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Como owner, se tiver planos para recolocar a cache, por favor, contacte-me por [url=http://www.geocaching.com/email/?u=btreviewer]e-mail[/url].

Lembro que a eventual reactivação desta cache passará pelo mesmo processo de análise como se fosse uma nova cache, com todas as implicações que as guidelines actuais indicam.

Se no local existe algum container, por favor recolha-o a fim de evitar que se torne lixo (geolitter).

Obrigado

[b] btreviewer [/b]
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Campa do Preto

A cache by Nacspics Adopted by Antúlios Send Message to Owner Message this owner
Hidden : 07/25/2008
Difficulty:
2.5 out of 5
Terrain:
1.5 out of 5

Size: Size: micro (micro)

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Geocache Description:



 

A CAMPA DO PRETO 

Uma tentativa de violação. Um escravo negro barbaramente assassinado e mutilado pelo fidalgo seu senhor. A revolta da população. Uma sepultura e o aparecimento de uma devoção idolátrica a um “santo preto” nunca reconhecida, antes perseguida, pela Igreja. E, não obstante, a resistência da tradição, do culto... da cultura popular.

Pretextos para uma conturbada “Viagem no Tempo” até à Campa do Preto, na pacata freguesia de Gemunde, às portas da Maia. 

Fica mesmo ao lado da estrada. Hoje como nos finais do século XVIII, quando aí terá sido erigida pela primeira vez a Campa do Preto, ou do Santo Preto como os devotos lhe gostam de chamar. Como aí foi parar é o que lhe explicamos na história lendária que se segue.

É a 1790 que, actualmente, a tradição faz remontar os acontecimentos que se descrevem. Em 1841, no entanto, a lenda parecia estar há já muito bastante arreigada, havendo textos desse ano que referem que os factos teriam tido lugar “naquelle sitio ha mais de dous séculos”. Ultrapassemos a questão cronológico, com um “era uma vez” um fidalgo prepotente e malvado que possuía um solar em Guilhabreu, a cerca de onze quilómetros de distância de Gemunde. Despeitado com as recusas que uma bela rapariga da região lhe havia dado, persegue a jovem tentando violá-la. Esta, no entanto, consegue refugiar-se num extenso campo de trigo, ludibriando o fidalgo que, enfurecido, ordena aos seus criados e escravos que cheguem fogo à seara, de forma a obrigar a jovem a sair ou morrer queimada.

Aconteceu, no entanto, que um escravo negro, que se embrenhara pelo meio do campo para atear o fogo, tendo deparado com a jovem, não só não a denunciou como, apagando a tocha, lhe permitiu a fuga.  

Enlouquecido de raiva, o fidalgo aparelhou o seu cavalo e partiu a galope, em direcção à Senhora da Hora. Mas, amarrado por uma corda, arrastou consigo o desafortunado escravo. Correu enquanto pôde o infeliz. Mas, rapidamente se viu prostrado, arrastado por terra, ferido... morto. Nem por isso desistia o fidalgo da sua cruel vingança, continuando a sua louca cavalgada. E, pelo caminho, foram ficando, horrivelmente mutilados, os membros e outros pedaços do corpo do escravo.

Revoltados com o que acabavam de assistir, as gentes da região lançaram-se furiosas na peugada do assassino enquanto, simultaneamente, recolhiam os retalhos do cadáver. A perseguição só terminaria em Gemunde, local onde encontraram a cabeça, o último elemento que faltava para completar o corpo do martirizado escravo. E aí mesmo, ao lado da estrada, lhe deram sepultura. Desde então a Campa do Preto tornou-se numa memória da “virtude dos mártires” e num símbolo da revolta popular contra as tiranias. Nascia assim a lenda, a tradição e, com elas, uma devoção muito particular e muito enraizada na população.

O culto idolátrico ao “Santo Preto” nunca foi aceite pela Igreja. Mas persiste e resiste até aos nossos dias. Não obstante as inúmeras tentativas que no passado foram desenvolvidas para lhe por fim. Entre elas foi particularmente feroz a ocorrida entre 1841 quando o “Prelado Diocesano” fez uma exortação pastoral sobre o tema, procurando desenganar a população e apelar ao arrependimento da “criminosa idolatria”. Na sequência  desta condenação por parte da Igreja ao culto e veneração naquele lugar, o Administrador Geral do Distrito, com o apoio de forças de infantaria e cavalaria saídas do Porto e que cercaram o local, procede a um “Exame e Averiguação (...) dos fundamentos que havia para a crença dos povos d’aquella e das visinhas freguezias, que veneravão alli a existência dos despojos mortaes de hum homem de cor preta que por tradição se diz fora sepultado naquelle sitio”. Três padres, dois juízes e dois médicos assistem, juntamente com uma multidão, e protegidos pelas forças militares, à escavação do local sem que tivesse sido encontrado qualquer vestígio da hipotética sepultura. As autoridades revolvem ainda mais as terras, arrasam uma pequena capela existente no local e confiscam os apetrechos do culto. Parecia o fim da Campa do Preto.

Mas a memória, a tradição e a cultura popular têm razões que a Razão desconhece e, apenas trinta anos depois, em 1871 uma Confraria mais ou menos clandestina fazia constar que os ossos estavam noutro lado a muito poucos metros de distância. Recrudescia a devoção. Apregoavam-se os milagres. Sucediam-se as romagens. Até hoje. Apesar do combate à “heresia” se ter prolongado também praticamente até há bem pouco. Na primeira metade do século XX, por exemplo, o pároco local excomungou as bandas de música que actuavam nas Festas da Campa do Preto. Outras recusavam-se a lá ir para evitar a mesma condenação...

 


À Campa do (Santo) Preto são atribuídas várias capacidades milagrosas. Parecendo ser particularmente eficaz na cura de cravos (e de resto são estas flores que predominam nas oferendas), são-lhe também solicitadas curas noutras áreas, como deixam facilmente transparecer as representações em cera de vários órgãos igualmente aí depositados.

A Campa foi sempre, também, de particular devoção para os pescadores e peixeiras do vizinho concelho de Matosinhos, como bem atestam a pedra de cobertura do mausoléu e o cruzeiro contíguo, datados de 1883 e 1892, promessas dessa gente em horas aflitivas de tempestade. De resto, os responsáveis pelas recolhas das oferendas recordam-se que, até muito recentemente, as notas e moedas depositadas nas caixas de esmolas frequentemente estavam impregnadas de escamas.

De particular significado para a população de Gemunde, e para ela prova das inquestionáveis potencialidades milagrosas do “Santo Preto”, é o facto de durante a Guerra Colonial, e ao contrário do que sucedeu em todas as freguesias vizinhas, não ter morrido um único jovem de Gemunde. Em África, sua terra natal, o “escravo santo” protegia, assim, os descendentes daqueles que lhe haviam dado sepultura e recordado até aos nossos dias o seu feito.

Independentemente das crenças de cada um, a “canonização popular” da Campa do Preto, como designou Pires de Lima, parece-nos ser um bom motivo de reflexão sobre as resistências da cultura popular nas suas mais diversas vertentes. Que o diga a própria Igreja que hoje parece ter enterrado o machado de guerra, tolerando aparentemente esta devoção.

 (texto: Suzana Faro e Joel Cleto)

Como Ver

A Campa do Preto propriamente dita é permanentemente visível. Deverá no entanto o visitante completar a sua deslocação, se possível, com uma visita à sede da Associação Beneficente da Campa do Preto. Localizada a poucos metros de distância, e dominando o terreiro no qual se implanta a Campa, esta colectividade, fundada em 1932, tem a seu cargo zelar pela preservação do monumento e é, também, a responsável pela organização das Festas e Romaria da Campa do Preto. No Salão Nobre da Associação vale a pena viajar pelos retratos dos velhos fundadores e beneméritos da associação, bem assim como contemplar algumas das oferendas ao “Santo Preto”. A sede, com um pequeno bar no piso térreo onde pode ser solicitada a abertura da Salão Nobre, está aberta todos os dias das 10.00 às 19.00 horas.

Momento privilegiado para visitar a Campa do Preto é o da sua festa que se realiza no primeiro domingo de Junho. Nesse dia, além dos habituais festejos, merece particular referência, não só a distribuição que a Associação faz de donativos a desprotegidos da freguesia, mas também o “Fado-Promessa”: uma série de versos dedicados ao “Santo Preto”, há já muito registados no cancioneiro da região, que são cantados por um fadista enquanto os romeiros vão pagando as suas promessas.

 

Que Comer

Cerejas.

Há já 60 anos que este fruto serve de disfarce, ontem muito mais do que hoje, à realização das festas da Campa do Preto, baptizadas, por esse motivo, pela designação de “Festas das Cerejas”. Vendem-se às cestadas durante as festas.

 

Para Saber Mais

Associação Beneficente da Campa do Preto – A Lenda da Campa do Preto. Folheto.

Hélder Pacheco – S. Cosme e Damião de Gemunde. O Grande Porto. Lisboa: Editorial Presença, 1986, p.80-82.

Augusto Pires de Lima – O Santo Preto. Processo Popular de Canonização. Porto: Junta da Província do Douro Litoral, 1949.

A Cache

A cache poderá ser considerada quase “Drive In”. Tem estacionamento perto e boas acessibilidades. A cache está inserida próximo da Zona Industrial da Maia, pelo que a presença de Muggles é muito frequente. Tenham o máximo de cuidado já que o local é lugar de culto e por vezes lugar de alguns “defumadouros” e afins… Irão encontrar uma cache do tipo micro, com tamanho semelhante ao de um rolo de 35mm e inclui um pequeno lápis.

Missão

Dar a conhecer a Lenda do Santo Preto e o local.

 

Additional Hints (Decrypt)

Dhrz rfcren, frzcer nypnaçn... qrfqr dhr aãb fr ngenfr!

Decryption Key

A|B|C|D|E|F|G|H|I|J|K|L|M
-------------------------
N|O|P|Q|R|S|T|U|V|W|X|Y|Z

(letter above equals below, and vice versa)



 

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