O Vale do Cu de Judas
Este vale situado na Pinheiria, localidade perto de
Santa Catarina da Serra, é um local fantástico para
contemplar.
Denominado por Cu de Judas, por encontrar-se num sitio esquecido
pelas gentes da terra.
Foi um dos locais, que durante a minha
infância brinquei e fazia os piqueniques com a "malta"
da minha rua. Actualmente os terrenos já se encontram um pouco ao
abandono.
Quem era Judas Iscariotes*
Etimologia de Iscariotes
São várias as explicações etimológicas que, ao longo dos tempos,
foram surgindo para o nome "Iscariotes". A mais
provável é uma conotação política, ligando-o ao grupo
dos sicários, uma
ramificação do grupo dos zelotes que
perpetrava violentos ataques – geralmente com punhais, e daí
o seu nome latino de sicarii – contra as
forças romanas na Palestina. Por
isso, se argumenta que Judas Iscariotes, alegadamente, teria sido
um membro deste grupo e que o seu nome seria a transliteração
de homem do punhal, em hebraico ish
sicari. Outros derivam o seu nome do aramaicosaqar,
palavra que significava alguém "mentiroso", que é "falso".
Outra possibilidade é que Iscariotes fosse usado como apelido,
em hebraico ish Qeryoth, que significa homem
de Queriote. (João 6:71; 13:26) Também, podia ser
designado filho/descendente/naturalde
Queriote. Queriote – de acordo com a
interpretação inicialmente veiculada por São
Jerónimo – seria o nome simplificado da aldeia, ou
mais provavelmente um conjunto de aldeias, de Queriote-Ezron (Josué
15:21) – nome que significa "cidades de Ezron" –
localizada na província romana da Judéia (no
território da Tribo de
Judá) e que é comumente identificada com a
moderna Qirbet el-Qaryatein, situada a cerca de
20 km a Sul de Hébron.
Aspectos religiosos e históricos segundo os Evangelhos
Canónicos
O seguimento apostólico
Judas Iscariotes foi escolhido como um dos 12 apóstolos de Jesus
Cristo, sendo apresentado, na listagem dos seus nomes, sempre em
último lugar (Mateus 10, 2-4; Marcos 3, 16-19; Lucas 6, 13-16).
Mais tarde, ele tornou-se infiel e iníquo, conforme apresentado
no Novo Testamento.
Era o encarregado da bolsa do dinheiro dos
apóstolos: «tendo a bolsa, tirava o que nela se
lançava» (João 12, 6). Teria demonstrado exteriormente a
sua fraqueza na cena da unção com óleo perfumado em Betânia, onde
testemunhou que estava mais apegado ao dinheiro do que propriamente
aos gestos concretos com que Jesus demonstrava a sua missão (João
12, 1-6).
Embora os Evangelistas digam claramente que «Jesus
sabia, desde o princípio, quem eram os que não criam, e quem era o
que o havia de entregar» (João 6, 64) e tivesse sido, de
algum modo, aduzido e predito, caso se leia o Salmo 55 como uma
referência ao que viria a suceder com Jesus, que o traidor seria um
"amigo íntimo" - «Pois não era um inimigo que me
afrontava; então eu o teria suportado […] Mas eras tu, homem
meu igual, meu guia e meu íntimo amigo» (Salmo 55, 12-13)
-, não é certo nem correto afirmar-se que estivesse predestinado quem
seria o traidor.
A traição
Judas entregou Jesus por 30 moedas de prata (Mateus 26, 15; 27,
3), que provavelmente seriam siclos e não
denários como frequentemente se julga e afirma. Esse era o preço de
um escravo (Êxodo 21, 32). De acordo com o autor do Evangelho de
Mateus, os principais sacerdotes decidiram não colocar essas moedas
no Tesouro do Templo de
Jerusalém, mas, em vez disso compraram um terreno no exterior
da cidade para sepultar defuntos (Mateus 27, 6.7).
Segundo Zacarias, profeta do
Antigo Testamento, a vida e o ministério do prometido Messias (ou
Cristo) seria avaliado em 30 moedas de prata (Zacarias 11, 12-13).
Isto significava que, segundo a leitura dos acontecimentos feita
pelo evangelista Mateus, os líderes religiosos judaicos foram
induzidos a avaliar a vida e ministério de Jesus de Nazaré como
dotada de bem pouco valor.
A motivação da sua ação é justificada ou explicada, nos
Evangelhos, de diferentes modos. Assim, nos Evangelhos mais
antigos, os de Mateus e de Marcos, tal deveu-se à sua avareza
(Mateus 26, 14-16; Marcos 14, 10-11). Já nos Evangelhos de Lucas e
de João o seu procedimento é subordinado à influência direta
de Satanás - ?
sata?a? - (Lucas 22, 3; João 13:2. 27) sobre as suas ações.
A morte
Os autores do Novo Testamento,
relendo à luz da sua Fé as escrituras do Antigo
Testamento, procuraram, de algum modo, mostrar que a morte de
Judas fora análoga à que as Escrituras apresentavam para
o "desesperado" (II Samuel
17:23: «Vendo Aitofel que se não tinha seguido o seu
conselho, albardou o jumento, e levantou-se, e foi para sua casa
[...], se enforcou e morreu») e para
o "ímpio" (Sabedoria
4:19: «Em breve os ímpios tornar-se-ão cadáver sem honra,
objeto de opróbrio para sempre entre os mortos: o Senhor os
precipitará de cabeça para baixo, sem que digam palavra, e os
arrancará de seus fundamentos. Serão completamente destruídos,
estarão na dor e sua memória perecerá.»).
Assim, no caso do Mateus 27:5
se relata que Judas Iscariotes ao sentir remorsos
decide suicidar-se por
enforcamento: «E Judas, atirando para o templo as moedas
de prata, retirou-se e foi-se enforcar», e no livro
dos Atos 1:18,
o seu autor conta que caiu de cabeça para baixo, rebentando
ruidosamente nos rochedos pelo meio: «Adquiriu um campo
com o salário de seu crime. Depois tombando para frente arrebentou
ao meio e todas as vísceras se derramaram».Procurando-se
harmonizar e combinar os dois relatos da sua morte pode-se dizer
que Judas se terá enforcado, mas que a corda - ou o ramo da árvore
onde esta estava atada - se terá quebrado. A vaga por ele deixada -
segundo Atos 1:26 - foi preenchida por Matias.
*Retirado da wikipédia
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