TRIBUTO Á CULTURA
MUSEU DOS RIOS E DAS ARTES
MARÍTIMAS
Constância, antiga Punhete, teve durante séculos um importante
porto que lhe permitiu desenvolver-se economicamente, através do
transporte fluvial, da construção naval e da pesca.
Estas actividades fluviais, que se exerceram até meados do séc. XX,
deixaram muitos vestígios dispersos pela vila e em risco de se
perderem, cabendo ao MUSEU DOS RIOS E DAS ARTES MARÍTIMAS recolher,
estudar, valorizar e divulgar este vasto património
cultural.
Até meados do século XX as populações viviam dos rios, para os rios
e junto aos rios, com o seu assoreamento e o desenvolvimento dos
meios de transporte terrestres, a população virou-lhes as costas em
busca de outro sustento. Mas no início do século XXI olha novamente
para os seus rios, que entretanto adquiriram novas potencialidades,
como a prática de desporto, desenvolvimento do turismo e
lazer.
O Museu dos Rios e das Artes Marítimas pretende relembrar a
importância económica e a profunda ligação que as gentes de
Constância tinham e têm aos rios Tejo e Zêzere.
Criado
a 11 de Abril de 1998, o Museu dos Rios e das Artes Marítimas tem
um acervo constituído, principalmente, por peças de etnografia
fluvial, com especial relevo para os instrumentos de trabalho e
miniaturas de embarcações tradicionais.
Para acolher este espólio procedeu-se à reabilitação de um edifício
antigo, pertença da autarquia, que reunia as características para a
criação de um espaço museológico para preservar o património
fluvial.
Este edifício está implantado num jardim muito agradável onde estão
expostas algumas peças dos barcos que faziam o transporte de
mercadorias no rio Tejo como fateixas, ancorotes, guinchos,
etc.
Já dentro do Museu o percurso
é iniciado com uma breve introdução histórica ao passado da vila e
às antigas actividades que a fizeram prosperar, recorrendo-se a
fotografias antigas para o ilustrar. Depois segue-se para um espaço
dedicado à pesca, onde estão expostos alguns objectos alusivos a
esta actividade, realçando-se a exposição de redes de pesca e as
miniaturas de barcos regionais. A mesma sala ainda é dedicada ao
transporte fluvial, a mais importante actividade das gentes de
Constância, ganhando relevo as miniaturas do Varino, do Barco de
Água Acima e do Desalijo, além de uma grande variedade de objectos
utilizados nesta actividade fluvial. A seguir atinge-se uma pequena
área dedicada às Festas de N.ª S.ª da Boa Viagem, demonstrando-se a
sua antiguidade e importância através de documentação escrita e
fotográfica. Por último surge uma sala que pretende reconstituir um
estaleiro de calafate, onde está exposto um barco em fase de
construção e uma grande variedade de ferramentas e de utensílios
utilizados neste trabalho.
Cine-Teatro
Municipal de Constância
“Tem
tradições o teatro em Constância, documentadas desde os primeiros
anos do século XX. Durante a I República foi intensa a actividade
teatral, dinamizada sobretudo pelo Grupo Dramático 1º de Maio,
realizando-se os espectáculos na casa da Rua João Chagas que foi
sede do antigo Clube Estrela Verde.
No princípio dos anos 30, a Câmara Municipal, gerida
por João Lopes Godinho, considerando as dificuldades financeiras
por que passava a Santa Casa da Misericórdia, a quem o Estado
atribuía subsídios insignificantes, e dispondo de um edifício que
até há pouco servira de quartel da Guarda Republicana e que estava
sem utilização, resolveu adaptá-lo a Cine-Teatro, dotá-lo com um
mínimo de condições e entregá-lo à Santa Casa para o explorar em
seu benefício.
Foi assim que o teatro de Constância, a partir de 1932,
dispôs de um espaço próprio para os ensaios e as representações
onde o público se habituou a ir à procura de cultura e de
diversão.
No ano seguinte, 1933, chegou à vila a electricidade e
com ela a possibilidade de introduzir espectaculares efeitos de luz
e de projectar filmes, assumindo a casa, plenamente, as funções de
Cine-Teatro.
Além do cinema e do teatro, era também utilizada para outras
actividades culturais e de convívio, como ceias e bailes,
revertendo a receita, por norma, para a Santa Casa da
Misericórdia.
A década de 50 foi a época áurea do teatro
constanciense, graças à revista Constância
é assim, estreada em 31 de Maio de 1952, que envolvia
40 pessoas e fez quatro representações em menos de um mês – o
que é notável para uma terra com a pequena dimensão que Constância
tem.
Depois de uma década em que pouco de novo aconteceu,
quase se limitando o Cine-Teatro a passar uma fita de vez em
quando, a actividade teatral reanimou a partir de 1975, em grande
parte graças à fundação do actual Clube Estrela Verde que herdou do
seu antecessor do princípio do século o gosto pelas actividades
recreativas e culturais e, em especial, pelo teatro, tendo-se
organizado, com o seu apoio, sucessivos grupos de entusiastas que
puseram de pé vários espectáculos representados no concelho e fora
dele.
A degradação do velho edifício, que fora quartel da
Guarda e Cine-Teatro durante tantos anos, inviabilizou a
continuação da sua utilização e a Câmara Municipal resolveu
substituí-lo por um novo edifício, mais moderno e mais
funcional.
É esse edifício, inaugurado em 10 de Junho de 1993, dia
de Camões, que hoje permite a Constância dispor de uma excelente
sala com capacidade para cerca de 150 espectadores e equipada com
tudo o que é necessário à realização de espectáculos musicais, de
teatro e cinema, exposições e conferências.”
in Histórias do Património do Concelho de
Constância,
de António Matias Coelho
A
Biblioteca Municipal Alexandre
O’Neill
A Biblioteca
Municipal Alexandre O’Neill é o resultado da transformação da
antiga escola primária e anos mais tarde, Paços do
Concelho.
Antes de passar para
o edifício actual, a biblioteca já existia há quatro anos noutro
edifício, mas era um espaço muito reduzido, de acesso pouco
funcional e cujas instalações já não comportavam, quer o volume das
obras adquiridas, quer a afluência dos seus utilizadores. Assim,
foi necessário encontrar uma solução para o seu desenvolvimento,
sendo esta transferida para o local onde actualmente se
encontra.
O edifício foi
construído em 1912-17 para ser escola de ambos os sexos e habitação
das professoras. Durante 70 anos este edifício cumpriu as funções
para que foi construído. Nos finais dos anos 80 passou a servir
provisoriamente de Paços do Concelho até 1990. Após ser remodelado
no seu interior, em 1994, passa de Paços do Concelho para
Biblioteca Municipal.Este é um dos edifícios mais significativos do
património construído do concelho, herança da I República, símbolo
da instrução e da cultura, casa que conheceu várias funções, todas
elas de relevante interesse público.A obra de transformação foi
feita na sequência do contrato programa celebrado entre o Município
de Constância e a Secretaria de Estado da Cultura, através do então
Instituto Português do Livro e da Leitura.A Biblioteca Municipal
tem um papel muito importante junto da população do concelho, em
especial dos jovens
estudantes.
A
CACHE
A cache é uma multi que vos leva a conhecer 3
locais que mostram um pouco da cultura da vila de
Constância,.
Teem que recolher informação dos 3 locais de forma a
conceguirem as coordenadas finais, é um passeio que se
faz bem a pé pois tem pouco mais de 300 metros do 1º ponto ao GZ
Final.
O local mais indicado para deixar o cachemobil á o indicado nos
pontos adicionais.
Para a cache
encontrar precisa de fazer os seguintes calculos:
Museu = A
Cine-teatro = B
Biblioteca = C
CACHE FINAL:
N 39º 28.(B-1889)
W 08º 20.(A*C-7)