Skip to content

This cache is temporarily unavailable.

Canar: Não gosto de ver a cache sem manutenção e estou sem tempo para a manter ou lhe dedicar tempo. Gostaria que alguém a aceitasse e a mantivesse viva.
Lamento

More
<

Ponte Romana Vila Formosa

A cache by Canar Send Message to Owner Message this owner
Hidden : 10/19/2010
Difficulty:
1.5 out of 5
Terrain:
3 out of 5

Size: Size:   small (small)

Join now to view geocache location details. It's free!

Watch

How Geocaching Works

Please note Use of geocaching.com services is subject to the terms and conditions in our disclaimer.

Geocache Description:

A lindíssima Ponte de Vila Formosa situa-se sobre a ribeira de Seda, próxima da localidade com o mesmo nome, em Alter do Chão, na vasta planície Alentejana.


Esta é uma construção Romana que manteve, até há pouco tempo, o seu funcionamento e importância na circulação viária da zona, na estrada que liga Alter do Chão a Chança e Ponte de Sôr, tendo sido construída entre os finais do século I e inícios do século II d.C.. Estas vias, importantes para a defesa e desenvolvimento do Império Romano; eram utilizadas para o transporte de colunas de legionários; mercadorias e cereais entre as várias partes do Império e Roma.

A Ponte Romana de Vila Formosa está classificada como Monumento Nacional desde pelo Dec. de 16 de Junho de 1910, D.G . 136 de 23 de Junho de 1910. Encontra-se localizada nas proximidades da vila alentejana de Alter do Chão, no distrito de Portalegre, e é uma das mais notáveis pontes romanas do território português e ao contrário de muitas pontes medievais que são erradamente consideradas como romanas, a Ponte da Vila Formosa apresenta todas as características das pontes genuinamente romanas, nomeadamente os silhares almofadados, o tabuleiro plano e o uso de grandes lajes no pavimento. Esta ponte fazia parte da importante rede viária que os romanos criaram na Península Ibérica e integrava-se na via romana que ligava Lisboa a Mérida (capital da Lusitânia) passando por Ponte de Sor e Alter do Chão.

A técnica de construção em robusta cantaria aparelhada e almofadada, segundo o tipo "opus quadratum”, usual na arquitectura dos dois primeiros séculos da era cristã, re¬vela um simétrico equilíbrio de uma extraordinária beleza entre as várias partes.

Estruturalmente, esta ponte compõe-se de 6 arcos de volta perfeita com 33 aduelas, todas iguais entre si e registando um diâmetro por arco de 8,95 metros, alternando com 5 olhais m porticados, que funcionam como descarga de para o excesso de caudal na altura das cheias. O comprimento total do tabuleiro é de cerca de 117 metros, atingindo a sua altura máxima 8,40 metros, medida entre as guardas de pedra e a superfície do leito da ribeira.

No entanto, deve considerar-se que os mestres e artífices daquele tempo, para além dos instrumentos manuais com que trabalhavam a pedra, conheciam as alavancas, as roldanas e os fórfex (tenaz em ferro para içar e movimentar as pedras), já utilizados pelos egípcios, e pelos gregos nas suas grandes construções (pirâmides e templos).

A lenda diz-nos que a ponte foi construída numa noite, entre o cantar do galo pedrês e o cantar do galo preto e que a última pedra de uma das guardas caiu e que, recolocada várias vezes, voltava sempre a cair.

Diz a lenda:

"Era uma noite escura de Inverno, a ribeira levava-se cheia, a água era turva e arrastava no seu caudal troncos de freixos e faias arrancadas das margens.

Não se via vivalma naqueles cabeços. Tudo deserto, tudo triste e a água continuava a cair, engrossando mais a torrente da ribeira, como se ainda não estivesse satisfeita.

Aquele Inverno destruíra tudo. Não havia naqueles arredores, a mínima pastagem e os pegureiros tinham de emigrar para as bandas de Espanha, onde o Inverno não fora tão rigoroso.

De manhã cedo, ainda o Sol não raiava no horizonte, já um pobre pastor, com o gado a cair de fome, encontrava-se na margem esquerda da ribeira e, para lhe dar de comer, tinha de a atravessar. Mas como, se a ribeira ia cheia, e meter-se à água era uma loucura, uma verdadeira temeridade?

Um trovão enorme ecoou, cortando o silêncio daquela noite tenebrosa e, ao pé do zagal, apareceu o Diabo, que, conhecendo a sua aflição, o vinha tentar.

“Posso construir uma ponte, disse ele, desde o pôr-do-sol até à meia-noite, isto é, até que o galo cante três vezes, com a condição de tu pastor, me dares a alma”. E apresentou-lhe um papel, onde os dois assinaram com o sangue de cada um.

No outro dia, logo que o Sol se pôs, veio o Diabo, com toda a sua gente, construir a ponte, não faltando assim ao que prometera.

O pastor, porém, pensando bem, arrependeu-se de entregar a alma ao deus malvado e começou a chorar, lamentando a sua triste sorte. E assim foi encontrar Nossa Senhora que, condoída dele, lhe disse:

- Quando faltar colocar a última pedra na ponte, atiras este ovo fora, para o pé do Diabo. Dizendo isto desapareceu numa nuvem de fogo para nunca mais ninguém a ver.

Começaram todos a trabalhar. Quando cantou o galo pedrês o Diabo disse à sua gente “Venham pedras a duas e três”.

O pastor, sempre alerta, quando notou que faltava colocar a última pedra, atirou o ovo, que Nossa Senhora lhe dera, pela ponte fora e dele nasceu um galo preto, que anunciou ter dado a meia-noite, com o seu canto. O Diabo ao ouvi-lo disse “Com este não me meto” e fugiu não querendo saber do contrato que fizera.

Para testemunhar isto, diz o povo, lá se encontra ainda a pedra, ao pé das guardas, dizendo-se que “cai todas as vezes que a colocam no seu lugar”.

Quanto à história não restam dúvidas relativamente à época, intervenientes, técnicas e materiais utilizados, objectivos de natureza militar é económica destas importantes vias de comunicação.

No que respeita à lenda, esta parece inserir-se num período da Idade Média; em que foi estigmatizada a figura do diabo, também apelidado de mafarrico ou cão tinhoso, e a sua actividade como construtor de pontes, tendo como contrapartida a compra de almas. Era também normal, nestas lendas, o aparecimento de uma entidade Divina que resolvia as situações esconjurando o demónio e salvando a alma dos infelizes que tinham sido tentados por este.

Temos agora uma nova e imponente ponte na variante, na EN 369, à Ponte Romana de Vila Formosa, que é uma nova obra de arte sobre a Ribeira de Seda, no concelho de Alter do Chão, distrito de Portalegre.

Additional Hints (Decrypt)

Cbe onvkb qn byvirven. Pnvkn Crqen.

Decryption Key

A|B|C|D|E|F|G|H|I|J|K|L|M
-------------------------
N|O|P|Q|R|S|T|U|V|W|X|Y|Z

(letter above equals below, and vice versa)



Reviewer notes

Use this space to describe your geocache location, container, and how it's hidden to your reviewer. If you've made changes, tell the reviewer what changes you made. The more they know, the easier it is for them to publish your geocache. This note will not be visible to the public when your geocache is published.