
A Igreja de S. Julião está ligada à
origem da Figueira.
Durante alguns anos o lugar foi chamado
de S. Julião da Foz do Mondego.
Segundo informações do Reverendo
Belchior dos Reis em 1721, afirma que:
“A igreja está num grande
terreiro, que serve de adro ou cemitério, junto à foz do Mondego,
num local donde se vêem o mar e a navegação, não só aprazível à
vista dando recreação aos olhos, mas também deleitável para a
vivenda humana”.
Também há referências de que a igreja
fora Abadia no seu início e que no tempo dos sarracenos – por
altura do ano 800 – foi destruída.
Pinho Leal, referindo-se às calamidades
que a Figueira sofreu, diz “que os Árabes a arrasaram
completamente, não deixando pedra sobre pedra, em
717”.
Foi o Abade Pedro, vindo de regiões
muçulmanas para a propaganda do catolicismo, recebeu das mãos do
Conde de Sisnando, de Coimbra, terras para povoar e edificar
igrejas, quem restaurou a de S. Julião, com “casas
necessárias e boa torre” e a doou à Sé Velha de Coimbra em
1096, conforme consta do seu testamento, existente no Livro Preto
daquela Sé.
O Elucidário de Viterbo, refere-se a
esta doação e o Dr. Augusto Mendes Simões de Castro elucida-nos
também que no “Discurso a favor do Cabido”, existem os
seguintes documentos relativos à igreja de S. Julião:
· O treslado do instrumento da posse que
tomou em nome do Cabido, o chantre D. André Annes, da Igreja de S.
Julião da Figueira da Foz (ano de 1335).
· O instrumento pelo qual se contentou
João Joannes, vigário da Igreja de S. Julião da Figueira da Foz do
Mondego, com os réditos e proventos que tinha o seu antecessor (ano
de 1348).
· A sentença proferida por João
Rodrigues, vigário geral do Bispo D. Vasco, em como a igreja da
Figueira é do Cabido (ano de 1371).
O vigário Joannes seria então
descendente de Domingos Joannes, um dos fundadores da
Figueira?
A igreja de S. Julião, foi matriz de
toda a região até Buarcos, deixando esta vila deixar de estar sob
jurisdição de S. Julião, quando edificou a sua igreja denominada S.
Pedro no último ano do século XV.
Com o andar dos tempos, voltou a igreja
a degradar-se, iniciando-se em 1716, trabalhos de reedificação.
Deste modo, passou a chamar-se Igreja Nova.
Em 1778, as obras ainda estavam por
concluir por falta de verba. A única possibilidade de a obter, era
recorrer ao “real de água”, que foi concedido sobre
cada alqueire de sal saído em embarcações pelo Mondego ou barra,
durante doze anos.
A igreja do Abade Pedro, só possuía uma
torre – a do lado oriental.
Entre 1877 e 1896, foram feitas novas
obras e com várias modificações, desaparecendo lamentavelmente,
todos os vestígios da arquitectura antiga.
O exterior, feito com pedra de Ançã,
encontra-se ainda hoje, em bom estado de conservação.
Hoje, não existe só a torre oriental,
mas duas torres contendo cada uma um relógio. Um com numeração
romana, outro com numeração cardinal.
No seu interior, salientam-se na nave
três retábulos de madeira, característicos do século XVIII.
(Baseado em: “Aspectos da Figueira da foz
de Maurício Pinto e Raimundo Esteves, 1945 e
http://www.figueira.com/sao-juliao/sjmonumentos_de_s.htm)
Igreja de São Julião classificada como imóvel de interesse
Público
O vereador da cultura
, António Tavares, informou, na ultima reunião de Câmara, que já
foi homologada, por despacho ministerial, a classificação da Igreja
de São Julião como imóvel de interesse Público.
A classificação inclui todo o património
integrado daquela igreja, delimitando uma Zona Especial de
protecção (ZEP), em que se aplica legislação especifica. Assim, a
transmissão dos imóveis depende de previa comunicação ao IGESPAR,
IP; e os comproprietarios, o Estado (através do IGESPAR, IP) e o
Município gozam, pela ordem indicada, do direito de preferencia em
caso de venda ou dação em pagamento.
por outro lado, não poderão ser
concedidas pelo Município, nem por outra entidade, licenças para
obras de construção e para quaisquer trabalhos que alterem a
topografia, os alinhamentos e as cérceas e em geral a distribuição
de volumes e coberturas ou o revestimento exterior dos edifícios
sem prévio parecer favorável do IGESPAR,IP, emitido através da
Direcção Regional de Cultura do centro. Quanto aos procedimentos de
concessão de licenças bem como os efeitos das licenças
eventualmente já concedidas para o imóvel, ficam suspensos.
(in O FIGUEIRENSE
sexta-feira 04 Fevereirode 2011)
A CACHE
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coordenadas iniciais quantas arvores de menor dimensão
encontras
quando virado a sul fora do muro que circunda a igreja?
Valor=X
Segundo ponto, N 40º 09.000 W008º 51.(8-X)( 18/X)(4+X)
No segundo ponto,qual o Anno Domini inferior?
Valor=Y
Final
N 40º 09.(Y-1896) W008º 51.(Y-1373)
Recomendo que façam a cache durante a noite. Sejam discretos
na
abordagem à cache.