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Traditional Geocache

Museu de Arte e Arqueologia do Vale do Côa

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Hidden : 4/10/2010
Difficulty:
1.5 out of 5
Terrain:
2 out of 5

Size: Size: small (small)

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Geocache Description:


Museu de Arte e Arqueologia do Vale do Côa

Museu de Arte e Arqueologia do Vale do Côa
"Num Museu situado numa encosta da foz do Côa parece ser importante o sentido afirmativo do seu corpo, quer na leitura da sua relação com a paisagem, quer quanto à sua natureza tipológica que deve ser formalizada enquanto massa física, não deixando quaisquer ambiguidades e equívocos quanto à sua localização.

O desejo de fundir estes factores torna-se explícito no conceito da intervenção – conceber o museu enquanto instalação na paisagem. A estratégia é a de trabalhar um corpo desenhado especificamente para um lugar, promovendo um diálogo íntimo entre artificial/natural, aumentando deste modo a complexidade temática da sua composição. A condição acentuada da topografia, para além das dificuldades que impõe enquanto suporte físico da intervenção, gera um momento de chegada ao terreno vertiginoso, revelando-se por isso determinante nas opções a considerar.

Museu de Arte e Arqueologia do Vale do Côa

A estratégia adoptada propõe ocupar no primeiro momento o terreno, libertando o restante, evitando a inclusão de acessos de grande complexidade física e plástica. Esta ocupação será realizada através da criação de uma plataforma panorâmica (cobertura do museu) cujo cenário é a esmagadora paisagem dos montes e vales do Douro. Esta será usada como espaço de chegada, dispondo-se os diferentes meios de acesso em zonas distintas, de modo a clarificar e facilitar a distribuição e orientação.

Assim pretende-se potenciar e enfatizar a imponente amplitude de vistas que caracteriza tão fortemente o sítio, evitando que o edifício se assuma como obstáculo entre quem chega e a paisagem que o rodeia.

A forma do corpo é triangular e resulta dum processo de lapidação ditado pela geometrização abstracta da topografia, uma vez que o ponto mais alto do terreno (implantação) está entalado entre dois vales (Vale de José Esteves e Vale do Forno) e abre uma terceira frente ao encontro dos Rios Douro e Côa.

Maqueta do Museu

Há um elemento que estrutura o corpo - a rampa que rompe a massa de forma contínua, percorrendo todo o programa, desde a plataforma de chegada até às salas de exposição. Esta fenda descendente conduz o utente para dentro da densa massa, transportando-o, de modo gradual, da paisagem intensa, luminosa e infinita até à realidade interior e escura da sala gruta, que nos remete para um tempo primitivo.

Este elemento estruturante é dividido em partes, a saber: percurso simples a céu aberto entre a plataforma de chegada e o espaço do lobby; o segundo, ainda exterior, o espaço coberto do lobby que articula as acessibilidades programáticas; por último, a sala de exposição temporária que fecha o percurso. Para a plasticidade da matéria do corpo interessa considerar três temas: a massa, a textura e a sua cor. Das possibilidades analisadas prevaleceram duas; o xisto por ser um material local abundante e ainda o suporte escolhido no Paleolítico para o registo das gravuras e o betão pelas suas características plásticas e tectónicas, mas também por ser recorrente na paisagem do Douro em construções de médio e grande porte. Deste modo a proposta resulta numa massa híbrida – betão com textura e pigmentos do xisto. Para a interacção pretendida interessa um corpo feito à medida do território, cujo volume e escala é concebido de fora para dentro e pela topografia. A intervenção procura estabelecer um diálogo com a encosta onde se insere, conferindo-lhe uma nova e artificial silhueta que não a desvirtue mas antes complemente.

A sua percepção é uma realidade mutável, consequência da sua materialidade. A sua observação é possível de diferentes ângulos, mas também de distâncias variáveis, surgindo como um monólito de xisto de diferentes expressões – pedra recortada na montanha - enquanto na aproximação ler-se-á um corpo complexo em betão texturado, cortado por frestas de diferentes calibres, que denunciam o carácter habitável do espaço e a sua composição.
"

Pedro Tiago Pimentel, arquitecto
Camilo Rebelo, arquitecto

Museu de Arte e Arqueologia do Vale do Côa

Relatório do Júri

Além do valor cultural e patrimonial presente em todos os trabalhos hierarquizados, o trabalho apresentado pelos Arquitectos Pedro Lacerda Pimentel e Camilo Bastos Rebelo propõe criar uma peça de cariz escultório e emblemático, assumidamente contemporâneo, e acrescentando mais-valias à paisagem.

Apresenta uma organização muito compacta, uma figura forte, capaz de responder com clareza e intensidade aos valores da paisagem e do território.

O júri considerou a solução arquitectónica extraordinária e carismática. Uma inventiva e adequada resposta à integração na envolvente. O acesso revela-se bem pensado, introduzindo um compasso de espera entre a chegada, com uma noção clara da paisagem e da envolvente, e a descida ao espaço do museu.

Os conceitos utilizados na memória descritiva são notáveis e reveladores da consistência da proposta. Os espaços expositivos estão bem organizados e o acesso aos serviços bem resolvido.

A estrutura funcional apresenta-se adequada às exigências expressas no programa de intervenção, tendo contudo alguns aspectos que requerem maior reflexão. A solução demonstra flexibilidade evolutiva. Boa exequibilidade da solução, à luz dos actuais modos de construção.
Vista do Museu sobre a foz do rio Côa no rio Douro
Vista do Museu sobre a foz do rio Côa no rio Douro


Fontes
Ordem dos Arquitectos Secção Regional Norte
Fórum de Arquitectura Nacional
Fotos de cicciobomba (Panoramio), Pedro Tiago Pimentel, Camilo Rebelo e Rui Gonçalves.


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Additional Hints (Decrypt)

Sbeçn!!!

Decryption Key

A|B|C|D|E|F|G|H|I|J|K|L|M
-------------------------
N|O|P|Q|R|S|T|U|V|W|X|Y|Z

(letter above equals below, and vice versa)



 

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