado cultural e um destino comuns. Em A Vida (Poemas Ibéricos) ao referir os povos vasco, andaluz, galego, asturiano, catalão e português, esquece os castelhanos. Colocando os heróis lado a lado, chama desumano e brutal a Cortez, enquanto de Albuquerque parece apenas que chora o seu chorar:

"(...) Por isso a Índia há-de acabar em fumo
Nesses doirados paços de Lisboa;
Por isso a pátria há-de perder o rumo
Das muralhas de Goa."

Publicado antes do livro, nos Poemas Ibéricos sobressairá o que dedica a Lorca. Antecedendo o prefácio da sua mulher à edição bilingue (português e castelhano em tradução de Eugénio de Andrade), Torga diz trazer torgas à rosa de Granada e que virá enquanto houver poesia, vida e povo na Ibéria.

Fonte: http://www.vidaslusofonas.pt/miguel_torga.htm

 

ENGLISH VERSION

THE MAN AND HIS ORIGINS

Adolfo Correia da Rocha, who will be known as Miguel Torga, is born on August 12, 1907, in S. Martinho da Anta, municipality of Sabrosa, in the province of Trás-os-Montes.  His parents are country people and he maintains strong ties with his origins, his family, the rural environment and the nature that surrounds him.  Even when they are not specifically mentioned, his father, his mother, his grade school teacher, Mr. Botelho, the crags, the mountains, the lean results of the earth obtained after much sweat and toil, the megalithic monuments so comun in the region, they are always present.
He enters the Seminary, but leaves soon thereafter.
He emigrates to Brazil in 1920. There, he works in his uncle’s coffee plantation havesting coffee beans. His uncle becomes aware of his qualities and pays for his enrollment and studies at Leopoldina High School, where his teachers also take note of his talent.
He returns to Portugal in 1925 and enters the School of Medicine at the University of Coimbra.
He participates moderately in the carefree activities of student life.  He publishes is first books while still a student.  He graduates in 1933, thanks to the financial assistance received from his Brazilian uncle.
His family is one of the focal points of his life. He hardly needs any words to communicate with his father to whom he devotes much love and respect.  I cut my father’s hair and shaved him...He was always handsome, the old man.He remembers the loving arms of his father holding his newborn  granddaughter for the first time.  He shows the same love for his mother in the poems he dedicates to her. And the same is true of the deep love and affection he holds for his wife and child.
There is a certain amount of arrogance, a certain detachment from other people, a type of shyness common to those who come from humble origins:

"I haven’t always written that I am intransigent, difficult, using a type of logic that borders on inhumanity...I haven’t always admitted that I was irritated with this person or that friend...Unfortunately, people don’t let me alone, to think alone, to feel alone."

There is a desire for absolute perfection and truth:

"That each phrase be a means of seduction, instead of an ingenious disguise...and that it be an act without subterfuge. To that end, I clean it scrupulously, removing all impurities and ambiguities."

He has the reputation of never giving anything to anybody. But that is idle talk, easily contradicted by the numerous patients that he takes care of, free of charge.  He confides to some friends that his financial resources are limited.  That is understandable:  for political reasons, his wife, Professor Andrée Crabbé Rocha, is forbidden to teach, and, in the first few years of publishing his work, he finds that editorial costs are high...
The idea of death and solitude is always with him. Ever since he was a child, these feelings have been present in his body and spirit. They are mentioned in about half of the twenty-five poems included in the last volume of Diário. Not because he has reached a ripe old age or because he is suffering from some terminal illness. They were with him even before he reached his 40s. They are not felt as some type of fear, they are, rather, taken as a type of limitation. One night, when he was a child, alone, unprotected, confused,  he witnesses the death of his grandfather.  This event is not alien to his obsession.
At the funeral of Afonso Duarte (TN: Influential poet in Coimbra circles), he states, in his eulogy, that death purifies  one’s feelings.

"Man is, much to his misfortune, a source of loneliness:  we are born alone, we live alone and we die alone."

He is a tireless traveler, in his own country and abroad.  He travels to China and India when he is close to 80.  “I must seem crazy running around my native land without even  knowing the reasons for such pilgrimages.”
He is excited by monuments. The Jerónimos, Batalha and Alcobaça monasteries have a deep meaning in the soul of the nation. The convent at  Mafra is a stupid affair which justifies any punishment for the kings who squandered gold to have it built. Paleolithic monuments fascinate him.
I am a crossroads where two natures meet. Those who know him well might add: innumerous natures...
He dies on January 17, 1995, and is buried in S. Martinho da Anta, near his parents and his sister.

THE FATHERLAND IS A MAGNET

The wonderful world of Trás-os-Montes is one of his great loves.  He carries it in his soul wherever he goes; it seems that he sees it everywhere.  It is always coming up in his prose, always praised as the land of God and of the gods.
It doesn’t belong to him alone, but it will belong only to those who wish to deserve it. So he says in Portugal, where he paints the picture of another one of his loves:  his fatherland.
This type of worship leads to excesses. In the neighboring province of Minho he finds himself bored by the permanent presence of the color green.  He is disheartened, looking for a Minho with less corn, less grass, less vineyards.  He finds it where the grass gives way to barren, gray-colored soil, identified with the human landscape.  In other words:  his birthplace, Trás-os-Montes.
This is his territory and he sees in it things that others fail to see. A paradise where all one needs to do is hold out his hand and he will be presented with potatoes, figs, nuts, olive oil and other countless riches and gifts that are beyond anyone’s imagination.
But in the past he had spoken of Marão,  which yields neither straw nor grain, where hungry children feed on the herbage available.
He recognizes that only with a full stomach can one admire the beauty of the  colors and the skyline of the mountains...
His exaggeration reaches levels which can only be explained by a symbiosis of passion and poetry and by his boundless ingeniousness. The disputes among the local citizens, sometimes translated into physical aggression,...like wild animals, are the result of an exacerbation of pure and crystal clear virtues...
He is strongly attracted by the city of Évora and its monuments.It synthesizes the diversity of all the peoples who came before: the latins, the moors and the others...
His love for his fatherland, a magnet, comes through in every line he writes. He goes to Spain, to Verin, and is greatly pleased by the view of Portugal from the top of a castle.
Strangely enough, he accepts the idea of multicontinentality, though he tempers it with his universalist humanism. Later, he stresses the differences in the positive characteristics of the two ethnic groups.
Each monument, each stone, each tract of flat land, the sea, the mountains, they are all passionately glorified, as long as they are Portuguese...
He has a certain Iberian political theory:  my civic native land ends in Barca de Alva...my earthly native land ends in the Pyrenees.
He does not reflect on a position regarding political union. Rather, his thoughts on the question are revealed in his references to a common destiny and a common cultural legacy.  In A Vida (Poemas Ibéricos) (Life: Iberian Poems), he mentions the  Basques, the Andalusians, the Galicians, the Asturians, the Catalans and the Portuguese, but he does not mention the Castilians. When he compares heroes, he calls Hernando Cortez inhuman and brutal, while he seems to merely shed the tears shed by Afonso de Albuquerque:

"And so, India will go up in smoke
In those golden palaces of Lisboa;
And so, the Fatherland will lose its way
to the walls of Goa."

In a poem dedicated to Garcia Lorca, published before Iberian Poems, Torga anticipates the preface written by his wife for the bilingual edition (Portuguese and Castilian, translated by Eugénio de Andrade), when he says that “he is bringing heather to the rose of Granada” and that he will be present “as long as  there is poetry, life and people in Iberia.

Fonte: http://www.vidaslusofonas.pt/miguel_torga.htm

O Local da Cache / Cache's Spot

EN: It's in São Martinho da Anta (Miguel Torga's Town), near Sabrosa. It's located near a megalitic monument, Madorras Mamoa, a spot wich gives you a great scenic view from Alvão and Marão Mountains.
Feel the Nature... feel the Marvelous Kingdom...

PT: Encontra-se em São Martinho da Anta (terra de Miguel Torga), perto de Sabrosa. Está situada junto a um monumento megalítico, a Mamoa das Madorras, local que proporciona uma bonita panorâmica para as serras do Alvão e do Marão.
Sintam a natureza... sintam o Reino Maravilhoso...

The Cache / A Cache

EN:The cache is an ordinary small box with the usual objects in it. Please leave it well hidden as was.

Inside the cache, besides the usual objects, you'll find a special sheet with a number. Please note this number and the cache name. Keeping together all 30 partial caches codes, you'll get the way to find the coordinates of the final Lusitani cache, which is hidden somewhere in Portugal.
Good luck!

PT :A cache é uma vulgar caixa de plástico com os objectos habituais. Por favor deixe-a exactamente onde e como a encontrou.
Dentro da cache, além dos objectos habituais, vai encontrar uma folha especial com um número. Por favor anote este número e o nome da cache. Juntando todos os códigos das 30 caches parciais, conseguirá obter as coordenadas da localização da cache final Lusitani, que está escondida algures em Portugal.
Boa sorte!

Para dúvidas ou esclarecimentos relativos ao projecto global das caches Lusitani, pode contactar os responsáveis pelo projecto: GeoDuplaP&F.

Additional Hints (Decrypt)

Ebpx

Decryption Key

A|B|C|D|E|F|G|H|I|J|K|L|M
-------------------------
N|O|P|Q|R|S|T|U|V|W|X|Y|Z

(letter above equals below, and vice versa)



 

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