Casa da Cultura - Casa Senhorial d`El-Rei D.
Miguel

O edifício onde está localizada a Casa da Cultura de Rio Maior,
desde 2001, resultou da reconstrução de dois edifícios
contíguos e unidos entre si; daí a referência ao Rei D. Miguel e ao
ilustre riomaiorense João Ferreira da Maia O conjunto
arquitectónico está situado no coração do centro histórico de Rio
Maior, ocupando uma área limitada a Norte pela Travessa do Espírito
Santo, a Sul pela Igreja da Misericórdia, a Nascente pela Rua Serpa
Pinto e, a Poente, pela Rua Mouzinho de Albuquerque.
A
- Casa Senhorial D´El Rei D. Miguel
A zona de implantação da Casa situa-se bem perto de um cruzamento
de duas importantes vias romanas, uma proveniente de Santarém, e
outra, de Lisboa. Na época medieval esta zona estava situada no
limite Sul da malha urbana da que foi a aldeia de Rio Maior.
A partir deste sítio a povoação cresceu, de modo lento, sendo, no
século XVI, a área preferida pelos abastados para construção das
suas casas, atraindo, também, estabelecimento de comerciantes e
ofícios.
Quanto à sua origem, pode situar-se na Idade Média tendo evoluído
sucessivamente até ao século XX. Contudo, o imóvel irá ter o seu
período de esplendor na segunda metade do século XVIII. Manterá
intactas as suas principais características adquiridas neste
período, nas fases seguintes de ocupação (séc. XVIII - XX)
Este imóvel possui uma estrutura típica de uma Casa Senhorial do
Alto Ribatejo, possuindo uma pequena Capela privada. O piso
superior (andar nobre) era destinado à área residencial, enquanto
que no térreo instalavam-se os animais, arrumos diversos e a
cozinha.
O imóvel sempre foi conhecido por Casa de D. Miguel por se saber
que o rei aqui estacionou no período conturbado da Revolução
Liberal.
As suas fachadas, de relevante interesse arquitectónico,
integram-se na linguagem estética do Barroco.
Um dos principais interesses histórico-culturais do edifício reside
no facto de possuir, no seu interior, tectos de madeira, pintados,
tendo um deles, ao centro, um escudo com as armas reais
representadas. Estes tectos foram retirados para restauro.
Estudos arqueológicos realizados pela Secção de Arqueologia e
História da Câmara Municipal de Rio Maior conduziram à descoberta
de vestígios que vão do período romano ao século XX. Destes
destacam-se restos de um forno romano e de um enterramento,
possivelmente do mesmo período; vestígios de casas medievais (séc.
XV); um silo e um enterramento de uma criança (por datar) e uma
alfaiataria do século XIX.
A Casa Senhorial compõe-se, hoje, de um Espaço de
Exposições, com uma entrada para visitantes, interligação
dos diversos compartimentos e comunicação com o edifício
lateral.
B - Casa da Cultura João Ferreira da Maia
A Casa da Cultura João Ferreira da Maia é o edifício contíguo à
Casa Senhorial. De construção gaioleira do século XIX é composto de
dois pisos e sótão.
No piso 0, foram demolidas as compartimentações anteriormente
existentes, com vista à criação de uma sala polivalente de apoio ao
espaço de exposições.
No piso 1, situam-se os gabinetes de trabalho, uma
sala de reuniões, uma sala de espera e uma instalação
sanitária.