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Igreja Matriz de Atalaia Traditional Cache

This cache has been archived.

Bitaro: Olá FenomenalTeam,
Esta geocache foi arquivada por falta de uma resposta atempada e/ou adequada perante uma situação de falta de manutenção.
Relembro a secção das Linhas de Orientação que regulam a manutenção das geocaches:

O dono da geocache é responsável por visitas à localização física.

Você é responsável por visitas ocasionais à sua geocache para assegurar que está tudo em ordem para funcionar, especialmente quando alguém reporta um problema com a geocache (desaparecimento, estrago, humidade/infiltrações, etc.), ou faz um registo "Precisa de Manutenção". Desactive temporariamente a sua geocache para que os outros saibam que não devem procurar a geocache até que tenha resolvido o problema. É-lhe concedido um período razoável de tempo - geralmente até 4 semanas - dentro do qual deverá verificar o estado da sua geocache. Se a geocache não estiver a receber a manutenção necessária ou estiver temporariamente desactivada por um longo período de tempo, poderemos arquivar a página da geocache.

Se no local existe algum recipiente por favor recolha-o a fim de evitar que se torne lixo (geolitter).

Uma vez que se trata de um caso de falta de manutenção a sua geocache não poderá ser desarquivada. Caso submeta uma nova será tido em conta este arquivamento por falta de manutenção.

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Hidden : 09/09/2008
Difficulty:
1.5 out of 5
Terrain:
1.5 out of 5

Size: Size:   micro (micro)

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Geocache Description:


Igreja Matriz de Nossa Senhora da Assunção

Atalaia - Vila Nova da Barquinha

A povoação de Atalaia foi tomada aos Mouros por D. Afonso Henriques em 1147. Foi povoada por ordem de D. Dinis em 1315. Teve três forais: de D. Afonso II em 1212, de D. Dinis em 1315 e de D. Manuel em 1514.

A sua Igreja Matriz é uma elegante construção renascença que revela na sua fachada, de torre central sobre o pórtico e corpos laterais, certo eruditismo arquitectónico. O portal é lavrado com esmero, ao gosto da época, ostentando medalhões nos vãos.

Trata-se de um edifício quinhentista, joanino, com frontaria de cinco corpos distintos, sendo os dos extremos rompidos por arcos de passagem, de empenas descaídas a partir dos pilares dos cunhais e um conjunto interno a que dão realce azulejos do princípio do séc. XVII.

 

 

Mandada edificar cerca de 1528 por D. Pedro de Meneses, conde de Cantanhede, a igreja matriz da Atalaia, dedicada a Nossa Senhora da Assunção, é possivelmente o primeiro templo português a empregar uma "nova imagem espacial", desenvolvida depois das experiências com as tipologias intermédias entre o gótico mendicante e o classicismo - como os casos das matrizes de Caminha e de Vila do Conde.

 A sua traça foi elaborada por João de Castilho, sendo os programas decorativos do portal principal e do arco cruzeiro da autoria de João de Ruão, naquela que é uma das primeiras obras feitas pelo mestre normando em Portugal.

O templo da Atalaia possui planta longitudinal, com uma curiosa fachada dividida em 5 panos, uma vez que os panos laterais possuem empenas curvas com arcos de passagem de volta perfeita. Os cunhais do templo são rematados por contrafortes coroados por pináculos. O corpo central da fachada é destacado, possuindo quatro registos; no primeiro foi aberto o portal principal, o segundo possui uma janela perspectivada, e os dois últimos são constituídos pela torre sineira. Esta fachada que actualmente conhecemos na matriz da Atalaia não corresponde à edificação original, uma vez que foi muito alterada pelo restauro efectuado nos anos 30 do século XX. O elemento que merece maior destaque é efectivamente o portal, elaborado por João de Ruão, cuja composição apresenta duas pilastras, com nichos que albergam as figuras de São Pedro e São Paulo, enquadrando arco de volta perfeita encimado por entablamento repleto de motivos grotescos que ladeiam a pedra de armas de D. Pedro de Meneses. Quatro medalhões foram esculpidos com bustos, dois ladeando o arco, com as figuras de um jovem e um guerreiro, outros inseridos na base das pilastras, mostrando um homem e uma mulher. Este portal-retábulo demonstra um "pleno conhecimento do clássico", sendo evidentes as semelhanças que apresenta com outras obras do mestre João de Ruão.

Interiormente, a igreja divide-se em três naves de cinco tramos, com cobertura de madeira em três panos, e púlpito do lado do Evangelho, datado de 1674. As colunas jónicas que suportam os arcos da nave central não possuem qualquer decoração, à excepção das adossadas ao arco da capela-mor, que no seu capitel apresentam um modelo decalcado da obra Medidas del Romano de Diego de Sagredo, publicada em Toledo em 1526. No topo das paredes da nave central, intercalando com as janelas que iluminam o templo, foram colocados painéis de azulejo seiscentistas, figurando cenas do Antigo Testamento. As naves laterais são cobertas por silhares de azulejos enxadrezados ao nível do rodapé, sobre os quais foram colocados painéis semelhantes aos da nave central, com cenas do Novo Testamento. Na nave lateral do lado do Evangelho foi colocado o túmulo de D. José Manuel, segundo cardeal patriarca de Lisboa.
A capela-mor, coberta por abóbada de nervuras enquadrando o brasão do instituidor, típica das obras dos Castilho, possui arco formeiro decorado por motivos grotescos, com florões e candelabros. O retábulo de talha dourada setecentista colocado na capela-mor foi retirado durante o restauro do século XX, subsistindo uma imagem da Virgem com o Menino, possivelmente elaborado no início do século XVI.

 

 

 

Monumento Nacional Lateral Sul Torre Sineira Pormenor do Pórtico

 

Nave Principal

 

 

 

A CACHE: Esta é uma cache colocada a pensar, essencialmente, nos "viajantes" da A23  que, passando aqui tão perto, nem sequer imaginam a existência deste importante monumento. Menos de meia hora de interrupção na viagem bastará para, através da saída para Tomar pelo IC3, fazer esta cache. No entanto, a Igreja merece que se lhe dedique mais tempo.

Trata-se de um contentor micro, de forma cilíndrica (caixa de rolo fotográfico) com log book e stash note.

Esta é mais uma daquelas caches em que "quase não é preciso sair do cachemobil". Poderá ser feita com toda a segurança - o acesso é óptimo, o piso é de primeira e o estacionamento abundante.

Apesar de o movimento nas redondezas ser praticamente nulo, recomendamos, mesmo assim, os habituais cuidados a fim de que a cache vá sobrevivendo. Também por uma questão de sobrevivência, solicitamos que recoloquem o contentor como estava, bem fechado e com a tampa para cima, impedindo que a água da chuva ensope o conteúdo.

 

Boa caçada!... Good hunting!

Additional Hints (No hints available.)