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Casa de Portugal e de Camões Traditional Cache

This cache has been archived.

Nascimento: RIP

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Hidden : 3/27/2010
Difficulty:
1.5 out of 5
Terrain:
1.5 out of 5

Size: Size:   micro (micro)

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Geocache Description:

Casa de Portugal e de Camões


A penitenciária Distrital de Santarém, como a sua homónima de Coimbra, foi construída a partir do modelo de estabelecimentos prisionais que se iniciou em Portugal com a Penitenciária Central de Lisboa. Por essa razão é um dos três estabelecimentos com a mesma filosofia que se contruíram em Portugal, isto é, no espírito da Lei de 1 de Julho de 1867 (Lei de Barjona de Freitas), que aboliu entre nós a pena de morte para crimes civis e reformou ao mesmo tempo o sistema penitenciário português. Estas importantes decisões do foro do Código Penal foram saudadas internacionalmente como pioneiras, recebendo francos elogios da opinião pública, nomeadamente do escritor Victor Hugo.

Na realidade, estes três únicos exemplos apresentam, ainda que com diferentes soluções, a mesma estrutura prisional, tipo de materiais semelhantes e idêntico espírito de tratamento prisional, através do conceito de regeneração do preso pelo trabalho, pela educação e pela moral religiosa.

A época de construção correspondeu a um período entre 1870 e 1890, pois a Central de Lisboa, da autoria dos engenheiros Luís Victor Le Cocq (1822-1892) e Ricardo Júlio Ferraz (1824-1880), concluiu-se em 1885, quando já estavam em construção as de Santerém e de Coimbra. Os paradigmas arquitectónicos da de Lisboa foram a Prisão de Maras e de Pentonnville (1846), obra do major eng. J. Jebb.

A Penitenciária de Santarém, a segunda a ser construída (1879-1890), tal como a de Coimbra (início de construção a partir de 1883), integram-se, no entanto, no tipo de prisões, cujos edifícios centrais apresentam uma forma estrelada radial e em cujo centro convergem as diferentes alas, onde se localizam as celas individuais dos presos, definindo uma rotunda dominada pela parte nobre da prisão (a charola, a igreja e os anfiteatros). Para além deste aspecto, no plano prisional, parece ter também seguido o modelo de prisão celular nocturna de Auburn (Estados Unidos da América).

Refira-se que a penitenciária de Santarém passou a ser preocupação da Junta Geral de Distrito, a partir de 1874, época em que fervilhavam formas embrionárias de regionalização do país, mas o projecto só ficou concluído em 1878, sendo aprovado em 3 de abril de 1879. Os seus elevados custos de construção, insuportáveis para os orçamentos distritais, geraram uma situação difícil de concretização, o que levou ao abandono da obra em 1886. Numa segunda fase, as obras continuam por responsabilidade da Direcção Geral de Obras Públicas do Distrito, até que o imóvel e as suas pertenças, tudo por concluir, transita para a posse do Ministério da Guerra que, como seu proprietário, altera o plano inicial, transformando a penitenciária civil em presídio militar (1895), nome por que é conhecido na cidade. Depois de algumas obras, o primeiro recluso militar entra no presídio, ainda ao abrigo de um regulamento provisório, datado de 1895 e, cem anos depois, ainda este presídio mantém as funções que o definiram e que foram insertas no Código de Justiça Militar, de 13 de Maio de 1896.

A Penitenciária de Santarém é um interesse exemplar de arquitectura prisional executada por engenheiros e da "arquitectura do ferro", isto é, com expressão experimental e funcional do ferro como material de construção.

Construído no planalto da Rafôa, a partir dos projectos dos Engenheiros Adolfo Loureiro (1836-1911), Alexandre da Conceição (1842-1889) e José Cecílio da Costa (1844-1918), o edifício prisional pressupôs mais um polo da expansão urbanística da cidade da 2ª metade do séc. XIX e o primeiro quartel do seguinte, no sentido transversal da plantação do principal eixo intramuros, gerando por si só novos factos urbanísticos, como a Av. António Maria Baptista. A sua grande volumetria impôs-se na paisagem, sendo um dos edifícios da arquitectura contemporânea mais visíveis de diferentes pontos de vista. Ocupando uma área total de 15.600 m2 e uma área útil coberta de 3.675 m2, assumindo a característica radial das prisões da mesma época, a Penitenciária de Santarém organiza-se a partir da forma da cruz, assumindo-se a orientação directa dos pontos cardeais, em cujo eixo E - W se edificou a Casa da Administração, edificio separado do estabelecimento prisional propriamente dito, por um pátio interior e elemento de ocultação da prisão a partir da via pública.

O edifício encontra-se actualmente classificado como imóvel de interesse público.

Mais recentemente, o Decreto-Lei n.º 416/98, de 31 de Dezembro, criou o Estabelecimento Prisional Central de Santarém, que se situa no antigo Presídio Militar de Santarém que foi desafectado do domínio público militar para passar a integrar o domínio privado do Estado, passando a estar reafectado ao Ministério da Justiça.

Em 20 de Abril de 2009, a Câmara de Santarém assina, com a atual detentora da propriedade - Estamo - um contrato promessa de compra e venda do edifício que passa então a ter o nome de Casa de Portugal e de Camões. Este facto fica relacionado com as compensações que o Governo pretende dar à autarquia por causa do cancelamento da contrução do aeroporto na OTA.

A ideia da Câmara Municipal de Santarém é vir a estabelecer parcerias com o Instituto de Turismo de Portugal, Escola de Hotelaria e Turismo, Associação de Restauração e Similares de Portugal (ARESP) e estabelecer também parcerias com privados para dinamizar algumas áreas.

- A Cache -

A cache encontra-se por ali algures.

Revisão do texto: Paraq087

Additional Hints (Decrypt)

Fragne r gngrne.

Decryption Key

A|B|C|D|E|F|G|H|I|J|K|L|M
-------------------------
N|O|P|Q|R|S|T|U|V|W|X|Y|Z

(letter above equals below, and vice versa)